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‘Não somos obrigados a saber a história de cada um’, diz Mumuzinho, sobre The Voice +

Divulgação/TV Globo/joão Miguel Júnior

A emoção deu o tom nos quatro domingos de Audições às Cegas e agora, cada técnico tem 12 participantes que seguem para a disputa do Tira-Teima, a partir da próxima semana, no The Voic+. Apesar do sucesso do reality, mais do que os inegáveis talentos apresentados no programa musical, ficou evidente e causou revolta o fato de Claudia Leitte, Daniel, Ludmila e Mumuzinho não conhecerem ícones da música nacional como Claudya, ganhadora dos principais festivais do país; Dudu França, galã nos anos 70 e que não saía dos programas de TV; o renomado compositor Ronaldo Barcelos, Laila Maria, conhecidíssima e premiada na MPB, que a tem como Bilie Holiday brasileira; Billy Blanco, parceiro de Ton Jobim, com o nome fincado na Bossa Nova, pai de Billynho Blanco, candidato eliminado nas audições, entre outros.

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Cláudia Leitte foi a técnica que cometeu menos deslizes e quando alguns deles se identificavam, ela recordava e se desculpava.  Na web, choveram pedidos para que os técnicos fossem mais maduros e tivessem mais bagagem musical para evitar constrangimentos.

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Mumuzinho disse ao jornal Extra que não vê problemas no fato deles não conhecerem os candidatos.

“Nós não somos obrigados a saber a história de cada participante. Até porque eu nasci em 1983, tem pessoas ali que se projetaram na década de 70. A gente está ali justamente pra incentivá-los a voltar, a crescer, motivar a vida profissional deles. Queremos nos divertir, levar alegria, trocar informação”, disse o cantor.

Gerações diferentes

Mesmo os internautas destacando que a idade deles independe do conhecimento uma vez que, pelo ofício, deveriam sim pesquisar, conhecer e entender a história, da mesma maneira que a geração atual conhece a música de Michael Jackson e não viveu a onda de Thriller, por exemplo, Mumu seguiu defendendo seu pensamento.

“As coisas que eu não sei, os candidatos vão me ensinar. O que eu sei, posso ensinar pra eles. Acho até legal essas críticas, esse entendimento. Não é vergonha nenhuma eu não saber a história da Leila, por exemplo, que veio para o meu time. Que legal que o programa está me trazendo essa oportunidade de eu conhecer o trabalho dela. Que presente ter ela no meu time!”, disse.

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O sambista carioca afirmou que a troca de informações entre diferentes gerações é o mais importante.

“Assim como eu não sei tudo, existem pessoas que não conhecem o meu som. Se um dia procurarem ouvir minhas músicas, amém, ficarei feliz. Eu encaro essas críticas como positivas. Se não fosse para acontecer assim, com essa troca de informações e experiências, a produção do programa não teria escolhido eu e Ludmilla pra sermos técnicos, por sermos os mais jovens ali”.