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11/11/2020 | 08h00m - Publicado por: Ester Jacopetti, colaboração para OFuxico | Foto: Divulgação/TV Globo/Pedro Curi

‘Me via num lugar de insuficiência’, diz Rafa Brites sobre machismo

Confortável para falar de alguns assuntos, outros nem tanto, Rafa lança livro: Síndrome da Impostora

‘Me via num lugar de insuficiência’, diz Rafa Brites sobre machismo - Divulgação/TV Globo/Pedro Curi

Com a ideia de compartilhar suas experiências, especialmente com as mulheres, a apresentadora Rafa Brites decidiu falar abertamente das frustrações que enfrentou ao longo dos anos, em sua primeira publicação, Síndrome da Impostora.

Em entrevista exclusiva ao OFuxico, ela respondeu muitas questões sobre seu novo trabalho, mas quando assunto foi sobre sua última viagem em família, seu relacionamento com o apresentador Felipe Andreoli, com quem é casada há 10 anos e tem um filho, Rocco, Rafa preferiu se calar porque não se sentiu confortável, conforme relatou sua assessora que intermediou a entrevista. 

A Síndrome da Impostora 

“Eu percebi que mesmo tendo crescido numa família com mulheres que sempre me apoiaram, sempre me deram estrutura, ainda assim eu me via muitas vezes, num lugar de insuficiência, como se estivesse faltando algo... Um diploma, aí tem o diploma, uma pós, agora tem a pós, um mestrado... Falta falar um bom inglês... E tudo isso partiu de uma experiência que eu tive. No começo da minha vida adulta, eu passei num processo seletivo onde havia muitas pessoas concorrendo, eu passei em primeiro lugar, e desisti. Por mais que eu fizesse a prova de todas as matérias e as entrevistas, eu pensava que tinha passado por sorte, ou como eu ouvi: “Você passou porque o CEO da empresa quer ter você como companhia” e várias coisas do estilo... Eu quis escrever um livro muito simples, fácil de ler para que as mulheres se reconheçam nessas situações e principalmente gatilhos que nós temos na vida”, disse. 

Em desabafo recente nas redes sociais, Rafa comentou que já recebeu muitos comentários maldosos sobre estar à sombra do marido, Felipe. 

“É difícil né? Por mais que você tenha autoconfiança, autoestima, somos seres sociais e por mais que tenhamos autoconhecimento, está no nosso instinto de preservação viver em comunidade. Então, a gente acaba ouvindo o que os outros falam a nosso respeito e muitas vezes deixamos os nossos valores virem dessas pessoas. Muitas vezes eu me questionei por ouvir esse tipo de comentário, se eu realmente era capaz ou se essas pessoas estavam certas, mas eu acho que nesse momento a melhor coisa é falar com as pessoa que amamos, recorrer aos amigos próximos, a família e principalmente valorizar as nossas origens, saber de onde a gente veio, a história que a gente viveu independente se ela é um conto de fadas, ou se você passou por muitas dificuldades”, argumentou.

Aliás, muitas mulheres comentaram o post da apresentadora, incluindo Gabriela Prioli, Tainá Müller, Tania Kalill, Taís Araújo entre outras. E apesar da empatia gerada pela publicação, ainda existe falta de sororidade entre as mulheres. 

“Eu nunca vou culpá-las pela falta de sororidade porque esse incentivo da competição entre elas, é dado pelo machismo estrutural, que não foi criado pelas mulheres e sim pela estrutura machista dentro de um patriarcado, que enfraquece o movimento das mulheres, a força, o pensamento, então, ainda bem a gente consegue falar sobre isso, conseguimos apoiar outras mulheres, não precisamos gostar de todo mundo, mas respeitar acima de tudo as nossas companheiras”, refletiu.

No Fundo da Tela

Com um novo canal no youtube – No Fundo da Tela – Rafa decidiu entrevistar famosos para falar sobre assuntos que tenham marcado a vida delas em algum momento. Como ela mesma prefere descrever, o processo é muito mais momentâneo, e as perguntas surgem naturalmente. 

“A ideia foi justamente trazer histórias mais singelas sobre essas pessoas que tem a vida pública, atores, atrizes, músicos, celebridades da internet... As histórias que conhecemos são sempre épicas, de conquistas, ou até de sofrimento, mas a nossa vida não é feita só desses momentos, tem um tio que foi fundamental, uma história de um vizinho que ajudou, e muitas vezes dentro dos meios que nos entrevistam não temos a oportunidade de falar. Eu faço as entrevistas com meditações guiadas, para levá-los ao estado emocional para que possam se abrir comigo, e todos citam suas as avós, e olha que ninguém fala nas entrevistas”, explicou Rafa que também recordou um momento especial em sua vida. “Não é algo épico, mas por exemplo, se eu fosse pensar num lugar onde eu gostava muito de ficar, seria no sítio no Rio Grande do Sul onde eu cresci com os meus pais, com os meus avós, com as minhas irmãs. Essa criação foi muito especial na minha vida. É algo que a gente nem sempre fala”, admitiu. 

Longe da Família

No início da pandemia, a apresentadora contraiu o vírus e, embora, não tenha feito o teste, suspeitou já que os sintomas eram todos relacionados à Covid-19.

“Eu voltei do Maranhão na época do look down e cheguei sentindo muita dor de cabeça, cansaço, era um período que não tinha testes disponíveis como tem hoje, já que eu poderia me isolar e tinha a falta de testes no Brasil, deixei essa prioridade para as pessoas do grupo de risco. Eu me isolei, mas fiz o meu papel como cidadã, não apenas por segurança da minha família, mas de qualquer pessoa que eu pudesse conviver, ainda bem que não era nada, o máximo que eu fiquei longe do Rocco foram 10, 15 dias. É uma experiência necessária para os filhos e para os pais termos essa autonomia”, respondeu.





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