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Morto há 2 anos, ator ganha processo contra a Record. Saiba mais!

Foto: Divulgação

Uma semana após sofrer um grave acidente de carro no Flamengo, bairro da Zona Sul do Rio de Janeiro, o ator Caio Junqueira morreu aos 42 anos, no dia 23 de janeiro de 2019. O artista perdeu o controle do veículo e ficou preso nas ferragens. Ele chegou a ser levado para o Hospital Miguel Couto, na Gávea, passou por algumas cirurgias, mas não resistiu aos ferimentos. Agora, dois anos depois, saiu a sentença de um processo trabalhista que ele movia contra a Record, emissora na qual trabalhou entre 2008 e 2016.

O falecido artista havia processado a emissora na Justiça do Trabalho em 2017 e pedia o reconhecimento de vínculo trabalhista. O Notícias da TV teve acesso aos autos que destacam o ganho de causa em segunda instância, na semana passada.

Depois da morte do ator, o processo foi assumido por sua mãe, Maria Inês Torres, considerada sua única sucessora. Mas ela morreu no mesmo ano, dez meses depois do filho. Com isso, no início de 2020, o ator Jonas Torres, irmão de Caio, assumiu o caso.

O QUE DIZ O PROCESSO

No processo, Caio Junqueira pedia o pagamento de direitos que não haviam sido concedidos pela Record. No rastro do enorme sucesso do filme “Tropa de Elite”, no qual viveu o policial Neto, o ator foi contratado em 2008. Para assinar seu vínculo com a emissora, Caio teve que usar uma empresa jurídica.

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Ele destacou que, na Record, cumpria horário e obrigações, além de ter acordo de exclusividade, o que o impedia de atuar em qualquer outro veículo de TV aberta sem autorização da emissora.

Em primeira instância, a Record conseguiu vencer a disputa judicial, em julgamento que ocorreu no fim de 2019. Porém, após a defesa de Caio Junqueira recorrer, a 8ª Turma do TRT-1 (Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região) entendeu que, de fato, havia vínculo empregatício entre as partes e determinou o pagamento dos direitos renegados anos atrás.

O valor do processo é de R$ 60 mil. A Record ainda pode recorrer da decisão.

CARREIRA PROMISSORA

Caio Junqueira começou a carreira em 1985, aos sete anos, no teatro. Sua estreia na televisão foi no ano seguinte, no seriado “Tamanho Família”, com Diogo Vilela e Zezé Polessa, na extinta TV Manchete.

Em seguida, foi para a Globo, onde atuou em produções de sucesso, como “Malhação” (1998), “Chiquinha Gonzaga” (1999) e “O Clone” (2001).

Ao deixar a Globo, Caio integrou o elenco de “O Mecanismo”, série nacional da Netflix livremente inspirada na Operação Lava Jato.

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