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17/06/2020 | 14h36m - Publicado por: Raphael Araujo | Foto: Reprodução/Instagram

Felipe Neto sobre conteúdo gamer: ‘Muito difícil produzir’

Youtuber terá primeiro naming rights do jogo Minecraft em parceria com a PicPay

Felipe Neto sobre conteúdo gamer: ‘Muito difícil produzir’ - Reprodução/Instagram

Felipe Neto é um dos principais influenciadores e youtubers do Brasil, e apesar de frequentemente comentar sobre política e assuntos sociais, os games sempre foram parte importante de seu canal no Youtube.

Felipe está com novos projetos em sua carreira, e aliado à fintech PicPay, marca na qual ele é embaixador, está desenvolvendo uma ação de naming roghts dentro do jogo Minecraft.

O youtuber reconstruiu o local de compras do jogo que terá elementos visuais que remetem aos serviços da PicPay como logo, QR Code e smartphone. Ao navegar pelo espaço, os jogadores poderão trocar mantimentos por esmeraldas (o dinheiro do game) em um mundo digital batizado pelo aplicativo de pagamentos.

Em entrevista ao Meio e Mensagem, Felipe Neto comentou sobre a importância dos games como cultura digital e quais os desafios de produzir conteúdo sobre o assunto.

“Muda tudo. O conteúdo gamer é muito maior, muito mais difícil de produzir, leva muito mais tempo e precisa estudar muito mais sobre o jogo que você está jogando. Eu nunca trabalhei tanto, em dez anos de canal, quanto estou trabalhando nessa saga Minecraft. Em compensação, nunca fui tão feliz. Criar conteúdo envolvendo um jogo está sendo a experiência mais fantástica da minha vida de criador e eu acho que nunca mais conseguirei parar”, afirmou ele.

Aproveitando a resposta, Neto aproveitou para falar dos ataques e atitudes tóxicas que os internautas podem frequentemente esbanjar perante os criadores de conteúdo.

“Tudo passa pelo entendimento de que meu canal no YouTube é como uma emissora. Muito embora seja uma emissora de um rosto só. O conteúdo é pensado, tem roteiristas, produtores, executivos, uma estrutura para tornar tudo aquilo possível. Justamente por enxergar o canal como uma emissora, eu não misturo as coisas”, contou ele.

“Meu Twitter e Instagram são minhas redes pessoais, em que praticamente não há compromisso profissional, já no YouTube eu sou um apresentador e criador de conteúdo que segue uma estrutura séria, mesmo que seja para publicar gameplays e vídeos divertidos”, completou, antes de definir o que representa a parceria com a PicPay.

“Eu acho que pode abrir portas no mercado de games no Brasil. Inserir uma marca como o PicPay dentro desse mundo, através de naming rights e um pequeno universo inteiramente patrocinado, é algo que pode começar a ser replicado por outras marcas junto a outros gamers. Poucos tipos de conteúdo na internet inteira geram tamanha retenção de atenção do espectador quanto games. O meu canal, que tinha uma média de retenção de oito minutos por vídeo, passou para uma média acima de vinte minutos por vídeo depois da saga Minecraft”, explicou.

Por fim, o influenciador revelou o que diria para as marcas sobre o mundo dos games e influenciadores.

“É importante ver quem cria narrativas, quem gera engajamento e quem consegue manter o público próximo, curioso, ávido pelo próximo episódio. Esse tipo de conteúdo é uma verdadeira mina de ouro para projetos patrocinados, porque entram no cotidiano das pessoas de uma forma que poucas coisas conseguem entrar. Tornam-se parte de suas vidas, suas rotinas. Embarcar em algo assim é também passar a fazer parte dessas vidas e rotinas”, concluiu.

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