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Oscar 2021: Saiba mais sobre os indicados a melhor filme

Foto: Divulgação

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas divulgou a lista de indicados ao Oscar 2021. Em uma das categorias principais, Melhor Filme, estão oito concorrentes dignos da maior premiação do cinema. 

Oscar 2021: Confira a lista de indicados!

Pensando nisso, OFuxico listou as tramas indicadas à categoria da premiação e trouxe um pouquinho de cada história para você não deixar de assistir e poder escolher qual é o seu favorito para ganhar!

Confira!

Meu pai

Escrito e dirigido por Florian Zeller, Meu Pai conta a história de um homem idoso, Anthony (Anthony Hopkins), que recusa toda a ajuda de sua filha à medida que envelhece. Ele passa por diversas cuidadoras e recusa auxílio, enquanto sua filha Anne (Olivia Colman) tenta se ajustar às vontades de seu pai e criar um cenário reconfortante antes de se mudar para Paris. Esta, pelo menos, é a trama inicial, já que o filme rapidamente desliza para diferentes situações – minimamente semelhantes – e conversas repetidas, confusas, alterando detalhes no cenário ou nos próprios personagens, elaborando um mundo em que é difícil saber no que confiar. Ao tentar entender as suas mudanças, ele começa a duvidar de seus entes queridos, de sua própria mente e até mesmo da estrutura da realidade.

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É um filme sobre família, amor e perdas, colocando Hopkins e Colman nos papéis de pai e filha elevando o público para dentro da mente de alguém lidando com a demência.

Judas e o messias negro

Judas e o Messias Negro concorre a seis prêmios, incluindo Melhor Filme – e é o primeiro indicado à categoria com apenas produtores negros. As informações são da EW. 

O filme dramático conta com Shaka King, que também é o diretor, Charles D. King e Ryan Coogler no trio de produtores. A produção é baseada em fatos reais e é considerada uma cinebiografia de Fred Hampton, líder dos Panteras Negras, partido formado em 1960 que representava um conflito interno nos EUA que, além de levantar bandeiras do socialismo soviético, também colocavam em pauta a discussão antiracista e agiam em comunidades as quais o governo não oferecia condições.

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O filme é estrelado por Daniel Kaluuya no papel de Fred Hampton, líder dos Panteras Negras, e por LaKeith Stanfield como William O’Neal. A trama acompanha a vida e a morte de Fred Hampton, e conta com O’Neal se infiltrando no partido dos Panteras Negras a mando do FBI.

William é um homem negro preso por roubar um carro. De volta à liberdade, infiltra-se nos Panteras Negras para conseguir informações sobre o líder do grupo, Fred Hampton. Aclamado pela crítica, o filme também concorre a Melhor ator coadjuvante (Daniel Kaluuya e Lakeith Stanfield), Melhor roteiro original, Canção original e Melhor fotografia. Os resultados serão anunciados em 25 de abril, data da cerimônia do Oscar. 

Mank

Mank, o novo filme de David Fincher, lançado na Netflix, requer conhecimento prévio por parte do espectador para que tudo possa ser entendido. Não basta só assistir a Cidadão Kane, como também é  necessário saber alguns detalhes sobre os bastidores do clássico de Orson Welles. 

Mank é um filme sobre a política em Hollywood e os argumentos dos críticos que já duram décadas. O filme conta com inúmeras referências a brigas da vida real e alianças políticas que formaram Hollywood nas primeiras décadas. 

Oscar 2021 divulga lista de pré-indicados

O filme conta a história de um roteirista que percebe que o negócio no qual ele se envolveu é pervertido por pessoas poderosas, com agendas próprias. Ele, Herman J. Mankiewicz (apelidado de Mank), decide se vingar ao fazer um filme sobre o poderoso magnata da mídia, William Randolph Hearst, que já considerou como seu amigo. O filme é justamente Cidadão Kane.

Mank ainda lida com a questão sobre quem é o verdadeiro responsável por Cidadão Kane: Mankiewicz ou Orson Welles – tal questão é discutida até hoje por críticos e historiadores. Oficialmente, Mankiewicz é creditado como co-roteirista, enquanto Orson Welles é co-roteirista, diretor, produtor e ator.

Oscar 2021 já tem pré-indicações na categoria Melhor Filme

O filme de David Fincher certamente tende para o lado de Mank, como já deixa claro o título. De fato, ninguém questiona o envolvimento do roteirista na obra e sim o quanto da sua maestria é fruto do trabalho de Mankiewicz. O longa-metragem da Netflix, contudo, preocupa-se mais na relação do roteirista com William Randolph Hearst, do que resolver esse eterno debate. 

Minari

Inspirado na vida do diretor do filme, Lee Isaac Chung, filho de imigrantes, o filme segue a história de uma família sul-coreana que se muda para o Arkansas, nos Estados Unidos. Jacob (Steven Yeun) compra uma fazenda com esperanças de trazer uma vida melhor à esposa, os filhos e a mãe, mas logo percebe que a ideia do famoso sonho americano, tão difundido pelo país, não é fácil como soa e acaba se deparando com obstáculos que podem prejudicar a família.

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 Com dificuldades para se adaptar ao novo ambiente e rotina, David (Alam S. Kim), um menino coreano de apenas sete anos, vive dias extremamente monótonos. Porém, tudo muda com a chegada de sua avó. 

