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22/11/2020 | 08h00m - Publicado por: Flavia Almeida | Foto: Divulgação/TV Globo

Veja curiosidades sobre as gravações de Laços de Família

Trama está sendo reprisada 20 anos depois de ter feito enorme sucesso

Veja curiosidades sobre as gravações de Laços de Família - Divulgação/TV Globo

O amor é atemporal e sempre rende emoções entremeadas em risos e lágrimas, além de torcidas por finais felizes. Em Laços de Família não foi diferente e, não por acaso, a novela exibida originalmente no ano 2000, na Globo, segue um sucesso na reprise, no Vale a Pena Ver de Novo. Mas nem tudo foram flores na condução da trama de Manoel Carlos. Teve proibição de gravação por conta da censura, reclamação da igreja, veto do juiz...

Reservamos algumas curiosidades que não foram contadas para o público, ao longo dos 209 capítulos. 

Comunismo

Laços de Família ainda estava no papel quando o diretor planejou rodas cenas na China. Lá Edu (Reynaldo Gianecchini) faria um curso de acupuntura. Ele viajaria acompanhado de Helena (Vera Fischer) e conheceria Camila (Carolina Dieckmann). 

Uma equipe da Globo chegou a viajar para lá, mas o governo chinês exigiu que todo o texto da novela fosse traduzido com dois meses de antecedência, o que inviabilizou o processo. As gravações foram mudadas para o Japão, onde o procedimento era muito mais tranquilo. 

A equipe de artistas e técnicos da Globo passou 10 dias gravando em Tóquio, Kyoto e Nikko, cidades que misturam passado e futuro num presente único. 

Houve gravações na Torre de Tóquio, no templo de Kanda, também na capital; e na cidade de Kyoto, no Palácio de Verão do Imperador, todo recoberto de ouro, construído em 1397 e hoje um templo Budista avaliado em mais de 40 milhões de dólares. 

Outra cidade turística que os personagens gravaram foi Nikko, a cerca de 200 km ao norte do Tóquio, um santuário transformado em Parque Nacional. Também foram feitas cenas no bairro Shinjuku, um conglomerado de prédios totalmente coberto de painéis eletrônicos, neons e anúncios luminosos, onde milhares de pessoas comparecem para as diversões da noite. 

Trama teve cenas em Tóquio, no Japão

Helena de jornal

Por considerar Helena um nome forte, Manoel Carlos passou a dar esse nome às suas protagonistas. Vera Fischer foi a 5ª. A Helena de Laços de Família foi inspirada em uma história de uma mãe que gerou um filho, para poder salvar a filha.

Em 1995, autor leu no jornal Folha de S. Paulo a notícia de uma mãe, e Santa Catarina, que, sem sucesso para conseguir um doador para seu filho, que estava com leucemia, decidiu engravidar para salvá-lo. Na trama, Helena faz o mesmo para salvar Camila. 

 

De novo jornal

A história de Capitu, papel de Giovanna Antonelli, ganhou destaque na história. Ela era mãe, cuidava dos pais e se prostituía para conseguir sustentar a casa. Assim como a trama central de Helena, a de Capitu foi inspirada nua reportagem lida pelo autor. A matéria destacava jovens que se prostituiam para pagar (ou se manter) na universidade.

Giovanna Antonelli viveu Capitu em Laços de Familia

Problemas com a igreja 

Um triângulo amoroso entre mãe e filha, uma prostituta, beijos calorosos. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) logo entrou em cena e proibiu que as igrejas fossem usadas para filmar o casamento entre Edu e Camila. 

A cerimônia chegou a ser gravada na Igreja São Pedro de Alcântara, na Urca, e o local religioso foi punido pela Arquidiocese do Rio de Janeiro. O enlace precisou ser regravado em estúdio e sem a participação de atores menores de idade.

Gianecchini, Carolina Dieckmann e Vera Fischer em Laços de Família

Novela das 20h virou das 21h

Eis a resposta para aquela pergunta clássica: por que a novela das oito é exibida às nove? Por decisão do juiz Siro Darlan, à época À frente da 1ª Vara da Infância e Juventude, que entendeu que a trama não era adequada para o horário das 20h.  

Além da mudança de horário, todos os menores de idade precisaram ser retirados da novela. O juiz criticou a carga horária para os menores e afirmou que a novela tinha muitas cenas de “conotação sexual” e “violência” excessiva para crianças. 

A recorreu da decisão e as crianças voltaram a gravar.  

E foram todos felizes para sempre!





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