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Jennifer Aniston e Reese Witherspoon abrem o jogo sobre ‘The Morning Show’

jennifer Aniston e Reese Witherspoon no cenário da série 'The Morning Show'

Foto: Divulgação/ Apple TV +

Estrelas da segunda temporada de “The Morning Show”, exibida no Apple TV+, Jennifer Aniston e Reese Witherspoon conversaram com Renata Ceribelli, no “Fantástico”, exibido na noite de domingo, 26 de setembro, e revelaram detalhes e curiosidades da série americana.

Na primeira temporada, elas vivem duas apresentadoras de um famoso programa de TV que pegam todos nos bastidores de surpresa, denunciando ao vivo que trabalham em um ambiente tóxico e abusivo. A história começa com a demissão do personagem de Steve Carrell, âncora de um famoso programa de notícias. Nos bastidores, ele acumulava um vasto histórico de assédio sexual.

Tanto as vítimas quanto as pessoas que trabalhavam com ele mantinham a cultura do silêncio por medo de represálias do presidente da emissora. Até que as apresentadoras, interpretadas brilhantemente por Jennifer e Reese resolveram der um basta na situação, que resulta na demissão do apresentador Mitch Kessler (Steve Carell), após 15 anos apresentando um programa matinal ao lado de Alex Levy (Jennifer Aniston).

As cenas da série inspiraram o roteiro do movimento “Me Too”, que viralizou nas redes sociais incentivando as mulheres a quebrarem o silêncio contra o assédio sexual. Jennifer Aniston contou que a série já existia antes do escândalo e da explosão do movimento #MeToo.

Veja +: Jennifer Aniston acha que a série ‘The Morning Show’ é terapeutica

FORÇA FEMININA NA SEGUNDA TEMPORADA

Renata Ceribelli quis saber quais causas femininas serão abordadas na nova temporada.

“Fica mais desafiador. Acho que a segunda temporada examina como a gente usa a palavra ‘feminismo’ e o que significa esse feminismo. Porque, de repente nos tornamos heroínas feministas”, disse Jennifer Aniston.

Reese endossou: “No programa, falamos muito sobre liderança feminina, mulheres em posição de poder e qual é a relação das mulheres com o poder. Acho que as mulheres têm uma opinião diferente sobre o poder e acho que elas lideram de maneiras diferentes. Então, conforme nossos personagens, após a primeira temporada, meio que emergem em uma nova posição, elas têm que encontrar o seu caminho na maneira que querem se tornar lideres”.

“Não há novos casos de assédio na segunda temporada, mas há outros temas que são abordados: racismo, preconceito de idade e muitas outras experiências que as mulheres estão tendo no local de trabalho”, disse Reese Witherspoon.

Veja +: Reese Witherspoon ganhou cachê milionário em ‘The Morning Show’

Jennifer Aniston destacou que a cultura do cancelamento também será destaque na nova temporada da série, além da repercussão de comportamentos mostrados na primeira fase.

Ceribelli apontou o fato de as protagonistas não serem jovens atrizes de 20 anos, tampouco fazerem o papel de mães. A jornalista questionou se esse seria um sinal de mudança na indústria do entretenimento em relação às mulheres com mais de 40 anos serem “invisíveis”.

“Com certeza!”, disse Jennifer Aniston, de 52 anos.

“É quando ficamos mais interessantes, começamos a ter voz e opiniões fortes”, completou Reese, de 45. “É incrível que todo esse clima se reflete atrás das câmeras também. Estamos fazendo a série cm um pensamento muito feminino, temos grandes escritoras, produtoras e uma diretora incrível”.   

“Acho que é bom ter um equilíbrio. Há muitos homens na equipe e acho que muitos homens celebram as mulheres. Eles estão curiosos para ver qual é a verdadeira experiência feminina. Quando você tem uma mulher escrevendo a série, acho que você consegue ver o interior da vida de uma mulher”, finalizou Reese Witherspoon.

Dividida em 10 episódios lançados semanalmente, a segunda temporada abordará também o coronavírus e o começo da pandemia. As filmagens, inclusive, chegaram a ser adiadas por conta da doença.

BASEADA EM FATOS REAIS

O ambiente e o cotidiano retratados na redação do jornal fictício que dá nome à série são baseados no livro “Top of the Morning: Inside The Cutthroat World of Morning TV”, do jornalista Brian Stelter. O autor esteve por anos nos bastidores da briga por audiência de grandes telejornais matinais norte-americanos.

No entanto, o assédio sexual destacado na série também tem fortes semelhanças com um outro caso que teve enorme repercussão nos Estados Unidos. O jornalista Matt Lauer era uma das maiores figuras midiáticas do país e entre 1997 a 2017, ele foi parte da dupla de âncoras que apresentava o “The Today Show” da NBC.

No ar desde 1952, o programa foi pioneiro do gênero “Morning Show”, e se mantém até hoje como um dos programas mais vistos do país. Criado pela ativista norte-americana Tarana Burke, o movimento #MeToo, que incentiva mulheres a não se calarem perante abusos, foi criado em 2006 e ganhou uma grande força em 2017. Isso porque, quando as denúncias de assédio chegaram no magnata e produtor cinematográfico Harvey Weinstein, outros nomes vieram à tona. Uma testemunha anônima foi à sede da NBC relatar que Lauer teria a persuadido a relações sexuais impróprias.

Veja +: Protagonistas se emocionaram com o final da primeira temporada de ‘The Morning Show’

Lauer sequer apareceu para gravar o programa e o anúncio de sua demissão fosse lido ao vivo pela sua ex-colega de bancada Savannah Guthrie.

Em “The Morning Show”, Jennifer Aniston reproduz essa cena do anúncio da demissão em rede nacional.

Assim como o personagem de The Morning Show, Mitch Kessler, que começa a segunda temporada isolado em sua mansão na Itália, Matt Lauer ainda vive uma luxuosa vida isolado em sua mansão nos Hamptons, reduto de verão da elite nova-iorquina.

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