Novelas às 17:30

Relembre as emoções de ‘Paraíso Tropical’, trama que consagrou Camila Pitanga

Wagner Moura e Camila Pitanga foram os protagonistas na trama (Foto: TV Globo)

Wagner Moura e Camila Pitanga protagonizaram cenas inesquecíveis na trama (Foto: TV Globo)

Quando estreou na Globo, em março de 2007, “Paraíso Tropical” teve a pior audiência daquela década, amargando módicos 41 pontos. O que nos dias atuais poderia ser um sucesso arrebatador, na época era o caos. De volta no Canal Viva, desde a noite de segunda-feira, dia 5 de julho, a novela de Gilberto Braga e Ricardo Linhares, voltou às rodinhas virtuais de conversa, destacando as tramas desenvolvidas em Copacabana, bairro da Zona Sul do Rio de Janeiro.

Prometendo manter ou até superar os bons números registrados com a antecessora, “A Viagem” – novela que deixou o canal em primeiro lugar de audiência na TV paga – a trama que deu um enorme impulso à carreira de Camila Pitanga é cercada de bons momentos e curiosidades. Vamos lembrar alguns deles?

A trama central

Sob direção de Dennis Carvalho, a história é ambientada no bairro de Copacabana, o mais conhecido e tradicional da Zona Sul do Rio de Janeiro. A história tem como pano de fundo os conflitos empresariais do Grupo Cavalcanti, do poderoso empresário Antenor Cavalcanti (Tony Ramos), que tem, entre seus principais negócios, o requintado Hotel Duvivier, em Copacabana. Sem herdeiros, ele tem em seu honesto e trabalhador afilhado Daniel (Fabio Assunção) e em seu “sobrinho distante” Olavo (Wagner Moura), homem invejoso e sem escrúpulos, os principais candidatos para sucedê-lo no comando do grupo.

Daniel é o diretor-executivo do grupo. Apesar de ser o preferido de Antenor para assumir a empresa, tem como maior sonho comprar um hotel fora do Rio de Janeiro e encontrar a mulher com quem sempre sonhou para poder casar e ter filhos. Ele vai até a Bahia fechar a compra de um terreno para a construção de um resort e lá se encanta por Paula (Alessandra Negrini), filha de uma cafetina que gerencia uma pousada. Eles se apaixonam perdidamente e planejam viver juntos, mas uma armação de Olavo, que se alia à prostituta Bebel (Camila Pitanga), faz com que eles se separem.

Quando a mãe de Paula morre, a jovem descobre que tem um avô no Rio de Janeiro e parte em busca de suas origens. Está tudo muito bem, até que ela descobre que tem uma irmã gêmea, Taís (Alessandra Negrini). Enquanto Paula faz de tudo para subir na vida, Taís é humilde e batalhadora.

Olavo ( Wagner Moura ), Antenor (Tony Ramos) e Daniel (Fábio Assunção) Foto: (TV Globo)

Dores e amores

O fato de ser ambientada em Copacabana não é por acaso. É na babel do bairro-símbolo do Rio de Janeiro, famoso também por suas contradições, que acontecem histórias de amor.

Antenor vive um casamento falido com Ana Luísa (Renée de Vielmond), e trai a mulher com Fabiana (Maria Fernanda Cândido), a advogada do Grupo Cavalcanti. Antes frio com as mulheres, o empresário tem a vida transformada ao se envolver com a simples Lúcia (Gloria Pires).

Mas nenhum romance pegou mais fogo e rendeu os mais diversos assuntos do que o de Olavo e Bebel. Primeiramente eles se tornam apenas parceiros de trapaça. Mas aos poucos a paixão chega e a prostituta se transforma.

Copamar

Em Copacabana também que está localizado o Edifício Copamar, um prédio de dois blocos, com apartamentos de diversos tamanhos, que reúne várias famílias de classe média e, principalmente, todo tipo de história.

O bordel

Além das praias paradisíacas e das piscinas dos resorts, Marapuã tem a vida noturna agitada. Restaurantes e bares ficam lotados de adultos procurando diversão mais apimentada. Um dos pontos mais buscados pelos turistas é um bordel também frequentado por Osvaldo (Otávio Augusto), dono do hotel que está à venda para o Grupo Cavalcanti. Mulherengo e farrista, ele tem uma antiga relação de camaradagem com Amélia (Susana Vieira), proprietária do bordel, que fica localizado num terreno pertencente ao hotel que Daniel foi negociar.

