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Ney Matogrosso afirma que Cazuza foi ‘paixão arrebatadora’

Reprodução/Instagram

Ney Matogrosso e Cazuza são dois dos maiores nomes da música do Brasil, além de trazerem representatividade para a comunidade LGBTQIA+.

Em entrevista durante live do programa “Rock a Três”, na Kiss FM, o cantor detalhou sobre sua relação com o artista e a relação deles.

“Conheci o Cazuza, de vista, quando ele tinha 17 anos, na praia, no Rio. Nossa história só rolou quando ele tinha 21. Foi uma paixão arrebatadora”, garantiu.

“Era um amor maior que o namoro. Amo o Cazuza, como amo todos os meus ex-namorados. Não precisa estar aqui para continuar amando”.

Em seguida, Matogrosso passou a relembrar como se deu a aproximação entre ele e Cazuza, que foi na época em que Ney morava em um apartamento localizado no fim do Leblon.

“Meu apartamento tinha três andares e a loucura toda era no meu quarto. Minha amiga foi para lá e ficamos enlouquecendo. Eu gostava de baseado. Não sou maconheiro, mas gostava de um baseadinho. Essa minha amiga falou que chamaria o Cazuza que estava lá embaixo, na sala. Aí, ela o chamou pro quarto”, contou ele..

“Continuamos enlouquecendo, enlouquecendo… Teve uma hora que ele perguntou se eu daria um beijo nele. Falei: 'Claro'. Não ia querer beijar uma coisinha linda daquelas? (risos). As segundas intenções aconteceram depois daquilo”.

Amigos após término do namoro

Ney Matogrosso fez questão de ressaltar na entrevista que, apesar de ele e Cazuza não terem tido um relacionamento duradouro, continuaram amigos até a morte dele no ano de 1990.

“Fiquei com o Cazuza até o finzinho. Ia até a casa dele e ficava massageando o pé dele. Não tinha amor nisso? Claro que era amor”, disparou o músico, que também foi diversas vezes à casa do affair.

“Não entendia porque o Barão (banda de Cazuza) não tocava nas rádios. Um dia fui a casa dele, a moça que trabalhava lá falou que ele estava dormindo”, começou ele contando a história.

“Pedi para entrar porque tinha um negócio para falar e que iria embora em seguida. Subi no quarto, já fui me jogando na cama — tinha intimidade para isso — e falei: 'Acorda, Cazuza. Acorda para ganhar dinheiro'”, revelou ele.

“Disse que gravaria ‘Pro dia nascer feliz’. Ele disse que não podia porque seria a música de trabalho deles [Barão Vermelho]. E eu falei que seria a deles e também seria a minha. Assim que saiu, começou a tocar na rádio loucamente”.