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19/02/2020 | 18h35m - Publicado por: Flávia Ávila | Foto: Divulgação

Morre José Mojica Marins, o Zé do Caixão, aos 83 anos

O artista teve complicações devido a uma broncopneumonia

Morre José Mojica Marins, o Zé do Caixão, aos 83 anos  - Divulgação

José Mojica Marins, intérprete do famoso personagem Zé do Caixão, morreu nesta quarta-feira (19), aos 83 anos. Segundo informações da filha do artista, Liz Marins, ao jornal Folha de S. Paulo, ele estava internado no hospital Sancta Maggiore, em São Paulo, devido a uma broncopneumonia.

Ainda não há detalhes a respeito de velório e sepultamento. Conhecido como o pai do terror brasileiro, ele deixa uma trajetória de mais de 40 filmes como diretor e mais de 60 produções como ator, entre curtas-metragens, longas, documentários e séries.

O último trabalho de José Mojica foi em 2015, na série documental Memórias da Boca, que reuniu episódios também de outros realizadores. No mesmo ano, ele foi visto atuando em Entrando Numa Roubada, de André Moraes, estrelado por Deborah Secco.

Ele passou a enfrentar problemas de saúde em 2014, quando sofreu em um enfarte. Nos últimos anos, passou a viver mais recluso por conta de fraquezas físicas e também degeneração mental.

O começo de tudo

 

O artista aprendeu a criar suas obras de forma autodidata. Seu pai era gerente de um cinema na Vila Anastávio, em São Paulo, e foi o responsável por dar ao jovem Mojica uma câmera de aniversário a qual ele usava para criar curtas com os amigos do bairro. O primeiro longa-metragem dele aconteceu em 1958, chamado A Sina do Aventureiro. 

Mas foi o um pesadelo que o colocou nos holofotes e modificou o cenário nacional do gênero terror. Depois de sonhar que um espírito o buscava na cama e o levava ao cemitério para mostrá-lo o seu túmulo com nome, data de nascimento e morte. Ali nascia À Meia-Noite Levarei Sua Alma.

Na história, um coveiro do interior gostava de aterrorizar a cidade em que vivia e buscava a mulher perfeita para gerar um filho perfeito para ele. Então o personagem com a famosa cartola, Zé do Caixão, virava um grande símbolo do audiovisual do Brasil.

 





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