Ela passa mal ao saber da possibilidade de perder seu estabelecimento. Valderez (Ana Cecília), a mais próxima da proprietária da casa, resolve ir até Pedra Bonita, cidade a meia hora de Marapuã, avisar Paula (Alessandra Negrini), única filha de Amélia, sobre o ocorrido. Gerente de uma pousada, Paula convida a mãe para morar com ela, mas Amélia não cogita a possibilidade de se aposentar, muito menos abandonar suas meninas.

Astuta e sonsa, Bebel (Camila Pitanga), que também trabalha no bordel, a convence a oferecer a Daniel o mesmo trato que tinha com o ex-dono do resort.

Susana Vieira era a Amélia, dona do bordel na Bahia (Foto: TV Globo)

O golpe

Quando Daniel está prestes a voltar para o Rio de Janeiro, Olavo manda Jáder (Chico Diaz) arrumar com uma moça menor de idade, um fotógrafo e equipamentos de gravação para registrar todas as conversas. Chegam, então, à Bahia, Telma (Isis Valverde) e Vítor (Geraldo Peninha). Orientada por Jáder, ela se insinua para o diretor-executivo que, ocupado, não percebe a maldade da moça, muito menos que está sendo fotografado.

Daniel, que a essa altura consola Paula e reforça o pedido de casamento e o convite para morarem juntos no Rio de Janeiro, é preso sem muitas explicações. Sem ter ideia do que está acontecendo, reage, mas é levado algemado para a delegacia, onde descobre que foi detido por aliciar uma menor.

Com a ajuda de Bebel, Jáder orienta sua cúmplice a abordar Paula no aeroporto – local marcado para encontrar Daniel – e aproveitar suas fraquezas para convencê-la a viajar para outro lugar, o que acontece logo que a filha de Amélia recebe uma ligação com a voz de Daniel mandando que ela suma da vida dele.

Daniel e Paula planejavam voltar para o Rio de Janeiro para viverem felizes para sempre

Curiosidades

Escolher a protagonista de “Paraíso Tropical” foi uma saga. Os autores queriam Cláudia Abreu na pele das gêmeas Liz e Liza. A atriz aceitou, mas logo descobriu que estava grávida. A opção seguinte foi Letícia Sabatella, mas ela estava com um papel fixo na trama antecessora, “Páginas da Vida” (2006).

Foi de Ricardo Linhares a sugestão de Alessandra Negrini, com quem ele havia trabalhado em sua novela “Meu Bem-Querer” (1998), para assumir as duas personagens, a essa altura já rebatizadas de Paula e Taís.

Não, obrigada!

O autor Gilberto Braga queria Mariana Ximenes para dar vida a prostituta Bebel. Na época ela estava emendando uma novela na outra e recusou. Sorte de Camila Pitanga! O novelista sonhava também em ter Selton Mello como o vilão Olavo, mas o ator preferiu fazer cinema e deixou a vaga para Wagner Moura.

Juliana Silveira foi convidada para fazer uma participação especial na trama, na pele da prostituta Telma. Mas ela achou que ia pegar mal, uma vez que ainda estava no rastro do sucesso da protagonista infantil Floribella, da novela homônima exibida na Band. Ísis Valverde assumiu a personagem.

Joana Fomm chegou a gravar várias cenas na pele de Marion Novaes, mas deixou a trama por motivos de saúde, antes da estreia. Foi substituída por Vera Holtz, que teve que regravar todas as cenas.

Crossover 

Personagem vivida pela saudosa Carmem Verônica em 2005, na novela “Belíssima”, a tresloucada Mary Montilla voltou em “Paraíso Tropical”. Ela participou de apenas dois capítulos da trama posterior, aparecendo como uma amiga do casal Belisário (Hugo Carvana) e Virgínia (Yoná Magalhães).

Carmem Verônica vivia a Mary Montilla (Foto: TV Globo)

Título provisório

A novela ia se chamar “Copacabana”, em alusão ao bairro onde se passa grande parte da história. O nome mudou, mas abertura foi embalada pelo tema “Sábado em Copacabana”, de Maria Bethânia.