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19/12/2019 | 14h25m - Publicado por: Michele Marreira | Foto: Annelize Tozetto

Glamour Garcia, Linn da Quebrada, Ana Cañas e demais personalidades, recebem troféu no Prêmio Arcanjo de Cultura

Primeira edição da premiação aconteceu na noite desta quarta-feira (18), no Teatro Municipal de São Paulo

Glamour Garcia, Linn da Quebrada, Ana Cañas e demais personalidades, recebem troféu no Prêmio Arcanjo de Cultura - Annelize Tozetto

A noite era de pompa e festa. Artistas, produtores, jornalistas e anônimos marcaram presença em um dos espaços mais significativos para cultura brasileira. O Teatro Municipal de São Paulo foi palco de uma rica celebração às artes em geral.

O evento mesclou música, protesto, discurso, representatividade, manifestações do palco para com a plateia, que entendia e correspondia em aplausos. Foram conhecidos 6 vencedores entre 12 indicados em cada uma das cinco áreas: Artes Visuais, Cinema, Música, Streaming TVe Teatro, além de 12 homenageados com o Prêmio Especial. Cada ganhador recebeu o Troféu Arcanjo, criado pela artista plástica Telumi Hellen.

A idealização da premiação é do jornalista e colunista Miguel Arcanjo Prado: “O Prêmio Arcanjo nasce para valorizar os artistas e trabalhadores da cultura neste país, gente que gera renda, movimenta a economia e que, sobretudo, forma pessoas melhores por meio de sua arte”, definiu o conhecido crítico de artes.

Miguel Arcanjo Prado e Zé Celso

Cinco especialistas representantes de cada categoria integraram o júri presidido por Miguel Arcanjo (Teatro)e com Adriana de Barros (Música), Bob Sousa (Artes Visuais), Elba Kriss (Streaming TV)e Hubert Alquéres (Cinema).

A reportagem de OFuxico percorreu os corredores e bastidores da cerimônia, ouvindo a opinião dos artistas sobre a relevância do prêmio:

“União e valorização da nossa cultura. Esse prêmio traz incentivo às várias formas de arte. Nasceu da paixão de uma pessoa que é o Miguel Arcanjo, e isso reflete na noite de hoje”, Leona Cavalli, atriz.

“O ano em que a cultura foi muito criticada e mal entendida, precisamos de incentivos da forma que o Miguel Arcanjo está fazendo, de valorização. Quem sai ganhando com isso não são os homenageados, artistas e premiados, e sim, o Brasil, a nossa sociedade. Precisamos comemorar, aplaudir e repetir”, Celso Zucatelli, apresentador de TV.

“Toda forma de enaltecer qualquer tipo de arte, sempre é importante. Vivemos um momento complexo, valorizar o trabalho artístico é o mínimo de dignidade. Como artista, acredito que premiações como essa e outros tipos de ações, produzem interação, conteúdo, proximidade. Precisamos de união”, Glamour Garcia, atriz.

“Sair daqui vencedora, recebendo esse prêmio, é importante porque me dá uma sensação de trabalho reconhecido. Nós estamos vivendo um momento de perigo, de crise política, mas também é um momento de oportunidades para que cultivemos e cultuemos novos pensamentos enquanto cultura”, Linn da Quebrada, atriz e cantora.

“Estamos vivendo uma desvalorização da arte e da cultura. Qualquer prêmio que enalteça neste momento em nosso país, é importante. Estarmos aqui no maior Teatro de São Paulo, onde comecei minha carreira como artista cantando aos 8 anos de idade”, Ana Hikari.  

A noite contou ainda com apresentações e participações de Ana Cañas, Linn da Quebrada, Divina Núbia, Alysson Salvador, Bia Nogueira, Juan Tellategui, Leona Cavalli, Jé Oliveira, Glamour Garcia, Celso Zucatelli, Leona Jhovs, Nany People, Thiago Mendonça, Teat(r)o Oficina, Acadêmicos do Baixo Augusta, Márcia Dailyn e Raphael Garcia.

1 º PRÊMIO ARCANJO DE CULTURA – 2019 - VENCEDORES

ARTES VISUAIS

Galeria Transarte

Pelo estímulo de Maria Bonomi e Lena Peres à diversidade nas artes.

Quebrada: São Paulo, na Visão dos Cria, no Instituto Moreira Salles Paulista

Pela iniciativa de Marcelo Rocha de utilizar a fotografia para construir futuros.

Regina Boni

Pela retomada da Galeria São Paulo Flutuante.

Ruy Ohtake – O Design da Forma, no Instituto Tomie Ohtake

Pela trajetória que valoriza o design nacional.

Sérgio Sá Leitão

Pela criação do MIS Experience, primeiro espaço de exposição imersiva da América Latina.

