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01/12/2020 | 17h22m - Publicado por: Luigi Civalli | Foto: Reprodução/Instagram

Ator de As Five diz sofrer ‘racismo recorrente’ por motoristas de aplicativo

Ele interpreta o personagem Lito na trama da Globoplay

Ator de As Five diz sofrer ‘racismo recorrente’ por motoristas de aplicativo - Reprodução/Instagram

Quem assistiu As Five, da Globoplay, com certeza conhece Matheus Campos, o Lito, que faz par romântico com Heslaine Vieira, a Ellen, que também está no ar atualmente em Malhação: Viva a Diferença.

Em entrevista à jornalista Patrícia Kogut, ele, que é negro, já revelou ter sofrido racismo por motoristas de aplicativo mais de uma vez.

"Foi uma ação não muito surpreendente para mim porque já aconteceu seguidas vezes. Eu moro na Avenida Brigadeiro, em São Paulo, então, é difícil para os carros pararem. Assim que saí do prédio e acenei para o motorista me enxergar, ele acelerou o carro e se distanciou de mim. Eu fui seguindo pela calçada e ele, pela avenida. Por mais que a gente fale do racismo cotidiano, a gente nunca está preparado. É humilhante passar por isso. Por mais que a gente fale, é sempre dolorido", contou.

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Matheus ainda revelou que isso já aconteceu outras vezes e de formas diferentes. “Em carros de aplicativo, é comum acontecer preconceito. Em outra ocasião, o motorista me perguntou se eu estava indo a uma região periférica da cidade. Eu disse que não, mas que, se estivesse, isso não deveria ser levado em consideração. E ele só me perguntou isso porque associou minha cor à periferia. Claro que entra o medo com que todos vivemos, mas entram preconceito e racismo, obviamente", completou.

Com relação à situação mais recente, Matheus relatou o problema, mas não queria que o funcionário fosse demitido, e sim que tivesse uma orientação e instrução maiores com relação a isso.

"O atendente pediu que eu fizesse a denúncia contra o motorista, mas eu não acho que as pessoas que prestam um serviço tão precário têm que ser demitidas. Sou a favor da orientação, da instrução. Eu quis saber se eles iam demitir o funcionário. Eles disseram que não empregavam ninguém, que só faziam parcerias. Mas colocar mais uma pessoa desempregada em São Paulo passa a ser um problema de todos nós. Eu queria que um diálogo com esse motorista fosse criado para que ele fosse qualificado. Não é porque ele foi racista comigo que quero punição. Eles registraram minha reclamação, houve o diálogo, mas disseram que a ação era sigilosa. Eu decidi conversar com alguns amigos para entender. E, por enquanto, o procedimento está parado", finalizou.

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