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08/11/2020 | 07h00m - Publicado por: Michele Marreira | Foto: TV Globo/Maurício Fidalgo

Mulheres que amam demais: Psicanalista analisa Bibi Perigosa

Relembre também outros personagens desequilibrados quando se trata de amor doentio

Mulheres que amam demais: Psicanalista analisa Bibi Perigosa  - TV Globo/Maurício Fidalgo
O público está tendo a chance de revisitar duas mulheres dos folhetins brasileiros, que extravasam no sentimento quando o assunto é amor obsessivo. Estamos falando de Bibi Perigosa (Juliana Paes) de A Força do Querer e Heloísa (Giulia Gam) de Mulheres Apaixonadas – exibidas na faixa das nove da Globo e no Canal Viva, respectivamente.
 
A esposa do convincente Rubinho (Emilio Dantas) é daquelas apaixonadas em demasia, ciumenta ao extremo e capaz das piores atrocidades em nome do “amor” que sente pelo parceiro. 
 
Inclusive, nos próximos capítulos da novela de Glória Perez, a filha de Aurora (Elizângela) ficará irreconhecível ao tocar fogo no restaurante em que o marido trabalha, para apagar provas contundentes de seus crimes no tráfico. Isso será só o início da bonitona que fará jus ao sobrenome. A ex-estudante de Direito migrará com tudo para o mundo do crime, acompanhando o amado.
 
Mas afinal, por que esse tipo de comportamento é mais comum do que se imagina? Para entender tal conduta, entrevistamos a Psicanalista Kélida, que nos esclareceu alguns pontos importantes.
 
“No caso específico da Bibi Perigosa, personagem de Juliana Paes em a Força do Querer e da Giulia Gam em Mulheres Apaixonadas, percebemos esse comportamento de amor a todo custo e da ausência de auto-amor, o que reflete na imagem, no comportamento e na visão distorcida de ambas, criando uma guerra perdida entre seu ego e super ego. A falta do auto-amor costuma ser uma partícula da infância onde a frase: ‘Tenho que ser boa e agradar para que me amem’ está sempre presente na mente da mulher, o problema é quando essa mente não está preparada para ser assertiva em seus relacionamentos e acaba sendo sabotada automaticamente”, explicou ela. 
 
A especialista em relacionamentos, autoestima e sagrado feminino destacou mais questões pertinentes ao tema.
 
“Outro ponto importante é que muitas meninas crescem com a ausência do pai, ou até acompanhando casos de violência doméstica e é incrível como os filhos buscam a identidade de parceiros de acordo com seus pais. Já atendi uma moça que via sua mãe ser agredida fisicamente e verbalmente pelo seu pai e logo em seguida, acompanhava eles fazendo as pazes. Assim, ele passou a acreditar que para amá-la, um homem deveria agredi-la física e verbalmente, caso contrário não a amava. Ou seja, o não conhecimento do amor pode levar uma pessoa a ter atos contra si”, frisou.
 
Por fim, a psicanalista explicou que é possível sim, a descoberta do auto-amor.
 
“Vale dizer que a nossa mente está preparada para disparar cerca de milhares de pensamentos por dia em sua maioria todos irreais, uma vez que ter um amor e ser amada está com um significado distorcido, as neuroses dos pensamentos acelerados enviam imagens ao campo de recepção no córtex frontal e essas imagens se tornam tão reais que o corpo reage imediatamente. Por esse caso, acredita-se em fatos irreais desde a escassez do amor ao amor incondicional, as vezes uma ilusão passa para uma neurose que pode virar uma psicose que é onde a pessoa deixa o mundo real para viver uma fantasia. O auto-amor pode ser aprendido por qualquer pessoa em qualquer idade indiferente de crenças e que ele é necessário para a solidez de relacionamentos e também para que se saiba separar o real, do ilusório”, disse.
 
Sobre a fonte: Kélida é psicanalista, hipnóloga e terapeuta holística reikiana. A especialista é também detentora de um dos principais canais do YouTube sobre espiritualidade e idealizadora de vários eventos sobre mulheres, relacionamentos, auto estima e sagrado feminino. 
 
Relembre outros personagens que nutriam um amor possessivo, resultando em ciúme exagerado pelos parceiros.
 
Confira:
 
Laerte – Em Família (2014)
 
Laerte (Gabriel Braga Nunes) sentia um ciúme doentio da namorada Luiza (Bruna Marquezine), bem mais jovem do que ele. O bonitão prometeu mudar, mas tudo não passou de conversa fiada.
 
Silvia – Duas Caras (2007)
 
Silvia (Alinne Moraes) - Na novela Duas Caras ela se destacava pelo ciúme excessivo do noivo Ferraço (Dalton Vigh). Ela até tentou matar o enteado Renato (Gabriel Sequeira) por duas vezes.
 
