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04/12/2020 | 18h55m - Publicado por: Flávia Ávila | Foto: Clausen Bonifácio/Divulgação

'Precisava colocar para fora', diz Sergio Guizé sobre nova empreitada musical

Pronto para experimentar, o ator e músico está empolgado com o trabalho mais autoral

'Precisava colocar para fora', diz Sergio Guizé sobre nova empreitada musical - Clausen Bonifácio/Divulgação

"Deu vontade de voar", disse Sergio Guizé em conversa sobre o novo trabalho musical para o OFuxico. Tranquilo, simpático e um tímido que floresce com a sua arte, o ator e músico apareceu do outro lado da tela do computador sentado em seu estúdio, com dois violões pendurados na parede. Eles foram grandes companheiros nos últimos meses.

Mochileiro é o início da nova fase do artista

"Eu mandava as músicas nos meus três acordes no violão e eles transformaram nisso tudo. Eles pegaram todas as minhas referências... Eu mandava música quase todo dia e eles criaram esses arranjos. Devo muito a eles", conta Guizé, grato pelo trabalho da equipe da Zulim Sounds.

É com essa galera de Brasília, "do pessoal do cerrado", que ele fechou a parceria para a produção do novo single, Mochileiro, lançado nesta sexta-feira (4), e do álbum À Deriva, com lançamento para 2021.

"Por isso que o nome é À Deriva. Um cara preso, meio perdido, querendo saber o que acontece", explicou ele, concordando que parte da inspiração veio nessa quarentena em razão da Covid-19 e o isolamento.

Fase solo e ritmo

 

Com um clipe gravado na Floresta da Gávea, no Rio de Janeiro, a obra é um impulso para o motor da imaginação funcionar pelos olhos de um mochileiro. Livre. Descobrindo. Redescobrindo. Em um agradável contraste, a música relembra produções country, folk dos Estados Unidos.

Entretando, a inspiração é mais brasileira, claro.

"Eu acho que tem mais essa pegada da poesia cantada. Eu faço uma versão de Belchior, o pessoal fala muito do Bob Dylan... É muito essa coisa do trovador, sabe?! Um cara que toca umas bases no violão aí vem um cara muito generoso, se junta com uns vários amigos generosos lá de Brasília e resolvem colocar uns arranjos em cima dessa pobres bases de violão do Guizé", brincou Sergio, também generoso quanto ao seu talento.

"Tive a oportunidade de fazer versões também do Cartola, Ney Matogrosso. E têm essas letras agora que eu compus, algumas com parcerias nesse momento em que estamos vivendo e a vontade de voar", complementou.

Tio Che

 

Isso não é um adeus à banda. É um até breve, dizendo assim. Desde 2001 na banda, essa é a primeira vez que Sergio Guizé se desvincula dela. Mas não à toa, as inéditas canções acabaram particulares demais para ter a identidade do grupo.

Ficar em casa, refletindo, foi outra ajuda nessa empreeitada? 

"Eu acho que sim porque se não fosse, eu estaria tocando com o Tio Che porque tínhamos vários shows marcados. Mas aí ficamos isolados e acho que eu fiquei em outro tempo aqui, no meio do mato, de ir dormir às 20h e acordar às 5h, então acabou que [as novas composições] ficaram com uma pegada mais autoral, mais pessoal. Não dá pra eu ficar puxando os meninos porque é realmente outro tempo e eu precisava colocar para fora de qualquer jeito", desabafou.

Sérgio Guizé nos bastidores do videoclipe de Mochileiro

Nasceu assim as fagulhas necessárias para que ele se jogasse no projeto.

"Então me juntei com o pessoal da Zulim Sounds, com os amigos que deram uma força. A Insano Films também, o meu compadre André Gieswein , que toca na banda comigo; a Bianca [Bin, com quem ele é casado]. Diego Gimenez me deu uma grande força nesse som... Estou colocando para fora, sem nenhuma pretensão", lembrou.

"Lógico que quero que as pessoas ouçam, entendam a mensagem, de alguma forma, porque a arte é para o outro. É a minha via de comunicação com todo mundo. A música é um estado de espírito. É a minha companhia de manhã até tarde. É bem sagrado para mim."



 





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