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Independência e arte! Relembre filmes, séries e novelas que falam de ditadura e liberdade

Foto: TV Globo

Oficialmente, o dia 07 de setembro marca a Independência do Brasil. Foi nesse dia, em 1822, que Dom Pedro I deu início à nossa trajetória como nação independente.

A data é um feriado nacional graças à Lei Federal número 662, publicada em 7 de abril de 1949, que tornou o “Dia da Independência” o feriado em que se celebra a emancipação brasileira do Reino de Portugal, um processo histórico de separação que se estendeu de 1821 a 1825.

A Independência do Brasil deu os primeiros passos às margens do Rio Ipiranga, atualmente cidade de São Paulo. O Príncipe Regente Dom Pedro I ordenou aos soldados que o acompanhavam que jogassem fora os símbolos portugueses que levavam nos uniformes. Em seguida, gritou “Independência ou Morte” e a partir desse momento, simbolicamente, o Brasil não era mais uma colônia de Portugal.

Carregado de significados históricos, o dia 07 de setembro foi utilizado por diferentes governos como uma data para exaltar a unidade nacional e emplacar visões particularmente favoráveis aqueles que ocupam o Poder. Haja vista a quantidade de protestos em várias capitais, pró e anti-governo Bolsonaro, com direito até a paródia de Latino viralizada como piada… mas isso é outra história!

A Independência é o contraponto a um dos períodos mais obscuros da História do Brasil: a Ditadura Militar, que vigorou (nada a ver com o Gilberto Nogueira!) de 1964 a 1985. Com o passar do tempo, o regime passou a ser explorado pela ficção, que viu grande potencial dramático nas histórias de repressão, torturas, exílios e perseguições políticas.

A Ditadura Militar ganhou o cinema e a teledramaturgia, brindando o público com verdadeiras pérolas que relembramos aqui, com o desejo de dias melhores, pra sempre!

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FILMES

INDEPENDÊNCIA OU MORTE – 1972

Longa de Carlos Coimbra, lançado em setembro de 1972, ajudou a promover a imagem do grande herói da Independência. Coube ao galã máximo das telenovelas à época, o saudoso Tarcísio Meira, dar vida a D.Pedro I.

PRA FRENTE, BRASIL – 1982

O filme, um dos primeiros a tratar a repressão, tem o mesmo nome da canção composta para a Copa do Mundo de 1970, e traz no elenco Antonio Fagundes, Elizabeth Savalla, Natália do Valle e outros. Jofre (Reginaldo Faria), um homem comum, como se define, acaba caindo nas garras da repressão. Predomina em toda a produção um tom angustiante que remete a um tempo em que qualquer cidadão, por qualquer motivo, poderia ser apontado como subversivo. Fala de um tempo de medo, censura, da violência. O povo vibrava com a seleção brasileira, enquanto isso, combatentes da oposição eram torturados.

TROPICÁLIA 2012

Numa época em que a liberdade de expressão perdia força, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa, Arnaldo Baptista, Rita Lee, Tom Zé, entre outros, misturaram desde velhas tradições populares a muitas das novidades artísticas ocorridas pelo mundo e criaram o Tropicalismo, abalando as estruturas da sociedade brasileira e influenciando a várias gerações. Com depoimentos reveladores, raras imagens de arquivo e embalado pelas mais belas canções do período, o filme mostra um panorama de um dos mais fascinantes movimentos culturais do Brasil.

O ANO EM QUE MEUS PAIS SAÍRAM DE FÉRIAS – 2006

Ambientado em 1970. Mauro é um garoto mineiro de 12 anos que adora futebol e jogo de botão. Um dia sua vida muda completamente, já que seus pais saem de férias de forma inesperada e sem motivo aparente para ele. Na verdade, eles foram obrigados a fugir por serem de esquerda, deixando-o com o avô paterno, que enfrenta problemas, o que faz com que Mauro tenha que ficar com Shlomo (Germano Haiut), um velho judeu solitário que é seu vizinho. Enquanto aguarda um telefonema dos pais, o menino precisa lidar com sua nova realidade, que tem momentos de tristeza pela situação em que vive e também de alegria, ao acompanhar o desempenho da seleção brasileira na Copa do Mundo.

BATISMO DE SANGUE – 2006

Baseado em fatos reais, o filme conta a participação de frades dominicanos na luta clandestina contra a ditadura militar, no final dos anos 60. Movidos por ideais cristãos, eles decidem apoiar a luta armada. O roteiro é uma adaptação do livro de Frei Betto, vencedor do prêmio Jabuti.

LAMARCA – 1994

Crônica dos últimos anos na vida do capitão do exército Carlos Lamarca (Paulo Betti) que, nos anos da ditadura, desertou das forças armadas e passou a fazer oposição, tornando-se um dos mais destacados líderes da luta armada.