Ao mesmo tempo, Jacob precisa enfrentar a dura realidade de construir uma fazenda em solos inexplorados. A complexa decisão acaba colocando seu casamento, finanças e família em risco.

Nomadland

Dirigido por Chloé Zhao, Nomandland, baseado no livro homônimo de Jessica Bruder, é um relato abrangente de nômades contemporâneos do pós-recessão. A narrativa acompanha a personagem enquanto ela conduz a vida na estrada, trabalhando em vários empregos, encontrando e fazendo amizade com outros nômades e se ajustando ao seu "novo normal".

O filme acompanha Fern, que aos 61 anos decide cair na estrada após um colapso econômico em Nevada, nos Estados Unidos. A ideia é explorar uma vida longe dos padrões norte-americanos como uma nômade nos tempos modernos. Para isso, o longa conta com nômades da vida real: Linda May, Swankie e Bob Wells.

Apesar de não ser uma história real, o filme é inspirado em fatos reais. Enquanto pesquisava o livro, Bruder passou anos seguindo nômades. A autora passou meses morando em uma van de segunda mão, que ela batizou de “Halen”, em um esforço para entender melhor seus assuntos.

Bela Vingança

Bela Vingança é um filme que consegue embrulhar o estômago do espectador muito mais do que 99% dos filmes de terror com tripas voando ou o sadismo de um Eli Roth. Esta mistura de comédia, drama e terror dirigida e roteirizada por Emerald Fennell apresenta um olhar clínico sobre as nojentas estruturas machistas da sociedade e os efeitos devastadores para as suas vítimas. 

O filme acompanha a história de Cassandra Thomas (Carey Mulligan), ex-estudante de medicina e funcionária de uma cafeteria. Assombrada por um acontecimento da época da faculdade ocorrido com uma amiga, todas as noites, após o trabalho, ela costuma ir a boates para dar uma lição em homens que se acham bonzinhos demais, mas não perdem a oportunidade de tentar se aproveitar de mulheres bêbadas e inconscientes.

Fingindo estar bêbada, ela se deixa levar pelo primeiro que aparece para ‘salvá-la’. Sempre com segundas intenções, os rapazes se vêem surpreendidos e assustados ao descobrirem a ‘pegadinha’. A situação muda quando Cassandra reencontra Ryan (Bo Burnham), um ex-colega da faculdade que tem um antigo crush por ela. 

O som do silêncio

Em seu primeiro longa-metragem, o diretor Darius Marder propõe uma imersão no mundo do silêncio e a interpretação dele. O protagonista da história é Ruben (Riz Ahmed), um baterista que, aos poucos, percebe que está perdendo a audição. Ele tem um relacionamento duradouro com Lou (Olivia Cooke), vocalista e guitarrista de uma banda de metal. Os dois moram em um trailer e viajam pelo país realizando shows esporádicos para um público pequeno. Percebendo que os sons estão cada vez mais baixos e abafados, ele busca um atendimento médico e recebe a notícia de que perdeu cerca de 80% da audição e que a tendência é piorar.

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Antes disso, o filme destaca detalhes auditivos que passam despercebidos em meio ao dia a dia, como o barulho do liquidificador, o pingo do café na máquina e a respiração ofegante ao fazer os exercícios. No dia seguinte, os barulhos de antes não reproduzem mais som. Com isso, Lou convence Ruben a ir para uma comunidade de surdos onde conhece Joe (Paul Raci), o líder local que perdeu a audição no Vietnã e que é responsável pela integração de cada novo membro. Entretanto, o baterista precisa ultrapassar uma barreira: terá que aprender a lidar com a surdez e não a corrigi-la. Cria do metal e de um mundo barulhento, ele precisa compactar toda essa energia para se comunicar apenas com gestos e expressões para enfim saber o que será da sua vida.

Os 7 de Chicago

Os 7 de Chicago, de Aaron Sorkin, produzido pela Netflix, conta a história de oito ativistas durante um julgamento em 1969, após serem acusados de incitar uma rebelião no ano anterior. Concentra-se em assuntos da época, como a Guerra do Vietnã e o movimento estudantil, e reflete sobre questões como racismo e direitos humanos.

Após participarem de um dos protestos mais violentos dos EUA, Abbie Hoffman (Sacha Baron Cohen,) Tom Hayden (Eddie Redmayne,) Jerry Rubin (Jeremy Strong,) Bobby Seale (Yahya Abdul-Mateen II,) John Froines (Daniel Flaherty,) Rennie Davis (Alex Sharp,) David Dellinger (John Carroll Linch) e Lee Weiner (Noah Robbins) foram acusados de incitar uma rebelião e viveram um dos mais famosos julgamentos políticos do país. A história é baseada em fatos históricos.

O filme causa repulsa e um dos culpados por isso é o juiz Julius Hoffman (Frank Langella), responsável pelo caso e considerado "incapaz" de julgar: parece fazer tudo ao seu alcance para os oito homens serem injustamente condenados. O papel evidencia discussão sobre justiça e preconceito no longa. 

O estresse da trama sobe à cabeça dos personagens e causa, inclusive, uma briga interna entre Abbie Hoffman e Tom Hayden. O filme, no entanto, é muito sensível e pode causar gatilhos: violência policial e racial entrelaçam o roteiro da obra.