Sesc São Paulo – Artes Visuais

Pela extensa e constante programação de Artes Visuais em suas unidades.

CINEMA

A Vida Invisível

Pelo cinema delicado e sofisticado que representa o Brasil na corrida pelo Oscar.

Bacurau

Por expor mazelas, contradições e desigualdades do Brasil de sempre, conquistando o grande público.

Espaço Itaú de Cinema

Pela excelência na curadoria de programação.

Festival Mix Brasil

Pelo incentivo à diversidade no cinema.

Linn da Quebrada

Por suas mensagens potentes e necessárias nas telas e nos palcos.

Mostra Internacional de Cinema em São Paulo

Por ser janela entre o cinema do Brasil e do mundo.

MÚSICA

Ana Cañas

Pela coragem do posicionamento sociopolítico durante a turnê do disco Todxs.

Black Alien

Pela reinvenção como artista e rimador no disco Abaixo de Zero: Hello Hell.

Larissa Luz

Por condensar em seu disco Trovão a força da nova música baiana.

Natura Musical

Por fomentar a qualidade artística na nova música brasileira.

Virada Cultural

Por democratizar o acesso aos principais artistas de nossa música.

Zeca Baleiro

Pela criatividade no álbum em dois volumes O Amor no Caos.

STREAMING TV

Coisa Mais Linda

Pela sofisticação na abordagem da temática feminina e feminista na série da Netflix.

Cultura Livre

Por abrir espaço na TV Cultura – e TV aberta – para novos talentos da música brasileira.

Glamour Garcia

Pela competente defesa de sua personagem na novela A Dona do Pedaço, na Globo.

Maria Júlia Coutinho

Pelo trabalho de excelência que a levou a ancorar o Jornal Hoje, na Globo.

Nany People

Pela trajetória que culminou com destaque na novela O Sétimo Guardião e no reality PopStar, na Globo.

Persona em Foco

Pela valorização na TV Cultura da memória dos grandes nomes que criam nossos palcos e telas.

TEATRO

Eduardo Chagas

Pela potente trajetória nos palcos do Brasil e do mundo com a Cia. de Teatro Os Satyros.

Gota D’Água {Preta}

Por ressignificar o clássico de Chico Buarque e Paulo Pontes com corpos negros sob direção de Jé Oliveira.

Madame Satã

Pela valorização de um ícone negro e ousadia na produção independente do Grupo dos Dez.

Prot(agô)nistas

Pela união das artes circenses a outras formas de expressão artística, com protagonismo negro, abrindo o projeto Novos Modernistas.

Teat(r)o Oficina

Pela atualidade e ousadia propostas por Zé Celso e seus artistas na releitura do clássico Roda Viva, de Chico Buarque, meio século depois.

Terça Insana

Pela valorização do humor inteligente há 18 anos, com constante revelação de novos talentos e em diálogo com o contemporâneo.

HOMENAGEADOS

Fernanda Montenegro

Pelos 90 anos de vida, sendo exemplo incontestável de brilhante trajetória para as artes no Brasil.

Acadêmicos do Baixo Augusta

Pelos dez anos do bloco, referência na retomada do Carnaval de rua de São Paulo.

Adaap (Associação dos Artistas Amigos da Praça)

Pelo desenvolvimento pedagógico inovador e inclusivo da SP Escola de Teatro e da MT Escola de Teatro.

Cia. de Teatro Os Satyros

Pelos 30 anos de uma das mais emblemáticas companhias de teatro do Brasil, sempre em diálogo com a efervescência da vida ao seu redor.

Danilo Santos de Miranda

Pela realização das mais diversas formas de manifestações artísticas no Sesc São Paulo.

Eduardo Saron

Por incentivar projetos culturais com diversidade e representatividade no Itaú Cultural.

Festival de Teatro de Curitiba

Por ser há quase três décadas ponto de referência do teatro no Brasil e na América Latina.

Hugo Possolo

Pela direção artística do Theatro Municipal de São Paulo, abrindo suas portas para real representatividade da metrópole.

Marília Gabriela

Pela permanente dedicação à cultura, que a levou da TV a uma potente trajetória no teatro.

Rubens Ewald Filho (in memoriam)

Pela excelência do pensamento crítico, com apoio irrestrito ao cinema brasileiro e à nossa cultura.

Sergio Mamberti

Pelos 80 anos de vida, com histórica contribuição às artes e à cultura brasileira.

Teca Pereira

Pelo talento demonstrado em diversas vertentes artísticas com pioneirismo na representatividade da mulher negra nas artes.

Leona Cavalli e Juan Tellategui

As artistas comandaram um dos momentos da cerimônia

Atriz Teca Pereira, de Segunda Chamada





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