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Beth Goulart: ‘A Léa tem um pouco da madrasta da Cinderela’

Divulgação

A Terra Prometida, próxima novela da Record, que continuará a história de Os Dez Mandamentos, estreia nesta terça-feira (5) e uma das atrizes que estará no elenco é Beth Goulart, que dará vida à vilã Léa.

Em conversa com o OFuxico, questionada sobre como foi a pesquisa para seu novo papel, Beth disse: “Tentei buscar nesse personagem um pouco do arquétipo das mulheres. A gente busca dentro da gente mesmo referências de mulheres fortes. Enquanto os homens iam para a guerra, as mulheres viviam outro tipo de guerra, a do cotidiano. Elas têm que lutar para conseguir água, comida, manter a casa. E a novela é muito interessante, porque, além de mostrar a história que todo mundo já conhece, também mostra o lado de dentro da história”, disse.

Sobre mais uma novela de época, Beth contou que o público se identifica com histórias como essas na telinha. “O público estava carente de histórias desse tipo, como a que A Terra Prometida conta. No caso das novelas bíblicas, o público até conhece um pouco a história, mas aí acompanha com mais dedicação, porque fica curioso em saber como vamos contar tal episódio e acaba se surpreendendo com novas histórias que não estão na Bíblia. É uma mistura do que está na Bíblia com dramaturgia”, disse.

Ao comentar sobre Léa, Beth Goulart revelou que ela tem um pouco da madrasta de Cinderela, mas é bem mais do que isso.

“Tem um pouco de Cinderella nessa relação dela com a Aruna, mas não é só isso. Tem uma gama grande de situações que os personagens vivenciam, mas quando o pessoal entender o porquê ela tem isso com a menina, que não é tão gratuito, tudo vai fazer um pouco de sentido. Tem uma história lá atrás que faz ela ter essa resistência com relação a Aruna. Ela acha que a Samara é linda, ela se realiza com a filha, então quando acontece uma situação em que a Samara não é a ‘bela do baile’, o chão dela cai. Aí mostra o outro lado da personagem e não só essa coisa da Cinderela”, revelou.

Beth ainda comentou que, apesar de sua vasta experiência como atriz, Léa é mais um grande desafio em sua carreira.

“A Léa é mais um desafio na minha carreira. Todo trabalho é desafiador, mas quando você tem um personagem forte, com uma história bíblica, é bem maior. Não só o meu, mas todos os personagens da trama contam a história da humanidade, um pouco de todos nós. A dramaturgia do Renato Modesto faz uma ponte entre aquela época e o nosso cotidiano. Tem alguns momentos que a gente se vê nessas mulheres e vê o que pode ajudar e melhorar nos dias de hoje. Toda obra de arte propõe a fazer uma releitura de nós mesmos”, finalizou.

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