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Tóquio 2020: Fadinha lacrando, samba e procura pelo pikachu, veja o resumo!

Olimpiada de toquio

Reprodução/Instagram

Sexta-feira, 23 de julho. Começou! Oficialmente, ok, porque desde quarta-feira, dia 21, já tivemos jogo de estreia da seleção de futebol feminino do Brasil, com goleada de 5 x 0 na seleção chinesa. Mas nesta sexta-feira, 23 de julho o mundo se voltou para a abertura dos Jogos Olímpicos de Tóquio. Marcada pela diversidade de gêneros e tendo a tradição japonesa como destaque, a festa cobriu o céu da capital japonesa com o voo de 1.824 drones com luzes azuis e brancas sobre o Estádio Nacional.

Com uma sincronia incrível, eles formaram a marca do evento e o globo terrestre. Um coral de crianças cantando a música “Imagine”, de John Lennon, acompanhado por cantores famosos de todo o mundo, que apareceram em um telão no estádio, também arrasou! Vamos ao resumão do dia:

PRETA JAPONESA? TEM!

Na Vila Olímpica, há 49% de mulheres. Nunca houve tanta igualdade de gênero. Na cerimônia de abertura, casais porta-bandeiras marcam o feito. E foi a tenista Naomi Osaka, uma “negra japonesa”, a responsável por acender a tocha olímpica.

A jovem de 23 anos é uma das atletas mais populares do país-sede das Olimpíadas. Sua mãe é japonesa e o pai é haitiano. Naomi nasceu no Japão, mas migrou para os Estados Unidos aos 03 anos, onde vive até hoje. Naomi representou seu país de origem e acendeu a pira olímpica, tornando-se a primeira tenista a protagonizar o simbólico ato da cerimônia de abertura.

Ativista de questões raciais, dentro e fora das quadras, Naomi foi capa da revista Vogue Hong Kong, neste mês de julho, lançou um documentário na Netflix e ganhou até uma boneca Barbie. Qualquer semelhança com a modelo Naomi Campebell não seria mera coincidência, porque a bonita lacra igual!  

SAMBA E CHINELOS

Seguindo a ordem do alfabeto japonês, o Brasil foi o 151º país a entrar no estádio. Conforme OFuxico antecipou, apenas quatro pessoas compuseram a delegação: o levantador de vôlei Bruninho e a judoca Ketleyn Quadros, além do chefe de missão da delegação, Marco La Porta, e por mais um oficial administrativo.

Descontraídos, de chinelos, bem “a cara do Brasil”, Bruninho e Katleyn estavam visivelmente emocionados. O levantador de vôlei ensaiou uns passos de samba, como se fosse um mestre-sala. Mais cedo, os brasileiros que ficaram de fora da cerimônia improvisaram um desfile na Vila Olímpica.  

FADINHA ZERA O GAME

Rayssa Leal, de 13 anos, a mais jovem atleta olímpica da equipe brasileira, treinava na arena de skate quando percebeu que o maior nome do skatismo mundial a observava e registrava imagens. Era a lenda Tony Hawk. Para quem não acompanha o esporte, vamos a uma comparação bem acessível: é como se um recém-nascido saísse da maternidade já com selo de verificação no Instagram. Exagero? Juro que não!

“Olha quem me filmou! Zerei o game, esquece!”, comemorou a Fadinha. “Tio Toninho me filmou”, brincou.

COVID-19 EM TÓQUIO

O Comitê Organizador da Tóquio 2020 revelou mais 19 casos de Covid-19 na madrugada desta sexta-feira, dia 23 de julho. O número de infectados chega a 110 entre competidores, staffs e representantes da mídia. As últimas 24h contabilizaram o maior número de casos até o momento.

Entre os novos infectados estão três atletas, três empreiteiros japoneses, 10 pessoas vinculadas às organizações dos Jogos e três representantes da mídia.

A VOLTA DOS QUE NÃO FORAM

Na quinta-feira, dia 22de julho, a equipe da Guiné – formada por apenas cinco atletas – avisou formalmente que estava fora dos Jogos Olímpicos, por medo da Covod-19. No desfile, o país foi representado por uma voluntária. Contudo, a decisão não durou nem 24 horas. O país africano voltou atrás ao “receber garantias” do Comitê Olímpico Internacional (COI) e a delegação vai para o Japão. Jornalistas do país da África Ocidental acusaram, porém, que a medida vinha por problemas financeiros e não havia nenhuma relação com o medo da pandemia.

JAPONESES P. DA VIDA

Está tudo muito bem na Vila Olímpica e tal, mas do lado de fora, como estamos tratando de Japão e não de Brasil, o tamagoshi tá pegando! Centenas de manifestantes contrários à realização das Olimpíadas por conta da pandemia se reuniram no entorno do Estádio Olímpico de Tóquio, onde aconteceu a abertura oficial dos Jogos, e entraram em confronto com a polícia local.

E tem outra revolta rolando: Segundo a Reuters, mais de 150 atletas, acadêmicos e advogados se reuniram em abaixo assinado contra a Regra 50, que proibia manifestações políticas em pódio, local de jogos e cerimônias oficiais.

Manifestantes foram à sede do governo metropolitano com faixas, cartazes e grito de guerra.

“Vá pro inferno, COI!”, diziam.

CADÊ O PIKACHU?

Após três horas de cerimônia de abertura, os internautas questionaram algumas ausências não citadas até então. Já sabíamos que não haveria público e tal. Mas ninguém avisou que ícones japoneses como Pokémon, Jaspion, Godzilla, Super Mario e outros ficariam fora da festa.

DORME NÃO!

Na madrugada desta sexta, 23, para sábado, 24 de julho, às 3h30, de Brasília, temos chance de pódio na disputa masculina da pistola de ar 10m. A competição terá a participação de Felipe Wu, que na Rio-2016 ficou com a prata e foi o primeiro do país a compor o quadro de medalhas.

Antes, à 1h50, horário de Brasília, será a vez do levantamento de peso feminino na categoria até 49kg.  Principal nome do Brasil na modalidade, Nathasha Rosa conseguiu de última hora a liberação para participar dos Jogos após ter sido suspensa por doping.

A partir das 05h horário de Brasília, teremos judô. O brasileiro Eric Takabatake está na lista de nomes que podem surpreender.