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21/10/2019 | 02h15m - Publicado por: Victória Xavier | Foto: Divulgação

Watchmen: Damon Lindelof aposta em continuação e acerta no tom

A série original da HBO homenageia a obra de Alan Moore e Dave Gibbons, mas dialoga com os dias atuais

Watchmen: Damon Lindelof aposta em continuação e acerta no tom - Divulgação
O primeiro episódio de Watchmen, série original da HBO, estreou e deixou muita gente satisfeita. Com personagens cheios de camadas e uma trama bem complexa, a expectativa era grande em torno da série, já que não se trata de uma adaptação simples de se fazer, muito pelo contrário. Prova disso, é que Alan Moore, mente brilhante por trás da história de Watchmen, já deixou bem claro que o universo foi criado para funcionar nos quadrinhos e não fora dele. 
 
Diante disso, Damon Lindelof (Lost), criador e roteirista da série, tinha um grande desafio em suas mãos, mas seguiu um caminho sábio e perspicaz: Usar a obra emblemática de Moore e Dave Gibbons como base e trazer as reflexões para os dias de hoje. Em entrevista, Damon enfatizou que nunca foi seu objetivo adaptar as doze edições de Watchmen em sua série ou recontá-las, mas usá-las como pano de fundo e ponto de partida para tecer uma nova história, uma continuação. Portanto, segundo o ponto de vista de Lidelof, o que aconteceu nos quadrinho, de fato, aconteceu, e o que vemos no seriado nos leva para um outro momento, muitos anos depois, mas dentro do mesmo universo.
 
Com 1 hora de duração, em seu episódio piloto, Watchmen estabelece alguns de seus principais personagens, entrega ação na medida certa e uma violência refinada, sem exagerar no sangue ou na parte gráfica. E por falar em personagem, precisamos falar de Regina King, que interpreta Angela Abar. Poderosa e intensa, a atriz dominou e encheu a tela com uma interpretação badass e girl power. Era impossível tirar os olhos dela.  
 
Instigante e bem construída, a história se passa em 2019, em um momento em que os Estados Unidos se vê em um regime mega liberal, onde policiais e vigilantes trabalham em sintonia, mas não podem usar armas o tempo todo. Perseguidos por organizações, eles são obrigados a se proteger com máscaras para não serem identificados e uma das principais facções, a chamada Sétima Kavalaria, que prega a supremacia branca, volta a atacar três anos após de ter desaparecido. 
 
Três décadas depois dos doze volumes de Watchmen serem lançados, estamos diante do que pode vir a ser mais um dos grandes acertos da HBO, uma série escrita por um fã dos quadrinhos e que beira uma homenagem à obra de Alan Moore e Dave Gibbons, nomes responsáveis por criar esse novo mundo com personagens desconstruídos e que dita o tom de grande parte do que assistimos hoje, quando o assunto são (anti) heróis. 




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