Notícias às 16:33

Luciana Gimenez apoia mulheres em carta aberta após fala de Kajuru

Reprodução/Instagram

Recentemente, Jorge Kajuru atacou Luciana Gimenez ao chamá-la de “garota de programa”, além de opinar sobre o relacionamento dela com Mick Jagger em entrevista ao Na Lata.

“Sobre a Luciana Gimenez, eu não tenho nada a falar. Não falo sobre mulher de programa. Dane-se. Ela já me processou, pode processar de novo. É uma mulher desqualificada, tanto que virou o que virou por 30 segundos com o Mick Jagger. Ou você acha que foi por amor?”, disparou ele.

“E ela sabe que eu sei da história toda. Ela foi contratada para ficar com o Mick Jagger. Eu falei isso mesmo porque para mim ela não tinha respeito com os colegas. Eu trabalhei com ela na RedeTV!. Ela chegava como se fosse dona. Depois acabou se casando com um dos sócios da RedeTV!, para você ver que a vida dela sempre foi de interesse”, completou Kajuru.

Após esta fala, Luciana publicou uma carta aberta em apoio a toas as mulheres, publicando o texto no site Universa, do UOL.

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Confira trechos!

Todos os dias mulheres são atacadas física e psicologicamente por homens machistas e misóginos e a forma que esse tipo de pessoa sorrateira usa para nos atingir e nos calar é através da honra, da estabilidade psíquica ou da nossa integridade física. Foi o que aconteceu comigo recentemente.

Muitas vezes eles conseguem entrar em nossas mentes e nos quebrar em vários pedaços e mais uma vez vamos lá e recolhemos nossos caquinhos, porque somos resilientes. Mas isso precisa acabar. Precisamos mostrar a esses covardes que assim como somos fortes para nos levantarmos, somos fortes para derrubá-los. Acredito que toda generalização é burra, ou seja, nem todo homem é ruim. Mas os que são psicopatas devem ser expostos e punidos.

O erro do homem abusador psicológico é achar que sua vítima nunca irá se livrar do cativeiro, pois bem, ela é capaz. Porque sabe gritar e não irá hesitar em gritar e pedir ajuda a outras que entendem pelo que ela passa. Mas é importante estarmos atentas e vigilantes para ajudarmos. Assim como eu fiz durante essa pandemia, recomendo a cada uma que se informe e leia mais sobre violência contra a mulher, que aprendam, que vejam que é preciso fazer algo.

Temos que parar de normalizar e aceitar quando homens nos chamam de loucas e quando se acham no direito de inventar histórias para nos diminuírem, mexendo com nossa honra. Está na hora de transformar nossa dor em força, nossas lágrimas de tristeza em de felicidade. Está na hora pararmos de pedir respeito e sermos respeitadas pelo simples fato que é um direito nosso, não um pedido.

Peço a cada uma que está lendo isso que mesmo não sendo fácil, exponham homens machistas, misóginos e abusadores, porque eles só têm coragem de serem assim quando não são vistos, quando se sentem protegidos, alguns até por foro privilegiado. Aos colegas da imprensa e da comunicação, peço que evidenciem cada vez mais esses homens e suas atitudes, porque noticiar suas falas sem deixar claro o crime que eles estão cometendo é compactuar com seus atos. É calar uma mulher e dar força ao seu algoz.

A cada 7 horas uma mulher morre vítima de feminicídio, a cada 1 hora 500 mulheres são espancadas e a cada 11 minutos uma mulher é estuprada no Brasil. E tudo isso começa com um xingamento, um grito ou simplesmente porque o homem se acha no direto de fazer”.