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Entenda por que uma bandana vale mais do que 5 medalhas para Caeleb Dressel, campeão olímpico de natação

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Reprodução/Instagram

Caeleb Dressel é um dos grandes nomes das Olimpíadas de Tóquio. O nadador, que conquistou cinco medalhas nos jogos olímpicos da capital japonesa, chamou a atenção não só pelo talento na água, mas também pelo fato de estar sempre segurando um objeto inusitado: Uma bandana.

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Em todos os momentos em que foi visto na piscina no Mundial, Caeleb Dressel estava com uma bandana. O nadador entra segurando o adereço, abaixa do lado do bloco e faz uma oração. Todas as vezes antes de uma competição. E nas Olimpíadas de Tóquio, não parou por aí: no pódio, na premiação das suas cinco medalhas, lá estava a bandana novamente. 

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Amuletos, rituais, e outros tipos de preparações, que vão além do físico e contribuem bastante para o psicológico dos competidores, vem chamando a atenção dos espectadores, que ficam cada vez mais curiosos para entender o que cada uma dessas coisas significam para os atletas. E a bandana de Caeleb não passou despercebida. Por isso, OFuxico trouxe a história por trás do amuleto do nadador para você ficar por dentro de tudo sobre as curiosidades das Olimpíadas.

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O ritual de Dressel acontece desde o ano passado. Isso porque é uma homenagem a uma ex-professora, Clairie McCool, que deu aulas de matemática para o atleta. Ela morreu em 2017, vítima de um câncer de mama aos 62 anos. Porém, foi só em 2020 que o marido dela resolveu distribuir algumas de suas bandanas, para que ela fosse sempre lembrada por aqueles que a amavam. O nadador foi um dos presenteados, justamente pela relação forte e especial que os dois tinham.

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Mas para entender melhor esse relacionamento especial entre o aluno e a professora, é preciso voltar um pouquinho no tempo. Em seu último ano no High School, entre 2013 e 2014, Dressel sofreu muito com a depressão, chegando até mesmo a se afastar da natação. Clairie, no entanto, sempre disse que acreditava no sucesso do pupilo e foi muito importante durante a sua recuperação. 

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Apesar de preferir não se aprofundar no tema (diz apenas que teve de “lutar contra seus demônios”, mesma expressão usada por Simone Biles) Dressel faz questão de lembrar que a professora. O papo do nadador com a professora não se restringia aos números, eles trocavam confidências. 

Em entrevista à emissora WUTF, em 2016, a professora chegou a comentar sobre a importância de Caeleb em sua vida: “Ele estava em um caminho muito complicado em seu ano como veterano no ensino médio. Nós já éramos próximos, mas nesse período tivemos conversas muito sérias sobre a vida e sobre o que é importante. Saber que ele confia em mim os segredos e a maneira como ele se sentia é algo tão especial para mim, é quase sagrado”. A bandana no pódio de Tóquio do discreto Dressel é mais uma prova de sua gratidão e da importância de cuidar da saúde mental, até mesmo dos atletas mais geniais.

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“Não existe nada mundano que signifique mais para mim do que aquela bandana”, ele contou em 2018. “Eu levo comigo em todas as provas. Ela usou quando estava na quimioterapia. Não é a que ela mais usou. Acho que o Michael [esposo dela] ficou com a rosa e preta. Me ajuda a passar por muita coisa. Eu a vi no leito de morte e ainda era a pessoa mais forte que eu já vi. Me deixa forte, me deixa confiante.”

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Durante as cerimônias em Tóquio, Dressel não escondeu as emoções. Na prova dos 4 x 100 m, ele tentou segurar as lágrimas ao ouvir o hino dos Estados Unidos. Em contato com a família, por meio da transmissão da TV americana NBC, também chorou bastante.

Na atual edição dos Jogos Olímpicos, foram cinco medalhas de ouros (50 m e 100 m livre, 100 m borboleta, 4 x 100 m livre e 4 x 100 m medley) em seis provas disputadas –a única derrota veio na prova dos 4 x 100 m medley misto.