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Elba Ramalho e Gloria Groove farão show na Virada Cultural online

Reprodução/Instagram/Montagem

Anualmente, acontece na cidade de São Paulo a Virada Cultural, evento que reúne diversos artistas e atividades nos mais variados pontos da cidade para um final de semana cheio de artes.

Por conta da pandemia do novo coronavírus, o evento, que geralmente acontece no mês de maio, também teve que se adaptar ao “novo normal”, ganhando uma versão online e acontecendo neste final de semana (12 e 13 de dezembro).

A 16ª edição do evento vai transmitir, diretamente do Theatro Municipal, shows de artistas como Elba Ramalho, Gloria Groove, Criolo, Arnaldo Antunes, MC Kekel e Elza Soares.

Também acontecerão nas ruas atividade de menor porte, como intervenções urbanas,distribuídas por todas as regiões de São Paulo com transmissão virtual por conta da pandemia de coronavírus, contendo eventos deartes visuais, circo, dança, literatura, moda, música, performance e teatro, além de debates e rodas de conversa.

O mote desta edição é “Tudo de arte, nada de aglomeração”. O investimento é de R$ 6 milhões e ao todo são mais de 400 atrações, espalhadas em seis teatros, nove centros culturais, 13 casas de cultura e 22 bibliotecas espalhadas por todas as regiões da cidade.

Em breve, devem sair mais detalhes da programação completa, local de transmissões e atividades no site oficial do evento.

Confira os principais eventos e atrações da 16ª edição da Virada Cultural de São Paulo:

  • O Theatro Municipal de São Paulo transmitirá ao vivo show de Elza Soares e Flavio Renegado, Arnaldo Antunes, Criolo, Gloria Groove, MC Kekel e Rennan da Penha, Elba Ramalho, o Quarteto de cordas da cidade de São Paulo, a Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo e o Terceiro Encontro Nacional de Mulheres na roda do samba, com Mart'nália e Fabiana Cozza;
  • O Clube em Casa irá reunir DJs para a realização de apresentações virtuais, utilizando casas de show que, atualmente, encontram-se fechadas devido à pandemia. São elas: Aparelha Luzia, Casa Caracol, Casa da Luz, Casa do Mancha, Fatiado Discos, Mundo Pensante, Prato do Dia e Tokyo;
  • O Palco Piano percorre a cidade com mais de 13 pianistas se revezando na execução integral das 32 sonatas de piano de Beethoven, que totalizam a obra prima de 10 horas e 12 minutos. O evento, que será transmitido pela internet, marca as comemorações de 250 anos deste gênio da música;
  • A banda Statues on Fire, que possui cinco turnês pela Europa, também está na lista de atrações, e irá se apresentar presencialmente (com restrição de 50 pessoas) no domingo (13), às 14h, na Casa de Cultura do Butantã – e também será transmitido no YouTube;
  • A instalação Anhagabaú: Um rio de luz e resistência, ocupará a nova fonte do vale com projeções, música, dança e arquitetura das 19h de sábado (12) às 4h de domingo (13) ininterruptamente, com projeções, imagens e texturas nas árvores e na fonte do vale;
  • Também haverá o Drag na Rua, que convida drag queens para paradas e apresentações de lip sync com o objetivo de trazer a cultura das boates LGBTs para as ruas de São Paulo;
  • Na performance de moda Do Palco às Ruas, o público poderá acompanhar, do Centro Cultural São Paulo, na Zona Oeste, a realização de ensaios de moda e de vídeo em tempo real com figurinos de produções líricas e de dança do Theatro Municipal de São Paulo, com 80 figurinos de montagens como Dama das Camélias, Paraíso Perdido, Sagração da Primavera, Madame Butterfly, Turandot e Orfeu;
  • No Jaraguá, 12 indígenas, em intercâmbio com outros artistas, participam do Grafitaço no Jaraguá, cujo objetivo é refletir sobre a memória, existência e diversidade indígena;
  • Olhar da Onça é uma obra poética visual que busca “sentidos da floresta sobre a cidade”, como propõe a artista e curadora Andreia Duarte, aliada há 20 anos à causa indígena. Serão dez horas seguidas de projeção em prédios na área central de São Paulo sob a perspectiva da floresta, de líderes e de artistas indígenas, reforçando a discussão sobre a importância de pensar a existência para além da humanidade;
  • Recriar a destruição provocada pelas queimadas na Amazônia no meio da cidade de São Paulo: essa é a proposta da instalação Mata, que por meio de softwares 3D e de uma trilha sonora imersiva, o paulistano vai poder assistir de perto a Floresta Amazônica sendo consumida pelo fogo.