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Antes da fama, Bia Montez já teve outras profissões

Pedro Paulo Figueiredo/ Carta Z Noticias

Bia Montez é do tipo que não desiste fácil. A atriz, que será a Matilda de Dona Xepa, próxima novela da Record, precisou trabalhar em diversas outras áreas até que a carreira no teatro se consolidasse. Além de fotógrafa, vendedora e telefonista, Bia integrou um grupo de palhaços, vestida a caráter.

"Trabalhava em meio período para poder fazer teatro. Meu objetivo era viver da minha profissão, mas foi penoso, demorou", recorda.

Para ela, a persistência é essencial na carreira de um ator.

"Tem uma frase que eu gosto muito: 'O ator profissional é o amador que não desistiu'. E tudo leva você a desistir", afirma. 

Bia acredita, inclusive, que a persistência é um ponto em comum que tem com sua próxima personagem.

"Matilda é uma mulher forte e trabalhadora", define.

Na trama, ela será uma viúva que precisa sustentar sua filha, Dafne, e a neta, Giselle, vividas por Robertha Portella e Ana Clara Pintor, respectivamente.

"Ela trabalha como feirante com a Xepa e as duas se rivalizam. Estão sempre de implicância, mas são muito amigas. Quando aparece um problema, uma defende a outra", adianta, referindo-se à protagonista de Ângela Leal.

Para complementar sua renda, Matilda ainda aluga um quarto para Teresinha, personagem de Manoelita Lustosa, e o misterioso Robério, interpretado por Alexandre Barillari.

"É uma mulher sofrida, mas tem um lado de humor. A própria Ângela diz que a personagem dela é tragicômica. Eu acho muito gostoso, tanto para a gente fazer, quanto para o pblico assistir", explica.

A novela é a terceira versão televisiva da peça homônima de Pedro Bloch, que já foi adaptada pela Globo, em 1977, com o mesmo nome, e em 1990, como "Lua Cheia de Amor".

Bia confessa uma preferência por papéis que tenham um lado engraçado.

"Amo fazer humor. É muito difícil, toda vez é um desafio e por isso me atrai. Mudar o estado emocional de alguém é algo especial", justifica.

No teatro, a resposta do público é imediata e é fácil perceber erros e acertos, bem diferente do que acontece em trabalhos na tevê.

"É um termômetro. Na tevê, não tem isso, mas, várias vezes, as pessoas nas ruas comentam, relembram detalhes", analisa.

A atriz se interessa pelo humor com emoção, como parte de uma história inteira e não uma piada sem propósito, só com o intuito de fazer rir.

"Por isso gosto da comédia de costumes, onde você tem o humor dentro de uma situação", compara.

Bia começou sua carreira no teatro com a peça Rasga Coração.

"Foi minha primeira peça com carteira assinada, na época em que ainda assinavam carteira em teatro", relembra, aos risos.

A estreia na tevê veio em 1988, com Sassaricando, da Globo, mas seu primeiro papel de destaque foi como a Nazaré de Meu Bem Querer. Depois disso, trabalhou como roteirista do Zorra Total, sendo responsável pelo quadro de Greice Quele e Olavinho, personagens de Cláudia Jimenez e Victor Fasano. Aliás, é escrevendo que Bia mata a saudade do teatro, já que agora se dedica mais à tevê.

"Não tenho mais disposição para fazer os dois ao mesmo tempo. Mas tenho peças de minha autoria, como Balaio de Gatos, que a Fabiana Karla fez durante anos", acrescenta.

Em 2001, a atriz fez a Dona Vilma de Malhação, personagem que ficou no ar durante sete temporadas da novela.

"A garotada me reconhece como Dona Vilma. A maioria das pessoas tem essa memória viva, porque foram anos vivendo o mesmo papel", avalia. Seu trabalho seguinte foi em Beleza Pura, a última novela que fez antes de ir para a Record, onde atuou em Bela, A Feia e Vidas em Jogo.

"O Spinello me chamou. Já havíamos trabalhado juntos em Malhação, então foi um reencontro. Adoro fazer amizades que perduram depois dos trabalhos", derrama-se, referindo-se ao diretor Edson Spinello.

Silvia Pfeifer e Bia Montez participam de evento de música, no Rio