Alice – Páginas da Vida (2006)
 
Em Páginas da Vida a jovem Alice (Regiane Alves) chamava a atenção por não conseguir controlar o ciúme que tinha do noivo Léo (Thiago Rodrigues). Sem suportar a perseguição, o rapaz terminou o namoro para ficar com outra.

O público está tendo a chance de revisitar duas mulheres dos folhetins brasileiros, que extravasam no sentimento quando o assunto é amor obsessivo. Estamos falando de Bibi Perigosa (Juliana Paes) de A Força do Querer e Heloísa (Giulia Gam) de Mulheres Apaixonadas – exibidas na faixa das nove da Globo e no Canal Viva, respectivamente.

A esposa do convincente Rubinho (Emilio Dantas) é daquelas apaixonadas em demasia, ciumenta ao extremo e capaz das piores atrocidades em nome do “amor” que sente pelo parceiro.

Inclusive, nos próximos capítulos da novela de Glória Perez, a filha de Aurora (Elizângela) ficará irreconhecível ao tocar fogo no restaurante em que o marido trabalha, para apagar provas contundentes de seus crimes no tráfico. Isso será só o início da bonitona que fará jus ao sobrenome. A ex-estudante de Direito migrará com tudo para o mundo do crime, acompanhando o amado.

Bibi se tornará a 'Perigosa' nos próximos capítulos de A Força do Querer

Mas afinal, por que esse tipo de comportamento é mais comum do que se imagina? Para entender tal conduta, entrevistamos a Psicanalista Kélida, que nos esclareceu alguns pontos importantes.

“No caso específico da Bibi Perigosa, personagem de Juliana Paes em a Força do Querer e da Giulia Gam em Mulheres Apaixonadas, percebemos esse comportamento de amor a todo custo e da ausência de auto-amor, o que reflete na imagem, no comportamento e na visão distorcida de ambas, criando uma guerra perdida entre seu ego e super ego. A falta do auto-amor costuma ser uma partícula da infância onde a frase: ‘Tenho que ser boa e agradar para que me amem’ está sempre presente na mente da mulher, o problema é quando essa mente não está preparada para ser assertiva em seus relacionamentos e acaba sendo sabotada automaticamente”, explicou ela.

Mulheres que nutrem amor obsessivo por seus parceiros

A especialista em relacionamentos, autoestima e sagrado feminino destacou mais questões pertinentes ao tema.

“Outro ponto importante é que muitas meninas crescem com a ausência do pai, ou até acompanhando casos de violência doméstica e é incrível como os filhos buscam a identidade de parceiros de acordo com seus pais. Já atendi uma moça que via sua mãe ser agredida fisicamente e verbalmente pelo seu pai e logo em seguida, acompanhava eles fazendo as pazes. Assim, ele passou a acreditar que para amá-la, um homem deveria agredi-la física e verbalmente, caso contrário não a amava. Ou seja, o não conhecimento do amor pode levar uma pessoa a ter atos contra si”, frisou.

Por fim, a psicanalista explicou que é possível sim, a descoberta do auto-amor.

“Vale dizer que a nossa mente está preparada para disparar cerca de milhares de pensamentos por dia em sua maioria todos irreais, uma vez que ter um amor e ser amada está com um significado distorcido, as neuroses dos pensamentos acelerados enviam imagens ao campo de recepção no córtex frontal e essas imagens se tornam tão reais que o corpo reage imediatamente. Por esse caso, acredita-se em fatos irreais desde a escassez do amor ao amor incondicional, as vezes uma ilusão passa para uma neurose que pode virar uma psicose que é onde a pessoa deixa o mundo real para viver uma fantasia. O auto-amor pode ser aprendido por qualquer pessoa em qualquer idade indiferente de crenças e que ele é necessário para a solidez de relacionamentos e também para que se saiba separar o real, do ilusório”, disse.

Sobre a fonte: Kélida é psicanalista, hipnóloga e terapeuta holística reikiana

Relembre outros personagens que nutriam um amor possessivo, resultando em ciúme exagerado pelos parceiros.

Confira:

Laerte – Em Família (2014)

Laerte – Em Família (2014)

Laerte (Gabriel Braga Nunes) sentia um ciúme doentio da namorada Luiza (Bruna Marquezine), bem mais jovem do que ele. O bonitão prometeu mudar, mas tudo não passou de conversa fiada.

Silvia – Duas Caras (2007)

Silvia – Duas Caras (2007)

Silvia (Alinne Moraes) - Na novela Duas Caras ela se destacava pelo ciúme excessivo do noivo Ferraço (Dalton Vigh). Ela até tentou matar o enteado Renato (Gabriel Sequeira) por duas vezes.

Alice – Páginas da Vida (2006)

Alice – Páginas da Vida (2006)

Em Páginas da Vida a jovem Alice (Regiane Alves) chamava a atenção por não conseguir controlar o ciúme que tinha do noivo Léo (Thiago Rodrigues). Sem suportar a perseguição, o rapaz terminou o namoro para ficar com outra.

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