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29/11/2019 | 18h00m - Publicado por: Victória Xavier | Foto: Divulgação

Elenco de Carcereiros - O Filme conta detalhes da produção

O filme leva para as telonas a tensão da série da Globo


Depois do sucesso na televisão, Carcereiros ganha uma nova fase, agora no cinema. Dirigido por José Eduardo Belmonte, o filme, protagonizado por Rodrigo Lombardi, chega aos cinemas recheado de ação e promete agradar bastante os fãs da série. 
 
Em entrevista, Rodrigo Lombardi, que interpreta Adriano, contou qual o segredo para manter o conceito da série sempre se renovando.
 
"Acho que é a quantidade de histórias. Tem muita história que ainda não contamos e várias que a gente nem tem coragem de contar. Isso manteve a série em uma temperatura muito elevada.  Além disso, o grande trunfo que a gente teve na hora de fazer o filme, foi o fato de ter começado a gravar logo que a série terminou, logo, a equipe ainda estava no ritmo e prolongamos isso por mais 8 semanas".
 
Lidando com um assunto delicado, que é o sistema carcerário brasileiro, o ator também opinou sobre o que faz essa história ter virado um sucesso tão grande.
 
"Na série, acho que é o fato dela ser muito bem contada. Para se prender na cadeira, o espectador precisa de algo bem contado. A gente trouxe luz para um assunto indigesto, um assunto do qual as pessoas não gostam de falar. A questão era como falar e esse foi o trunfo. A gente ia conduzindo as cenas enquanto eles iam dando os depoimentos, a câmera do Belmonte é algo bem moderno, traz esse tom documental, e essa soma foi muito feliz. A primeira temporada foi um grande sucesso e muito se deve pelo fato de ter o depoimento dos carcereiros reais, deles estarem dentro da cena com a gente". 
 
Jackson Antunes, que interpreta um dos vilões do filme, também comentou o que mais chamou sua atenção ao ler o roteiro pela primeira vez.
 
"Achei um belo roteiro, bem amarrado, sem pontas soltas. Com principio, meio e fim, algo que ia prender a atenção das pessoas. Porém, me veio a pergunta de como filmar tudo isso, já que eu não conhecia o Zé (diretor e filme de ação, é o gênero mais complicado que tem, pois pode desandar para o 'trash'. Mas, no set, quando vi a forma que o Zé conduzia e dirigia, tudo se encaixou. Carcereiros foi uma surpresa quando li, uma surpresa quando vimos pela primeira vez. Quando assisti, vi que estava diante do melhor filme de ação que já assisti na vida. Algo bem feito, de nível, e poder participar disso, é uma felicidade. Fazer isso no cinema é uma realização", contou.
 
Kaysar Dadour também integra o elenco e relembrou como foi essa experiência na sua vida e carreira.
 
"Eu pensei 'vamos arriscar'! Haviam muitos atores grandes e eu lá. Me falaram que era um terrorista e toda vez que eu chegava no set, eu entrava na cela, sentava sozinho e ficava ali, para sentir a energia da cadeia", relembrou.
 
Com um ambiente carregado, Jackson também comentou sobre conseguir deixar para trás a energia que vem junto com a complexidade do sistema carcerário.
 
"Demora mais um pouco para dormir, há a tensão do personagem. Com o passar do tempo, aquilo sai com maior rapidez, mas não deixa de ficar estranho durante um tempo. Você fica mais estranho, mais calado, até que passa".
 
Em entrevista, José Eduardo Belmonte, mente criativa por trás da câmera de Carcereiros, contou o que mais chamou sua atenção ao ler o livro de Drauzio Varella, publicação na qual a série e o filme foram baseados.
 
"O mais interessante é o personagem, a ideia da figura do agente carcerário. Quando eu lia sobre presídio, sempre lia do ponto de vista dos presos ou sociológico, nunca sobre esse trabalhador, que é uma pessoa comum e que vive entre esses dois universos. Essa abordagem é muito original e muito rica", afirmou.
 
Entregando um filme de ação muito bem executado, o diretor também revelou quais foram seus maiores desafios ao levar uma série de sucesso para o cinema.
 
"Foram três desafios: Aborda esse universo, que sempre exige responsabilidade moral e que exige atenção. O segundo,foi tentar manter o universo da série, mesmo mudando um pouco do registro e a terceiro é fazer ação, que é sempre um desafio. A gente faz pouca ação no Brasil, é algo que exige conhecimento técnico, exige planejamento e tempo. Mas tive a sorte de ter duas assistentes de direção que são incríveis e uma equipe que estava filmando há dois anos e já estava muito entrosada".
 
Carcereiros - O Filme já está em cartaz em todo Brasil.

 





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