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08/08/2020 | 10h30m - Publicado por: Flávia Ávila | Foto: Reprodução/Instagram

Ronaldinho Gaúcho pode voltar ao Brasil após desistência do Ministério Público do Paraguai

Denúncia aberta pelo órgão foi encerrada e o ex-jogador, ao lado do irmão, terão que pagar multa

Ronaldinho Gaúcho pode voltar ao Brasil após desistência do Ministério Público do Paraguai  - Reprodução/Instagram

O jogador Ronaldinho Gaúcho e seu irmão, Roberto de Assis, poderão voltar ao Brasil. Isso porquê o Ministério Público do Paraguai concluiu, nesta semana, as investigações sobre o Caso Ronaldinho e foi decidido que não haverá a apresentação de uma nova denúncia contra o ex-jogador e Assis. A dupla está presa em Assunção, capital do país, desde o dia 6 de março deste ano.

"Foi reconhecido pelo Ministério Público que inexiste crime de natureza financeira ou correlato em relação ao Ronaldo e ao Roberto. Após cinco longos meses, restou demonstrado exatamente o que se defendeu desde início: a utilização de documentos públicos adulterados sem o conhecimento dos defendidos", declarou Sérgio Queiroz, advogado de Ronaldinho e Assis ao Globo Esporte.

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Ainda de acordo com o portal, o código penal paraguaio prevê o máximo de seis meses para prisão preventiva, o que terminaria para ambos no início de setembro. Assim, o MP solicitou que Ronaldinho e Roberto sejam colocados em liberdade condicional, podendo retornar ao Brasil.

No entanto, a petição propõe algumas exigências aos irmãos, incluindo o pagamento de US$ 200 mil referente as multas, que serão avaliadas pelo juiz Gustavo Amarilla. A audiência, ainda não marcada oficialmente, deve ocorrer na próxima semana.

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Eles também afirmam que não encontraram, durante a investigação, nenhum indício de que Ronaldinho "tenha participado do planejamento da obtenção dos documentos irregulares", mas ressaltam que isso "de maneira alguma o exime da responsabilidade de ter domínio e decisão do uso de instrumentos que são de aspecto pessoal".

Nas 11 páginas do documento judicial, os promotores do caso deixam claro que Roberto de Assis tinha conhecimento de que os passaportes usados por ele e o irmão eram falsificados. O Ministério Público do Paraguai também deu sugestões de penas para avaliação do juiz, que precisará ratificá-las e poderá incluir outras obrigações.

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Roberto Assis

  • Liberdade condicional de 2 anos;
  • Pagamento de multa de US$ 110 mil (R$ 596 mil);
  • Declaração de residência fixa no Brasil onde possa ser encontrado;
  • Comparecimento a cada três meses ante uma autoridade judicial no Brasil.

Ronaldinho Gaúcho

  • Liberdade condicional de 1 ano;
  • US$ 90 mil de multa (R$ 487 mil);
  • Declaração de residência fixa no Brasil onde possa ser encontrado;
  • Comparecimento a cada três meses ante uma autoridade judicial no Brasil.




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