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Juliana Alves: ‘Apesar de todos os ataques e toda a negligência do governo para com os artistas, a classe está unida’

Juliana Alves de dreads

Reprodução/Instagram

A pandemia do coronavírus tem refletido na saúde e na economia dos países do mundo todo. E cada vez mais, artistas têm se posicionado a respeito de assuntos do campo político. Em entrevista exclusiva ao OFuxico, Juliana Alves, 39 anos, comentou a respeito da crise no Brasil e como ela tem afetado a cultura.

“A gente percebe que apesar de todos os ataques e toda a negligência que o governo têm tido com os artistas, a classe tem se unido muito e tem se reinventado”, afirmou.

Ainda na entrevista, Juliana Alves falou de como é estar na televisão em dose dupla. Ela vive a Clotilde, em “Ti-ti-ti”, e Renatinha, em “Salve Quem Puder”.  A atriz ainda enalteceu seu lado mamãe de Yolanda, de três anos, fruto do casamento com o diretor Ernani Nunes.

Confira a entrevista

OFuxico:  “A situação do País inspira cuidados e reflexões. A cultura tem sido duramente afetada nessa crise. Acha que a capacidade de reinvenção dos artistas vai superar este momento difícil?”
Juliana Alves:
“Sim, a gente percebe que apesar de todos os ataques e toda a negligência que o governo têm tido com os artistas, a classe tem se unido muito e tem se reinventado. No ano passado, por exemplo, eu fiz um espetáculo online. Foi uma experiência nova. Tem coisas muito boas que a gente descobre quando a se reinventa.”

OFuxico: A atual fase de ‘Salve-se quem puder’ está muito divertida. Como foram as gravações em tempos de pandemia?
Juliana Alves:
“Inicialmente foram um pouco tensas, porque eu estava um pouco apreensiva com a volta ao trabalho na pandemia, mas depois de um ou dois dias de trabalho fiquei mais tranquila porque realmente os protocolos de segurança eram rígidos.”

OFuxico: Como é para você estar em duas novelas em fases diferentes da sua vida profissional e pessoal. Em Ti-ti ti, a Clotilde, e Salve-se Quem Puder, a Renatinha.
Juliana Alves: “É muito interessante me ver há 10 anos em ‘Ti-ti-ti’, lembrar de como estava a minha vida e o que eu pensava sobre aquelas cenas, como eu me sentia. É interessante comparar com a Juliana de alguns meses atrás, que é o caso de ‘Salve-se Quem Puder’. De lá para cá mudou muita coisa, a nossa vida passou por tantas coisas nesse período. Aprendo muito me assistindo e me divirto muito.”

OFuxico: Preocupa-se em transmitir leveza ao dia-a-dia da Yolanda? Ou acha que sua filha acabou tendo algum aspecto da infância modificado pela pandemia?
Juliana Alves:
“Claro que não tem como esconder a situação que a gente vive por uma questão prática: por exemplo, quando eu chamo a atenção dela, quando ela pega numa coisa que está exposta e falo para ela passar álcool nas mãos e insisto nisso. A gente sabe que as nossas preocupações acabam transparecendo para as crianças, existe uma tensão. Mas a gente sempre tenta trazer um clima lúdico, uma brincadeira, para amenizar. Falo para ela que nós ficamos com super poderes quando nos protegemos, quando passamos álcool na mão. Uma coisa que eu sempre faço é conversar com minha filha, no sentido de ter uma esperança de que a gente vai conseguir sair dessa situação.”

OFuxico: Como você tem cuidado da saúde mental?
Juliana Alves
: “A principal que eu tenho realizado é terapia com uma psicóloga, também tenho feito thetahealing, que é uma técnica muito interessante que me ajuda a ter mais propriedade do meu potencial, da minha capacidade de superação e evolução. Outra forma é fazendo meditação, respiração, que é algo que faço de uma maneira simples, sem me cobrar muito.”