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Tóquio 2020: Brasil é eliminado pelo Canadá e Marta não bate recorde

Foto: Reprodção/ Instagram

Não deu para trazer o bronze no futebol feminino. A seleção teve rendimento abaixo do esperado, conforme disse Marta destacou após a partida, não fez o seu melhor jogo. O Canadá também não fez uma grande partida, que foi decidida nas penalidades máximas com placar final de 4 x 3.

Bárbara defendeu o chute de Sinclair no início das cobranças, mas Andressa Alves e Rafaelle pararam na goleira canadense Labbé nas duas últimas cobranças do Brasil. Com o resultado, se encerra um ciclo do futebol feminino. Os Jogos Olímpicos de Tóquio marcam a provável despedida de Formiga e Marta da seleção feminina.

Esta é a segunda vez em seis edições olímpicas disputadas que o Brasil fica fora das quatro melhores equipes, repetindo o resultado de Londres-2012. Além disso, a seleção foi medalha de prata em Atenas 2004 e Pequim 2008, mas desde então não subiu mais ao pódio olímpico.

“Tem dias em que as coisas não funcionam. É coisa do futebol. Nem sempre o melhor ganha. Agora é pensar no futuro, continuar apoiando nossas meninas. O futebol feminino não acaba aqui, ele continua. Não apontem dedo a ninguém. Não há culpados. Estou muito orgulhosa”, disse Marta ao final da disputa que eliminou a seleção.

PRIMEIRO TEMPO

A técnica Pia Sundhage voltou à formação titular para iniciar o duelo com o Canadá. As equipes se alternavam na subida da marcação para tentar pressionar as adversárias. A primeira boa chance do Brasil foi aos 14 minutos, quando Tamires tocou para Marta na área, recebeu de volta e chutou de primeira, mas mandou por cima do travessão.

Logo as canadenses acordaram e passaram a atacar com mais perigo, obrigando a zaga e Bárbara a trabalharem. A seleção feminina do Brasil sentiu o mal o momento e facilitou a vida do Canadá, que conseguia achar mais espaços e chutou com perigo, pelo menos, duas vezes. Muito isolada na esquerda, Marta pouco pôde fazer.

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Com 30 minutos do primeiro tempo, a equipe de Pia reagiu e igualou mais as ações, com um jogo bastante truncado no meio campo. Aos 40, zagueira canadense se atrapalhou, Debinha roubou a bola, mas ela escapou um pouco e deu tempo de a goleira sair bem para fazer a defesa. Foi a melhor chance do Brasil na primeira etapa, que teve um Canadá mais produtivo e um placar inalterado.

AÚDIO  REVELOU ESTRATÉGIA

A transmissão oficial captou o áudio da reunião do time brasileiro antes da prorrogação. A zagueira Rafaelle traduziu o que a técnica Pia falou, e anunciou às colegas que o entendimento da comandante era de que a estratégia brasileira seria apostar no contra-ataque.

Tarefa para Duda, Debinha e Ludmila. Depois, de Andressa Alves, que entrou na vaga da Duda. Não tanto para Marta, que estava visivelmente esgotada em campo. O Brasil acabou abrindo mão de trabalhar a bola e a seleção buscou com insistência a bola longa para explorar a velocidade de Ludmila, que entrou no lugar de Bia Zaneratto e deu um gás a mais na equipe, brigando pelas bolas no ataque com Debinha em sua companhia.

A goleira Labbe, impecável em todas as saídas do gol, só viu uma bola de Debinha, aos 7 do tempo final, passar perto, e fez a defesa do jogo aos 13, no cabeceio de Erika.

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MARTA NÃO BATE RECORDE DE CRISTIANE

Marta Silva, jogadora da seleção brasileira feminina de futebol, segue acumulando recordes e títulos em sua carreira. Agora, jogando nas Olimpíadas de Tóquio 2020, a atleta buscava uma nova conquista e se tornar a maior artilheira do Brasil durante jogos olímpicos. No entanto, com a eliminação, não será possível.

Até então, o título pertence a Cristiane, que já marcou 14 gols nos jogos e, mesmo assim, não foi convocada para Tóquio 2020. Agora, faltam apenas dois gols para que Marta assuma o posto: ela já possui 13 gols feitos em olimpíadas, sendo três em Tóquio, em disputas contra a China e a Holanda.

Resta saber se Marta vai se aposentar da Seleção ou não para tentar quebrar o recorde nas Olimpíadas de Paris, em 2024.

Ao comentar sobre o novo recorde, Marta se mostrou humilde e ressaltou que o que realmente importa para si, mais do que é conquistas individuais, são os resultados coletivos alcançados ao lado de todo o time.

“O objetivo é outro. Fazer gols é parte do meu trabalho, fico feliz, mas sempre pensando no coletivo. O individual e os recordes sempre aconteceram naturalmente na minha vida, nunca foi algo forçado. Se tiver oportunidade de fazer mais um ou dois, vou estar sempre fazendo gol pra ajudar minha equipe”, declarou ela durante entrevista disponibilizada pelo site da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

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Cristiane também é atualmente a maior artilheira das Olimpíadas diante de todos os países e seleções femininas