Notícias às 13:20

Em 5 dias, espetáculo com Luis Miranda já teve 20 mil espectadores

Priscila Prade

Sucesso pra lá de absoluto! Em apenas cinco dias de visualização gratuita no site do Teatro Unimed, o primeiro ato do espetáculo Madame Sheila, com Luís Miranda, já foi visto por mais de 20 mil pessoas, em 29 países ao redor do mundo.

Isso, inclusive, aumentou em muito o alcance do lindo teatro projetado por Isay Weinfeld, que comporta 240 lugares. Em todos os continentes, em países como Estados Unidos, Alemanha, França, Austrália, Angola, Kenya, Qatar, Argentina, Israel e Japão, milhares de pessoas têm se divertido com o humor ácido e a crítica social da desaforada personagem e o texto politicamente incorreto criados por Luis Miranda.

Na foto exclusiva, enviada a OFuxico, feita pela fotógrafa Priscila Prade, Luis Miranda aparece recebendo os últimos detalhes para virar Madame Sheila. Um luxo!

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A direção vem assinada pela competentíssima Monique Gardenberg, em colaboração com Daniela Thomas (cenografia), Jorge Farjala (figurino), Glauco Firpo (direção de fotografia) e  Beto Bruel (iluminação).

Madame Sheila é apresentada em oito atos, de até oito minutos cada um, exibidos online gratuitamente todas as quintas-feiras de outubro e novembro, no site do Teatro Unimed (www.teatrounimed.com.br).

O segundo – e muito aguardado – ato poderá ser visto a partir de hoje (08), às 21h.

Visão sobre a classe média

Em recente entrevista coletiva, da qual OFuxico participou, Luis Miranda foi bastante enfático ao explicar que a peça é literalmente o olhar sob uma lente da desigualdade social no Brasil, com a personagem sendo uma espécie de retrato cômico da burguesia brasileira para jogar uma luz no público a respeito de diversos comportamentos sociais.

“Apesar de um posicionamento claro, não criamos um espaço de palanque ou menção direta a algum político em específico. Criamos uma espécie de “lente” sobre uma classe social, e por meio das atitudes da Sheila, fazemos uma espécie de crítica social, de coisas que sabemos que sempre estiveram ali mas não percebíamos. Algumas falas da Sheila podem ser vistas em casos políticos que ficou em alta na mídia, como a primeira-dama em relação aos moradores de rua, mas ninguém é mencionado diretamente”, contou o astro.

A peça gira em torno de Sheila, uma personagem da elite brasileira que vive em Paris, acaba sendo cercada por seus quarenta empregados durante a quarentena, e isso expõe parte de seus pensamentos e atitudes.

“Acho engraçado no Madame Sheila é o fato de ela estar trancada com um monte de gente dependente dela que a mesma nem sabia direito da existência, e isso mostra como a classe alta é dependente da classe baixa sem perceber isso”, completou Monique, que deu dados sobre a desigualdade no Brasil.

“Enquanto 67% da mortalidade de covid-19 é das classes mais pobres e nos hospitais elitizados é de menos de 2%. Essas coisas ficam expostas na medida em que você demonstra a cegueira da madame Sheila, que é a mesma da sociedade, pois ela não fala isso com dó. O poder está nesse texto”, ponderou.

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