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20/02/2020 | 07h50m - Publicado por: Ará Rocha | Foto: Divulgação

Velório de José Mojica Marins, o Zé do Caixão, será aberto ao público

Diretor estava internado por conta de uma broncopneumonia

Velório de José Mojica Marins, o Zé do Caixão, será aberto ao público - Divulgação

Nesta quinta-feira (20) acontece o velório de José Mojica Marins, mais conhecido como Zé do Caixão. O local escolhido é o Museu da Imagem e do Som e a família concordou em fazer a cerimônia aberta ao público. Existe a possibilidade de acontecer algumas projeções de seus filmes durante sua despedida.

O sepultamento do diretor, ator e roteirista está previsto para acontecer nesta sexta-feira (21), às 12h, no Cemitério São Paulo.

 

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Anúncio da morte

 

José Mojica Marins, intérprete do famoso personagem Zé do Caixão, morreu nesta quarta-feira (19), aos 83 anos. Segundo informações da filha do artista, Liz Marins, ao jornal Folha de S. Paulo, ele estava internado no hospital Sancta Maggiore, em São Paulo, devido a uma broncopneumonia.

Conhecido como o pai do terror brasileiro, ele deixa uma trajetória de mais de 40 filmes como diretor e mais de 60 produções como ator, entre curtas-metragens, longas, documentários e séries.

O último trabalho de José Mojica foi em 2015, na série documental Memórias da Boca, que reuniu episódios também de outros realizadores. No mesmo ano, ele foi visto atuando em Entrando Numa Roubada, de André Moraes, estrelado por Deborah Secco.

Ele passou a enfrentar problemas de saúde em 2014, quando sofreu em um enfarte. Nos últimos anos, passou a viver mais recluso por conta de fraquezas físicas e também degeneração mental.

O começo de tudo

O artista aprendeu a criar suas obras de forma autodidata. Seu pai era gerente de um cinema na Vila Anastávio, em São Paulo, e foi o responsável por dar ao jovem Mojica uma câmera de aniversário a qual ele usava para criar curtas com os amigos do bairro. O primeiro longa-metragem dele aconteceu em 1958, chamado A Sina do Aventureiro. 

Mas foi o um pesadelo que o colocou nos holofotes e modificou o cenário nacional do gênero terror. Depois de sonhar que um espírito o buscava na cama e o levava ao cemitério para mostrá-lo o seu túmulo com nome, data de nascimento e morte. Ali nascia À Meia-Noite Levarei Sua Alma.

Na história, um coveiro do interior gostava de aterrorizar a cidade em que vivia e buscava a mulher perfeita para gerar um filho perfeito para ele. Então o personagem com a famosa cartola, Zé do Caixão, virava um grande símbolo do audiovisual do Brasil.





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