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25/11/2019 | 13h40m - Publicado por: Ará Rocha | Foto: Divulgação/Record TV

Neurocirurgião explica fratura sofrida por Gugu na hora da queda

O apresentador teve morte encefálica na sexta-feira (22)

Neurocirurgião explica fratura sofrida por Gugu na hora da queda - Divulgação/Record TV

Na noite de domingo (24), o programa Fantástico, da Globo, o neurocirurgião Guilherme Lipsky explicou como foi a fratura no crânio, que ocasionou a morte encefálica de Gugu Liberato (60), anunciada na sexta-feira (22).

Gugu fazia um reparo no ar condicionado da sua casa em Windermere, Orlando, EUA, quando sofreu a queda de cerca de quatro metros de altura.

O médico brasileiro estava em um congresso quando foi chamado pela família para acompanhar Gugu no hospital Orlando Medical Health Center e explicou à atração dominical que numa queda dessa altura, o que se espera são algumas fraturas.

“Um adulto caindo dessa altura, a gente espera uma fratura de calcanhar, eventualmente uma fratura de bacias, mas nunca bater a cabeça diretamente. Então, para ter acontecido o que aconteceu, na gravidade que aconteceu, eu acho que ele deve ter desfalecido num dos momentos iniciais da queda, possivelmente bateu a cabeça contra o teto e aí desfaleceu", diz o neurocirurgião, contando que Gugu sofreu uma fratura grave no osso temporal direito, causando uma hemorragia meníngeo traumática, um sangramento, que se espalhou em volta do cérebro.

O Dr. Lipsky revelou o motivo de não ter ocorrido nenhuma cirurgia em Gugu.

"É uma situação extremamente grave, então, a maioria dos protocolos de atendimento de trauma internacionais dizem: não investir. Porque se você investe e faz medidas, vamos dizer, 'heroicas' você acaba acarretando um sofrimento muito grande para o paciente. A chance de morrer é alta e, do contrário, há uma chance muito grande de entrar em estado vegetativo persistente".

Quando Gugu chegou ao hospital, estava em grau 3 da escala de Glasgow, que mede a atividade cerebral num nível que vai até 15. Isso significa que, naquele momento, a atividade cerebral de Gugu já era baixíssima.

“O diagnóstico da morte encefálica é evolutivo, requer um tempo de análise, de observação mínimo, que não pode ser menor do que seis horas. Isto que foi feito. Ele tinha alguma atividade respiratória no início. Não era de início morte encefálica. Ele tinha de início alguma atividade na prova de apneia, a prova que se faz. Mas o quadro foi se deteriorando rapidamente e aí as provas subsequentes comprovaram isso. São feitas pelo menos duas provas, há um intervalo, aqui nos EUA este intervalo este intervalo não é limitado, pode ser feito 15 minutos depois, 20 minutos depois", contou Guilherme Lipsky.

Pelas leis americanas, não há exigência, mas a equipe médica que atendia Gugu realizaram também uma angiografia, que detectou não haver mais fluxo de sangue para o cérebro.

O translado do corpo segundo informações da assessoria de imprensa

Ainda não temos a data correta da chegada do corpo ao Brasil. Todo esse processo está seguindo os tramites legais. Acreditamos que antes de quarta-feira isso não ocorrerá. Atendendo a uma vontade sua, todos os órgãos do apresentador foram doados. Segundo informações da equipe médica responsável, essa doação poderá beneficiar até 50 pessoas. O velório acontecerá na assembleia Legislativa do Estado de São Paulo e será aberto ao público para que possam se despedir de Gugu. A data ainda não foi definida. Gugu será sepultado no jazigo da família no Cemitério Gethsêmani, em São Paulo. Assim que novas informações estiverem disponíveis, informaremos prontamente. Mais uma vez agradecemos o carinho e respeito de todos os amigos da imprensa.

Acidente
Gugu sofreu um acidente caseiro na quarta-feira (20). Ele teve uma queda de uma altura de cerca de quatro metros, quando fazia um reparo no ar condicionado instalado no sótão. Foi prontamente socorrido pela equipe de resgate e admitido no Orlando Health Medical Center, onde permaneceu na Unidade de Terapia Intensiva, acompanhado pela equipe médica local. Mãe e irmãos do apresentador, respectivamente dona Maria do Céu, Amandio e Aparecida,  viajaram para Orlando, chegando ao hospital por volta das 19h30 da quinta-feira (21).

Observação médica
Na admissão no hospital, Gugu deu entrada em escala de *Glasgow de 3 ( usada para medir a consciência e a evolução das lesões cerebrais em um paciente) e os exames iniciais constataram sangramento intracraniano. Em virtude da gravidade neurológica, não foi indicado qualquer procedimento cirúrgico. Durante o período de observação foi constatada a ausência de atividade cerebral.

O anúncio da morte
A morte encefálica foi confirmada na sexta-feira (22), pelo Prof. Dr. Guilherme Lepski, neurocirurgião brasileiro chamado pela família, que após ver as imagens dos exames em detalhes, confirmou a irreversibilidade do quadro clínico diante da mãe do apresentador, Maria do Céu, dos irmãos Amandio Augusto e Aparecida Liberato, e da mãe de seus filhos, Rose Miriam Di Matteo.

Tudo sobre a morte de Gugu Liberato





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