Polêmica às 11:10

Djokovic tem visto cancelado novamente e corre risco de deportação

Novak Djokovic em foto, sorrindo
Reprodução/Instagram/@djokernole

O governo australiano cancelou pela segunda vez o visto do Novak Djokovic nesta sexta-feira, 14 de janeiro. O ministro da Imigração da Austrália, Alex Hawke, revogou o documento depois da decisão da Justiça Federal anular um cancelamento anterior.

Foi emitido um comunicado no qual o ministro diz que tomou a decisão após uma minuciosa análise de informações dadas pelo departamento de relações internas e a Força de Fronteiras da Austrália (ABF).

“Hoje exerço meu poder através da seção 133C(3) do Ato Migratório de cancelar o visto possuído pelo Sr. Novak Djokovic por motivos de saúde e boa ordem pública, baseado naquilo que é de interesse público. O governo [Scott] Morrison está firmemente comprometido em proteger as fronteiras australianas, e em particular em relação a Covid-19”, sentenciou ele.

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Além disse, Hawke determinou que o tenista não terá garantida a emissão de um novo visto de entrada na Austrália pelos próximos três anos, salvo circunstâncias que afetem diretamente os interesses do país. Outro ponto tratado no veredito foram os “muitos sacrifícios” feitos por todo o povo australiano durante a pandemia.

“A pandemia tem sido incrivelmente difícil para todo australiano, mas temos de permanecer juntos e salvar nossas vidas e meios de subsistências. Nossos fortes policiais de fronteira têm de manter os australianos seguros, pré-Covid e agora, durante a pandemia.”

Sendo assim, os advogados de Djokovic voltaram a recorrer à Justiça para evitar a deportação do sérvio. A audiência extraordinária deve ocorrer em breve para que haja chances da participação dele no “Grand Slam da Austrália” e tente garantir seus décimo título.

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ENTENDA O CASO

Sem estar vacinado contra o coronavírus, Novak Djokovic tentou entrar na Austrália, mais precisamente em Melbourne, no dia 6 de janeiro, por meio de uma exceção médica para sua não-vacinação expedida pelo governo da Victoria, estado onde fica a cidade e é disputado o “Australian Open”. A exceção do tenista foi concedida após ter contraído a Covid-19, de acordo com documentos e exames da autoridade de saúde da Sérvia, em 16 de dezembro de 2021.

Contudo, oficiais da fronteira disseram que ele “não forneceu evidências apropriadas” para receber isenção da vacinação. A exceção clínica é válida para Victoria, mas não para o governo federal australiano, que é responsável pelo controle de fronteiras e imigração.

Dessa forma, Djokovic passou a madrugada do dia 7 de janeiro sendo interrogado pelas autoridades migratórias da Austrália. Foi retirado do grupo de viagem (sua equipe técnica) e chegou a ficar três horas incomunicável, sem celular, enquanto as autoridades procediam com as validações da documentação.

Naquela madrugada, o estado de Victoria foi acionada para garantir e assinar a exceção do tenista, porém se recusou. Djokovic teve seu visto cancelado e foi para a custódia aguardar deportação.

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O tenista acionou seus advogados no país, o que o levou ao seu primeiro julgamento na segunda-feira, 10 de janeiro. Na audiência, o juiz federal Anthony Kelly considerou arbitrária a atuação dos agentes migratórios e determinou o fim da custódia do atleta, para que este pudesse treinar. A justiça australiana ainda determinou que fosse tomada uma decisão sobre o visto.

A defesa do governo federal já havia informado, no início da audiência, que poderia revogar ou confirmar, a qualquer momento, o visto do atleta, de acordo com as leis e as regras migratórias australianas, independente da decisão judicial.

COMPETIÇÃO

Caso não consiga participar do “Australian Open”, Novak Djokovic será substituído por um lucky loser (algo como “perdedor sortudo”, em inglês). Trata-se de um tenista derrotado no qualificatório do torneio, mas que ganhará vaga na chave principal em razão da ausência do líder do ranking mundial. Até o momento, a organização do campeonato ainda não se manifestou publicamente após o visto do sérvio ter sido cancelado.

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