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Kanye West vai pagar estudos da filha de George Floyd

Reprodução/Instagram

Enquanto os protestos pela morte de George Floyd – ex-segurança que teve o pescoço prensado pelo joelho de um policial branco – seguem pelos Estados Unidos, infelizmente em alguns casos de forma nada pacífica, ações efetivas por melhorias têm sido feitas. Uma delas, por Kanye West. O rapper de 42 anos fez uma doação de US$ 2 milhões (equivalente a certa de R$ 10,2 milhões) para as famílias de Ahmaud Arbery, Breonna Taylor e George Floyd, três negros que foram assassinados nos Estados Unidos neste ano.

De acordo com um representante do marido de Kim Kardashian, a doação inclui um fundo para o pagamento de advogados e um plano de educação para cobrir totalmente as mensalidades da faculdade de Gianna, a filha de seis anos de Floyd.

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Casos recorrentes

Vários famosos participam da onda de protestos que acontece nos Estados Unidos depois da morte de George Floyd. Contudo o caso não é isolado. Em fevereiro, o assassinato de Ahmaud Arbery, um homem negro de 25 anos, provocou grande comoção entre os americanos. Ele se exercitava na rua e foi alvejado por dois homens brancos, que estão presos.

Em março, causou indignação a morte da técnica de pronto socorro Breonna Taylor, de 26 anos. Ela também foi morta pela polícia, em Louisville, no Kentucky. Ela levou oito tiros dentro do próprio apartamento – que os policiais acharam que fosse ponto de tráfico.

Literatura antirracista ganha destaque

Diante do panorama de indignação, os norte-americanos – em quarentena por conta do coronavírus – estão se voltando a livros, filmes e programas de televisão que explicitam décadas de discriminação racial.

Livros como Não Basta Não ser Racista, A Nova Segregação e Como Ser Antirracista, além da literatura a respeito da história da discriminação racial nos Estados Unidos, estão esgotando. De acordo com a Reuters, livros de não-ficção sobre a experiência negra lideram a lista de mais vendidos da Amazon.com, incluindo títulos infantis.

Muitos estão esgotados e volumes usados chegam a custar 50 dólares. No site da Barnes and Noble, oito dos 10 best-sellers são livros já publicados anteriormente.

"Isto não acontece todo dia… o primeiro e o segundo mais vendidos no geral na Amazon neste momento são dois livros que desafiam o racismo. Isto são vocês", escreveu Ibram X. Kendi, autor de Como Ser Antirracista, em seu perfil no Twitter.