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Tóquio 2020: Ketleyn Quadros é eliminada na repescagem

Foto: CBJ

Não deu para Ketleyn Quadros. A judoca que foi porta-bandeira ao lado de Bruninho, do vôlei, na abertura dos Jogos Olímpicos, perdeu na repescagem da disputa por até 63 kg. Derrotada nas quartas de final, a brasileira tinha mais uma chance de disputar o bronze, mas foi imobilizada pela holandesa Juul Franssen, que a venceu por ippon (golpe perfeito).

Ketleyn começou mais ofensiva no combate, partindo para cima. Punida, Franssen teve que ser mais ousada. A holandesa conseguiu imobilizar Ketleyn por 20 segundos, resultado que transformou o waza-ari em ippon e na vitória para Franssen.

Ketleyn foi a primeira brasileira a ganhar uma medalha olímpica em provas individuais. Em Tóquio, ela venceu por W.O. a Gankhaich Bold, da Mongólia, pelas oitavas de final da categoria até 63kg do judô feminino.

Nas quartas de final, enfrentou a canadense Catherine Beauchemin-Pinard e as chegaram a ser punidas com um shidô. A brasileira não resistiu a pressão da canadense e na reta final do duelo, já demonstrando cansaço, a representante do Brasil sofreu um ippon e acabou derrotada.

ESTREIA COM W.O

Em sua estreia nas Olimpíadas de Tóquio, Ketleyn Quadros teve uma ótima atuação no tatame e venceu Gankhaich Bold, da Mongólia, com W.O. ((sigla da palavra em inglês “walkover”, que significa “vitória fácil”) pelas oitavas de final da categoria até 63kg do judô feminino.

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O começo da luta ficou marcado por muita análise de ambos os lados. Em dado momento, as duas foram punidas com um shidô. Porém, do meio para o fim, a brasileira começou a impor pressão e garantiu um ponto após um wazari. Aproveitando o bom momento, Ketleyn anotou mais um wazari e conseguiu o ippon que garantiu sua vitória.

Vale destacar que Ketleyn Quadros não precisou lutar a primeira rodada, pois sua adversária na primeira luta, Ceglia David, de Honduras, não aparecer para a luta na categoria até 57kg. A brasileira, por convenção, teve que subir o tatame para ser condecorada.

AMOR DE MÃE

Em toda a sua trajetória em Tóquio, Ketleyn Quadros teve o apoio irrestrito da família. A mãe da atleta pendurou uma faixa na porta da casa da avó da judoca, em Ceilândia, Brasília, homenageando Ketleyn.

“Minha filha Ketleyn Quadros está nas Olimpíadas de Tokyo”, diz a faixa.

Rosemary de Oliveira Lima, a mãe da atleta, contou que essa é uma prática que a família faz desde 2008, quando Ketleyn foi para Pequim.

A judoca de 33 anos foi a primeira brasileira a conquistar uma medalha olímpica por um esporte individual, com o bronze em Pequim-2008. A princípio, ela trabalhava com a expectativa de disputar os Jogos de Londres-2012, mas acabou conquistando a vaga quatro anos antes após a lesão de uma colega, Danielle Zangrando.

JUDÔ COLECIONA MEDALHAS

O judô é a modalidade que mais trouxe medalhas para o Brasil na história das Olimpíadas. São 23, quatro ouros, três pratas e 16 bronze, o último desses bronzes conquistado por Daniel Cargnin no último domingo, 25de julho.

Ketleyn chegou aos Jogos de Tóquio como cabeça de chave número 5 da competição, ou seja, na teoria, fugiu das principais rivais nas primeiras rodadas.

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