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Rebeca Andrade representa o Brasil na cerimônia de encerramento em Tóquio

Foto: Miriam Jeske/ COB

Acabou! Depois de 17 dias de disputas nas arenas de Tóquio, no Japão, a chama olímpica foi apagada, marcando o fim dos Jogos Olímpicos de Tóquio. Um marco esportivo, por ter sido realizada em plena pandemia do coronavírus. Com o lema “Mundos que Compartilhamos”, a cerimônia destacou a união, a diversidade e a inclusão com a proximidade dos Jogos Paralímpicos de Tóquio, que começam no dia 24 de agosto.

O encerramento teve o tradicional desfile das delegações que disputaram as Olimpíadas, mas com um número de participantes menor do que na abertura. O evento marcou ainda a passagem de bastão de Tóquio para Paris, responsável por sediar os Jogos Olímpicos de 2024. A governadora de Tóquio, Yuriko Koike, entregou a bandeira do COI para Thomas Bach, presidente do COI, que passou o pavilhão para Anne Hidalgo, prefeita de Paris, como uma simbólica passagem de bastão.

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Por causa da pandemia do coronavírus, o Japão teve de reduzir os custos das cerimônias de abertura e encerramento. Ainda assim, a festa deste domingo foi marcada por um show de luzes na formação dos aros olímpicos, simbolizando a energia de todos os torcedores que não puderam estar nas arquibancadas.

SONHO DE PORTA-BANDEIRA

A música japonesa foi predominante na cerimônia e, como é de costume na Cerimônia de Encerramento, todos as bandeiras dos países entraram juntas no Estádio Olímpico. A ginasta campeã olímpica Rebeca Andrade foi a porta-bandeira do Brasil. Por causa da pandemia do coronavírus, 63 das 206 delegações não enviaram representantes, e suas bandeiras foram carregadas por voluntários. Assim como aconteceu no desfile do cerimônia de abertura, os países entraram em ordem determinada pelo alfabeto japonês. O Brasil foi a 151ª delegação a desfilar neste domingo, 08 de agosto.

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Com a prata no individual geral e o ouro no salto, Rebeca tornou-se a primeira ginasta brasileira a conquistar uma medalha olímpica na história. Além disso, a medalhista de ouro e prata também sagrou-se a primeira mulher do país a ganhar duas medalhas em uma única edição dos Jogos.

Vale lembrar que na cerimônia de abertura, apenas quatro brasileiros desfilaram. A judoca Ketleyn Quadros e o levantador Bruninho, do vôlei, foram os porta-bandeiras.

Eu estou muito feliz, me sinto muito honrada porque diante de tantos atletas eu fui a escolhida. Realmente está sendo uma honra estar aqui, não tem outra palavra para dizer. É um sonho!”, disse Rebeca Andrade.

Completaram a delegação brasileira a médica Ana Corte, o vice-chefe de missão Sebastian Pereira e Bira, funcionário mais antigo do COB.

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