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Léa Penteado fica indignada com desprezo da Globo por Regis Cardoso

Reprodução

Léa Penteado – que assina o argumento do filme À Beira do Caminho inspirado na canção Sentado à Beira do Caminho, de Erasmo e Roberto Carlos – fez um desabafo em seu blog. A jornalista mostrou sua indignação ao notar que a Rede Globo despreza a memória de um de seus antigos funcionários, o diretor Régis Cardoso, que morreu em 2005, com quem ela foi casada durante anos.
Segundo Léa, na última terça-feira (20), assistindo ao programa Studio I exibido pela Globonews, que falou sobre a estreia da novela Ti-ti-ti, baseada na obra de Cassiano Gabus Mendes, em nenhum momento a atração lembrou o trabalho de Régis, que dirigiu a trama.
“Qualquer profissional preza o respeito à assinatura do seu trabalho… Citaram a importância de Cassiano como pioneiro na televisão brasileira, mas em nenhum momento foi feita referência ao diretor Régis Cardoso, responsável pela ida do autor para a Globo.  A bem da verdade, este estilo leve, com charme e humor para o horário das 7 foi ideia do Régis que vinha de um grande sucesso como diretor da novela  Escalada, ganhador dos grandes prêmios em 1975. Fiquei danada com a exclusão do crédito. Não era preciso nem falar o nome dele, bastava colocar o crédito em uma legenda enquanto rolavam as imagens”, ponderou.
Neste domingo (25), de acordo com Léa, a emissora voltou a ignorar o diretor. Desta vez, uma matéria do Fantástico – que realizou uma longa reportagem sobre o lançamento do filme O Bem Amado  – falou da importância da obra de Dias Gomes e em nenhum momento citou o diretor.
“O programa falou importância da obra de Dias Gomes e das edições como novela em 1973 e seriado em 1980, ambos na TV Globo, e me entristeceu. Nenhuma referência ao diretor. Em minha opinião, tão importante quanto a qualidade do texto do Dias, é o fato de que O Bem Amado foi a primeira novela a cores na TV brasileira. Era um fazer todo novo! Equipamento, cenografia, figurinos… Lembro Régis contando histórias divertidíssimas desta empreitada, dificuldades para conseguir a mesma qualidade de cor para as cenas externas e em estúdio, e a lenda da câmera que se perdeu no mar. Régis aprendeu fazendo, como foi em toda a sua vida. E, antes que se esqueçam dele de novo, lembro que além de Cassiano, Régis também levou para a TV Globo Mario Prata, estreando com Estúpido Cupido (última novela em preto e branco) e Silvio de Abreu com Pecado Rasgado.”
Blog da Léa Penteado
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