Notícias às 06:00

Príncipe Charles faz discurso emocionante aos muçulmanos

Reprodução/Instagram

O príncipe Charles disse em sua mensagem para a comunidade de muçulmanos do Reino Unido, para marcar o fim do Ramadã, que está 'profundamente entristecido' com o impacto da pandemia do coronavírus no mundo. 

O herdeiro do trono, de 72 anos, refletiu sobre como a 'situação trágica' fez com que tantas famílias perdessem seus entes queridos e reconheceu a recente morte de seu pai, o príncipe Philip – que faleceu com 99 anos no mês passado – quando falou sobre como é difícil é ter um 'lugar vazio na [mesa] de jantar'. 

"Eu sei que o último ano foi profundamente desafiador para todos nós, e estou muito ciente do impacto da pandemia na comunidade muçulmana. Este ano, muitas famílias, como a minha, terão uma cadeira vazia em sua mesa de jantar e os amigos não poderão mais compartilhar o abraço de celebração após as orações do Eid (fim do jejum). Só posso dizer o quanto estou profundamente triste por esta situação trágica e como meu coração está com todos aqueles que perderam seus entes queridos”, disse. 

Na mensagem, que foi transmitida como parte de um Iftar (comida noturna durante o Ramadã) virtual organizado pela The Mosaic Initiative – que faz parte de sua própria instituição de caridade para jovens, The Prince's Trust – e da Naz Legacy Foundation, ele disse: “Fiquei profundamente com o coração partido pela trágica história de Ismail Mohamed Abdulwahab, um garoto de 13 anos anteriormente saudável, que faleceu sem o conforto de ter sua família ao seu lado. Cada luto, seja qual for a causa, é ainda mais difícil para as famílias pelas atuais restrições aos funerais. Posso entender muito bem como isso deve ser agonizante para as pessoas afetadas e sei que seu enorme sentimento de luto será compartilhado por inúmeras outras pessoas – inclusive eu. Nessas circunstâncias terrivelmente desafiadoras, minha esposa e eu só podemos oferecer a vocês todos os nossos desejos mais amáveis ​​e especiais e enfatizar o quão grandemente a contribuição dos muçulmanos para a vida do Reino Unido é apreciada e valorizada.” 

Ele continuou: "Muitos muçulmanos britânicos, é claro, passarão este Ramadã na linha de frente da crise da Covid, trabalhando em nossos hospitais ou em outras funções importantes. O mais trágico é que sei que vários médicos e enfermeiras altamente experientes e valiosos da comunidade muçulmana perderam a vida devido a esse vírus pernicioso. Às suas famílias e colegas, só posso transmitir a minha solidariedade mais profunda possível; e a todos na linha de frente, de qualquer religião, ofereço minha profunda admiração e sincera gratidão por tudo que estão fazendo por todos nós." 

Avô distante

O jornal Daily Mail, da Inglaterra, revelou que o Príncipe Charles, só viu seu neto Archie Harrison, filho do Príncipe Harry e Meghan Markle, somente em suas ocasiões desde que o bebê nasceu em maio de 2019. 

Uma fonte contou ao diário que isso pode afetar os laços familiares futuros. 

“A verdade é que o Príncipe de Gales mal viu seu neto duas vezes desde que nasceu (…) e Archie provavelmente só viu seus primos de Cambridge, Príncipe George, Princesa Charlotte, e Príncipe Louis uma vez.", revelou. 

“Na verdade, cada membro da família de Harry pode facilmente contar com uma mão o número de vezes que viram Archie depois que ele nasceu e antes de a família deixar o Reino Unido. É uma situação muito triste”, afirmou o informante. 

A fonte acrescentou que a pandemia tampouco ajudou o convívio de Archie e os primos, e seu avô, mas também sua mudança, primeiro para o Canadá e logo para Los Angeles, também não ajudou. 

A distância literal colocada entre a família após a saída dos duques como membros-seniors da família real sem dúvidas contribuiu para as tensões atuais, mas isso não impediu a realeza de desejar o melhor a Archie, mesmo de longe. 

Não se sabe se alguma vídeo-chamada foi feita para que Archie visse seus familiares.