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01/11/2019 | 08h20m - Publicado por: Ará Rocha | Foto: Reprodução/Instagram

Eduardo Martini usa sensibilidade para falar de amor LGBT no teatro

O ator e diretor termina 2 espetáculos neste final de semana

Eduardo Martini usa sensibilidade para falar de amor LGBT no teatro - Reprodução/Instagram

Pra você, o que é falar de amor? O sentimento é um dos mais abordados em todos os tempos. Existem várias formas de amar e estamos acompanhando isso em cenas de novelas, no cinema, teatro...

Com uma sensibilidade ímpar, Eduardo Martini está em cartaz com 2 espetáculos, que terminam temporada neste final de semana, no Teatro Décio de Almeida Prado, que acaba de virar um Centro Cultural da Diversidade, em São Paulo.

OFuxico conversou com o ator e diretor sobre a temática LGBT e amor. O ator afirma não entender a “separação” do sentimento amor.

“Não compreendo existir o separatismo de pessoas, sabe, brancos de negros; gays de héteros, rico de pobre,  isso daquilo. Eu não compreendo essa separação. Essa minha vontade de falar de amor veio quando ouvi a frase ‘beijo gay’. Gente, beijo é beijo. Quando uma boca encontra uma boca, uma boca encontra uma mão, um pé, sei lá, é beijo, não tem que separar isso. Eu gosto de citar o seguinte: a Alemanha, que era ocidental e oriental, quando parou a tal separação, parou a guerra por lá, se tornou um dos países mais prósperos do mundo”

Para Martini, falar de amor traz uma certa dificuldade.

“Falar de amor é difícil, pois posso não concordar com o que você diz, com o que você pensa, com quem você se deita, ou o que você come; se vota neste ou naquele, se usa cabelo rosa ou azul, mas temos que respeitar. Você não pode amar um filho se você não tiver, antes, respeito por quem ele é, por como ele pensa, quem ele ama, que profissão escolheu”.

Formas de amar
“Em três textos, falo de amor de uma forma contundente. Em Depois Daquela Noite (que terminou sua temporada na quinta-feira, dia 31), falo dos desencontros que a vida dá. Angel sucessão de pequenos poderes, um exercendo pequenos poderes em cima do outro esquecendo o que é amor. Já em Chorávamos Terra, um irmão que na verdade acaba ficando pra cuidar da família porque é solteiro, não teve vida pois cuidou do pai e da mãe e é taxado de ‘viado’. Quero mostrar às pessoas o valor do respeito, o que é respeito, viver em democracia, minha necessidade é grande nisso”.

Eduardo “pessoa física”
“O homem Edu precisa falar disso pra ver se a gente consegue formar as pessoas, pois informar está em excesso, há um mar de informações absurdas. Não dá pra deixar crianças verem pessoa falando asneira no YouTube, pois a pessoa não tem formação nem condição de falar o que não aprendeu nem viveu.  Um grande pianista só é grande porque buscou estudar piano, compreendeu o instrumento e por esse motivo, toca belissimamente. E as pessoas hoje em dia não tem isso, saem falando qualquer bobagem, influenciam e agridem as pessoas sem nem ao menos saber o que estão fazendo aos mais novos” .

Fantasma
“Eu acho que tem empresas e pessoas, aquelas que dizem que abraçam a causa LGBT, mas na verdade devem ser fantasmas. Porque falam da boca pra fora, não promovem nada. Triste de se constatar isso em 2019”.

Martini acaba de criar o primeiro Festival LGBTQ+ do Teatro Décio de Almeida Prado, no Itaim Bibi, zona sul da capital paulista. O local acaba de se transformar no Centro Cultural da Diversidade, em iniciativa da gestão do jornalista André Fischer, importante nome na defesa da diversidade na mídia e nas artes e criador do famoso Festival MixBrasil.

Serviço

Angel
Texto de Vitor de Oliveira e Carlos Fernando Barros dirigido por Eduardo Martini mostra um grupo de rapazes em disputa pelo poder na Boate Apocalipse, com direito a relações escusas com uma poderosa senadora vivida por Cléo Ventura e números musicais com o cantor Markinhos Moura.
Horário: Sextas e sábados, às 21h (até 2 de novembro)

Chorávamos Terra Ontem à Noite
Neste espetáculo de Eduardo Ruiz sob direção de Carina Sacchelli, Eduardo Martini e Elder Gattely dão vida a dois irmãos separados pelo destino e que se reencontram diante de um momento familiar difícil.
Horário: Domingos, às 19h até 3 de novembro

Local:
Centro Cultural da Diversidade (Teatro Décio de Almeida Prado)
R. Lopes Neto, 206 – Itaim Bibi, São Paulo, tel. 11 3079-3438

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