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Sander, ex-Twister, reaparece totalmente diferente

Manuela Scarpa/Foto Rio News

O espetáculo Totatiando, de Zélia Duncan, que aconteceu na última terça-feira (11), contou com vários famosos na plateia, mas quem chamou a atenção ao reaparecer bem mais magro e com visual diferente, foi o cantor e músico Sander Mecca. O ex-integrante do grupo Twister, que foi um fenômeno nos anos 2000, ficou preso por quase 2 anos, acusado de tráfico de drogas.

Para quem não se lembra, aos 19 anos, Sander, que hoje tem 31, foi preso por portar dez comprimidos de LSD e dez de ecstasy. Após a prisão, teve de sobreviver em um presídio de São Paulo por um ano e nove meses. Através de um livro, Sander Mecca falou sobre a cadeia e a superação das drogas.

O cantor viu de perto o antes e depois da fama. Fez sucesso com a boyband, mas viu a vida mudar da noite para o dia. De artista frequente em programas de televisão, mudou sua rotina para a solidão de uma cela.

Essas e outras histórias do ex-cantor podem ser conferidas no livro "Inferno Amarelo", lançado em parceria com a Fundação Juscelino Kubitscheck, e faz parte do projeto Fala Sério, que tem como objetivo promover o enfrentamento das drogas por meio de debates e palestras com jovens, a partir de uma linguagem que seja próximo da realidade do público infanto-juvenil. A divulgação do livro tem sido feita até então, de forma independente, pelo próprio artista.

Em uma das citações do livro, Sander disse: "É engraçado como aqui na cadeia passamos a dar valor a coisas tão pequenas que, se muitas vezes parecem coisas inúteis quando estamos na rua, aqui se tornam dádivas".

Na obra, Sander descreve como é a vida na cadeia, as gírias, os códigos de conduta e o mundo paralelo que é o Sistema Penitenciário Brasileiro, vendo de perto o horror e as barbaridades disfarçadas de regras de convivência entre os prisioneiros. 

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