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Oprah Winfrey é proibida de entrevistar outro membro da realeza

Reprodução/Instagram

Segundo a revista OK!, Oprah Winfrey nunca poderá entrevista outro membro da família real britânica, devido a um suposto acordo que sua produtora fez com a produtora dos Duques de Sussex, Príncipe Harry e Meghan Markle

A negociação da entrevista começou desde o ano passado, e depois de mais de três meses de revisões de contratos, uma das cláusulas dizia que Winfrey não poderia disponibilizar seu microfone para que outra pessoa contasse seu lado da história. 

Uma fonte da revista comenta que tudo foi devidamente documentado e assinado, com Oprah também tendo que assinar um acordo de confidencialidade por qualquer comentário fora das câmeras que eles pudessem fazer. 

Eles não lidaram com esses 'problemas' pessoalmente, já que tudo foi realizado através dos representantes legais de ambos os lados. 

"Se William quisesse contar seu lado da história a Oprah, por exemplo, ela não poderia aceitar", revela a fonte. 

Novas declarações

 

O Príncipe Harry voltou a falar sobre os bastidores de sua vida real em nova entrevista para Oprah Winfrey, com quem ela havia conversado em março, ao lado da esposa, Meghan Markle. 

O Duque de Sussex participou do programa “The Me You Can't See” ( em português, algo como “O meu eu que você não consegue ver”) explorou as suas principais fragilidades e os momentos mais difíceis que passou. 

No episódio em questão, ele lembrou como foi encarar a época em que Meghan passou a ter pensamentos suicidas e como isso o afetou emocionalmente, o lembrando da morte da Princesa Diana, sua mãe, em 1997. 

"Eu sempre quis ser normal, ao invés de ser o Príncipe Harry, apenas ser Harry. Era uma vida enigmática e, infelizmente, quando penso em minha mãe, a primeira coisa que me vem à mente é sempre a mesma coisa: ela no carro, com cinto de segurança. Meu irmão [Príncipe William] no carro também, e ela dirigindo e sendo perseguida por três, quatro, cinco carros com paparazzi.” 

Para ele, a situação de Meghan despertou gatilhos sombrios porque entende que é como se a história estivesse se repetindo. Desde que assumiu o relacionamento com a atriz, em 2016, sua vida passou a ser registrada quase diariamente por paparazzi e pela mídia. 

"Nós somos seguidos. Fotografados, perseguidos, assediados. O clique das câmeras e os flashes das câmeras fazem meu sangue ferver. Isso me deixa com raiva e me leva de volta ao que aconteceu com minha mãe e o que eu passei quando era criança. E não estou falando apenas da mídia tradicional, mas também das plataformas de mídia social. Eu me senti completamente desamparado”, desabafou. 

Harry ainda mencionou o período em que a mãe de seu filho teve que lidar com a pressão midiática, as cobranças e os preconceitos, principalmente por ser negra. Para ilustrar, o monarca lembrou do episódio em que o casal participou do evento de caridade no famoso “Royal Albert Hall”, em janeiro de 2019. No dia, ela estava particularmente passando por momentos muito turbulentos. 

"Ela estava completamente sã, mas no silêncio da noite, esses pensamentos a perturbavam. A única coisa que a impedia de fazer isso [o suicídio] era o quão injusto seria para mim depois de tudo o que tinha acontecido com minha mãe ser colocado em uma posição de perder outra mulher em minha vida – com um bebê dentro dela, o nosso bebê. Estou um pouco envergonhado pela maneira como lidei com a situação [naquele dia]. Por causa do sistema em que estávamos presos e das responsabilidades e deveres que tínhamos, demos um abraço rápido e depois tivemos que mudar os ânimos e entrar em um comboio com escolta policial para ir até o Royal Albert Hall para um evento de caridade. Não havia a opção de dizer 'não.’”