NOVELAS, SÉRIES E MINISSÉRIES

ANOS DOURADOS – 1992

A inesquecível minissérie de Gilberto Braga destacava o envolvimento político de um grupo de colegiais, às vésperas da formatura, em 1954. Muitos deles ingressam na luta armada e viram a vida mudar à medida em que o regime militar se tornava mais violento. Os apaixonados Maria Lúcia (Malu Mader) e João Alfredo (Cássio Gabus Mendes) caminharam juntos até o início dos anos 1980, época de abertura para a redemocratização do país. Em cena, as prisões arbitrárias, tortura, sequestros de importantes estadistas por militantes de esquerda. Um dos grandes destaques foi Heloísa (Cláudia Abreu), patricinha que aderiu à guerrilha urbana. Na época da exibição de “Anos Dourados”, jovens brasileiros iam às ruas pedir o impeachment do então presidente Fernando Collor.

SENHORA DO DESTINO – 2004

A ditadura marcou a primeira fase da trama de Aguinaldo Silva. Ao chegar ao Rio de Janeiro, em 1968, a nordestina Maria do Carmo (Carolina Dieckmann) encontra a cidade tomada pelo caos nos dias que sucedem a publicação do AI-5. Presa por engano, ela se apaixona por Dirceu (Gabriel Braga Nunes), um jornalista de esquerda que foi capturado por órgãos da repressão.

A perseguição a Josefa (Marília Gabriela), dona do jornal Diário de Notícias, usado para fazer oposição sistemática ao governo, foi outro destaque. Ameaçada, ela foi obrigada a deixar o Brasil, refugiando-se em Paris. 

QUERIDOS AMIGOS – 2008

Inspirada em seu livro “Aos Meus Amigos”, Maria Adelaide Amaral, ambienta a trama em novembro de 1989. Léo (Dan Stulbach) está doente e decide fazer da sua morte a grande obra-prima da sua vida. Ele reúne os amigos e todos revivem os traumas e antigos fantasmas da época em que lutaram contra a ditadura no Brasil. Um dos momentos mais marcantes destaca o reencontro de Bia (Denise Fraga) com o homem que a estuprou quando ela esteve presa no DOI-CODI. Sem a chance de colocá-lo na cadeia – por conta da Lei da Anistia -, a mãe da moça, Dona Iraci (Fernanda Montenegro), chega a confrontar o torturador lendo o diário escrito pela filha após o cárcere.

AMOR E REVOLUÇÃO – 2011

Na trama de Tiago Santiago para o SBT, a jovem estudante Maria (Graziella Schmitt) e o major do Exército, José (Claudio Lins), se conhecem durante um incêndio na União Nacional dos Estudantes (UNE) e a história de amor entre os dois perpassa as agruras do regime militar. Depoimentos reais que encerravam os capítulos e havia entrevistas com pessoas que viveram a repressão e guardam marcas até hoje. Na estreia, Maria Amélia Teles, conhecida como Amelinha, detalhou a técnica conhecida como “cadeira de dragão”, a que foi submetida na presença dos filhos.

MAGNÍFICA 70 – 2015/ 2018

Produzida pela HBO, a série narra, em três temporadas, a trajetória de Dora Dumar (Simone Spoladore), uma estrela da pornochanchada que cai nas graças de Vicente (Marcos Winter), censor do Departamento de Censura Federal. Ele vive um casamento monótono com Isabel (Maria Luiza Mendonça), filha do General Souto (Paulo César Pereio). Dora trabalha para a produtora Magnífica, voltada para filmes com alto teor sexual – sucessos de bilheteria na época. Ambientada em 1973, a produção trata da censura rigorosa a que filmes e programas de TV eram submetidos durante a ditadura.  Durante a avaliação de uma pornochanchada, ele acaba vetando o filme, mas se encanta pela atriz Dora Dumar, estrela do filme. Fascinado pela garota, que lembra uma falecida cunhada, ele mergulha no universo da Boca do Lixo, onde começa a trabalhar com Dora e Manolo, com quem passa a formar um triângulo amoroso.

OS DIAS ERAM ASSIM – 2017

A trama inicia em 21 de junho de 1970, data da final da Copa do Mundo, do qual o Brasil sai vitorioso. Em meio as comemorações e o contraste político e social promovido pela Ditadura Militar, Alice (Sophie Charlotte) e Renato (Renato Góes) se conhecem, iniciando uma história de amor que irá durar por quase 20 anos, passando por diversos eventos históricos até as Diretas Já. A supersérie de Angela Chaves e Alessandra Poggi vai até meados dos anos 1980, quando os militares deixavam o poder. A descoberta da Aids foi enfatizada na trama através da jovem Nanda (Julia Dalavia).

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