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Cléo sobre a adolescência: ‘Meu apelido era Mike Tyson’

Reprodução YouTube

Rafa Brites recebeu Cléo no programa Fundo Tela, no seu canal no YouTube. Para começar, ela pediu para que sua entrevistada se imaginasse criancinha e que desse um conselho para essa menininha.

“Tenho muitas coisas, mas queria dizer: ‘Aprende logo a ter paciência que é uma coisa que você vai precisar muito'”, respondeu.

A atriz e cantora contou como era sua vida quando criança.

“Até meus 6 anos de idade eu morei no Recreio dos Bandeirantes. Dormia todas as noites no quarto da minha avó. Eu odiava ficar sozinha e odiava ficar dentro de casa. Era basicamente uma coisa na rua correndo, sempre muito ativa.”

Cléo lembrou de sua vó Elza, que morreu quando ela tinha 10 anos de idade, e contou o que conseguiu aprender com ela.

“Aprendi a aproveitar cada momento da vida. Aprendi que não adianta cuidar só de você. O seu entorno vale tanto quanto você. Cuida dos outros também. Me identifiquei com muitas coisas que via nela. Identificava como um direcionamento de força, sabe?”

Sendo filha de dois artistas famosos, Rafa quis saber se ela tinha uma vida de regalias quando mais nova.

“Minha mãe era meio arrimo de família. Não era regrado. Eu sempre queria alguma coisa e ela falava: ‘Não, mas você já tem isso’. Só quando eu ia para São Paulo encontrar meu pai, Fábio, que era muito rico, eu me sentia assim, com uma vida de princesa. Eu era obcecada pela Xuxa. A mulher com quem ele era casado na época me levava à loja da Xuxa. Comprava todas as roupas da Xuxa.”

E ela era muito fanática pela Xuxa e em ser Paquita.

“Fui várias vezes na gravação do programa da Xuxa. Tinha muito acesso a essas coisas. Era obcecada pela Xuxa, mas meu sonho era ser Paquita. Mas não podia porque não era loira. Ficava querendo pintar o cabelo de loiro porque queria ser Paquita. Queria estar perto da Xuxa, queria morar com a Xuxa. Minha vó falava: ‘Você não vai ficar loira para ser paquita de ninguém. Você vai ser a Xuxa morena quando crescer.”

E como era a Cléo na época do colégio?

“Era da turma do fundão, obvio! Meu apelido era Mike Tyson. Eu batia em todo mundo. Não aceitava ninguém fazer nenhuma injustiça com ninguém que eu já saia descendo a porrada. Era uma criança totalmente louca.”

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Cléo conversa com Rafa Brites

Rafa Brites tem um livro chamado Síndrome da Impostora e ela quis saber se Cléo também vive esse sentimento.

“Tem momentos que me sinto mais autoconfiante e segura para fazer as coisas. Mas é sempre essa sensação de que não me encaixo direito, não mereço muito ou não sei o que estou fazendo. Sempre tento me guiar pelo meu desejo. Se meu desejo está indo para cá, acho que é um bom guia. Eu já me sabotei muito na vida. E depois de um tempo, que já me sentia mais corajosa e mais preparada eu falava: ‘Caramba, eu tinha que ter feito isso antes, mas vou fazer isso agora’.”

Ela revelou que começou a escrever desde muito nova, mas que não tem mais nada dessas ‘obras’.

“Quando eu comecei a escrever tinha uns 12 anos. Não estava mais só consumindo arte para escapar para uma realidade. Estava ali colocando meus pensamentos, tentando achar um formato para eles. E eu me senti tão livre. Quando tinha uns 14 anos, fiquei obcecada por Jim Morrison. Vi que ele falou, em algum lugar, eu não lembro, que ele queimava coisas antigas que ele tinha escrito porque ele tinha medo de ficar preso naquelas coisas e novas coisas não virem para ele. E quando tinha uns 14, 15 anos eu queimei tudo o que já tinha escrito”, concluiu.

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