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Tomie Ohtake recebe homenagem do Google. Saiba quem era ela

Tomie Ohtake sorrindo, com a mão no pescoço
Tomie Ohtake sorrindo, com a mão no pescoço

Nesta terça-feira, 21 de novembro, Tomie Ohtake completaria 110 anos, se estivesse viva. E para homenagear a artista nipo- brasileira, mais conhecida por suas elaboradas pinturas abstratas usando cores primárias, o Google a reverencia através do Doodle.

Tomie era considerada um dos maiores expoentes das artes plásticas no Brasil. Ela morreu aos 101 anos de idade, em decorrência de uma parada cardíaca, depois de ficar internada no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, devido a uma pneumonia.

Nascida no dia 21 de novembro de 1913 em Kyoto, Japão, Tomie Nakakubo veio ao Brasil em 1936 para visitar seu irmão durante alguns meses, porém, no período em que estava em terras brasileiras, estourou na Ásia a Segunda Guerra Sino-Japonesa.

Impedida de retornar, Tomie permaneceu no Brasil, onde se casaria com o agrônomo japonês Ushio Ohtake. Em janeiro de 1938 nasce, no bairro da Mooca, Ruy Ohtake, primeiro filho da artista.

Arte do Google em homenagem a Tomie Ohtake
Reprodução/ Google

A carreira

Tomie só começou a pintar profissionalmente quando tinha 40 anos, após ter criado os dois filhos, os arquitetos Ruy e Ricardo. Naturalizou-se brasileira quando tinha 55 anos e se tornou um dos maiores nomes da arte abstrata no país.

Vivia imersa em sua arte: na casa-ateliê de aspecto modernista onde morava, projetada pelo filho Ruy no bairro Campo Belo, em São Paulo, ela mandara instalar uma cama, de solteiro, ao lado das telas para poder vê-las já quando acordava.

Suas obras destacam referências do concretismo, com um “rigor tipicamente japonês, em especial na forma como constrói as estruturas e linhas dos quadros.”

Amor pelo Brasil

Mestre na exploração de formas e cores num estilo abstracionista livre, em que tanto a geometria quanto a natureza se prestavam como referências, a artista japonesa amava o Brasil

Ela contava que havia se apaixonado pelo país no momento em que desembarcou no porto de Santos, aos 23 anos, quando viera visitar um irmão.

“Brasil tem sol muito claro. Quando saí do navio, olhei para o céu e senti cheiro de amarelo. Ali, gostei do Brasil”, disse, em entrevista.

Mesmo vivendo por anos em São Paulo, a artista plástica jamais perdeu o forte sotaque japonês.

Tomie, que também fazia gravuras e esculturas, continuou trabalhando até o fim da vida. Estava usando poucas cores nas telas mais recentes, destacando o branco, o vermelho, o azul e algum amarelo, e criando jogos de luz e sombra.

Desde novembro de 2001, o Instituto Tomie Ohtake, presidido por seu filho Ricardo, presta, com seu nome, um tributo à grande artista.

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