Polêmica às 10:45

Sérgio Reis recebeu R$ 400 mil de entidades do Sistema S mantidas pelo transporte

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Reprodução/Instagram

Sérgio Reis, cantor e ex-deputado, foi alvo de busca e apreensão pela Polícia Federal a mando do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, por ataques à democracia. Em 2020, o artista teria recebido ao menos R$ 398,2 mil em verbas de origem pública, repassadas a entidades ligadas ao Sistema S, composto por nove instituições prestadoras de serviços que são administradas de forma independente por federações e confederações empresariais dos principais setores da economia. As informações são do jornal Estadão.

Os pagamentos foram feitos entre janeiro e setembro de 2020 por duas entidades mantidas pelo setor de transportes: o Serviço Social do Transporte (Sest) e o Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Senat). O setor está no centro da polêmica envolvendo Sergio Reis, já que são mantidas pelo setor de transporte e estão na mensagem que o cantor divulgou nas redes sociais com ameaças à Suprema Corte.

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Questionados pelo jornal, os órgãos disseram que “não mantém relações contratuais” com o cantor, que prestou serviços como “influenciador”.

“A escolha levou em consideração a popularidade de sua música junto aos trabalhadores do transporte, público-alvo das ações do Sest/Senat. As declarações do artista são de foro íntimo e, em hipótese alguma, expressam o posicionamento do Sest/Senat”, disse a entidade, em nota.

Cada uma das duas entidades fez depósitos de R$ 18,1 mil mensais à empresa do cantor, chamada Sérgio Reis Produções e Promoções Artísticas Ltda. Enquanto isso, o cantor divulgava iniciativas dos órgãos nas suas redes sociais. 

A última publicação de Reis sobre o assunto em sua página no Instagram foi em 2 de agosto, para divulgar um ciclo de palestras. “Essa é mais uma forma Sest Senat de levar informação e cuidados para prevenção e qualidade de vida”, diz o texto.

O QUE DIZ SÉRGIO REIS

Sérgio Reis, um dos artistas mais populares do Brasil, ficou no olho do furacão nesta semana depois do vazamento de declarações polêmicas em áudio e vídeo. Roberto Cabrini entrevistou o cantor sobre a repercussão do caso na casa em que ele vive, na região metropolitana de São Paulo, em duas ocasiões nesta semana.

Foram duas conversas, a primeira na quarta-feira, quando o artista admitiu já esperar uma reação do Supremo Tribunal Federal; e outra nesta sexta-feira, 20 de agosto, em que ele comentou a ação de busca e apreensão da Polícia Federal, realizada na sua residência.

Sérgio Reis e Cabrini conversando
Divulgação/Record TV

Na  primeira conversa com Cabrini, Sérgio Reis mostrou-se preparado para responder à Justiça sobre seus atos. “Eu errei, quero pedir desculpas, até ao Supremo”, afirma. O cantor também se defendeu dos ataques que tem sofrido: “Eu sou uma pessoa que só pensa bem dos outros. E agora estão querendo acabar comigo como se eu fosse bandido. Eu não sou bandido.”

Sérgio Reis também comentou que ficou espantado com a repercussão que o assunto tomou. “Falei bobagem. Pensei que não teria essa repercussão, que não ia vazar isso aí…”, explica. E fala do vazamento: “Porque o amigo da onça, conhece? Hoje em dia, ninguém mais é sigiloso. Você fala qualquer coisa, já saiu na internet, já sai pra lá e vaza, vai para grupos e tudo mais”.  

Agora estão querendo acabar comigo como se eu fosse bandido. Eu não sou bandido.”

O “Domingo Espetacular” vai ao ar às 19h15, com apresentação de Carolina Ferraz e Eduardo Ribeiro. 

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Menos de 24 horas depois de dizer que não tem medo de ser preso, o cantor Sérgio Reis virou alvo da Polícia Federal. Na manhã desta sexta-feira, 20 de agosto, foram expedidos mandados de busca e apreensão pelo Supremo Tribunal Federal.

Ao todo, 29 mandados foram autorizados pelo ministro Alexandre de Moraes e atendem a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que apura manifestações contra as instituições. Agentes da Polícia Federal foram ao menos a quatro endereços no Rio, São Paulo e em Brasília ligados ao cantor.

“O objetivo das medidas é apurar o eventual cometimento do crime de incitar a população, através das redes sociais, a praticar atos violentos e ameaçadores contra a Democracia, o Estado de Direito e suas Instituições, bem como contra os membros dos Poderes”, afirmou a PF, em nota.

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DECLARAÇÕES POLÊMICAS

Sérgio Reis virou centro das atenções e alvo de inúmeras críticas nos últimos dias após o vazamento de um áudio em que o artista defendia a paralisação dos caminhoneiros para pressionar o Senado a afastar ministros do Supremo.

Diante do fato, subprocuradores gerais pediram à PGR, no Distrito Federal, a abertura de uma investigação a respeito do caso.

O vídeo em que Sergio Reis aparece convocando os caminhoneiros para uma greve e cobrar deles uma pressão sobre o Congresso e o Supremo Tribunal Federal, tem sido uma grande dor de cabeça para o veterano cantor de 81 anos de idade. As imagens tomaram uma proporção tão grande que o Ministério Público Federal solicitou um pedido de investigação contra o artista.

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A repercussão negativa fez com que Serjão se arrependesse de ter gravado os tais vídeos: “Eu me arrependo, sim. Eu estava conversando com um amigo. Era tudo brincadeira. Ele postou no grupinho dele e aquilo foi para fora. E isso me prejudicou muito. Não era a minha intenção. Não temos que quebrar nada. Tem que fazer uma passeata serena, sem briga. Sem nada. Eu me arrependo demais de ter falado com um amigo. Amigo da onça, sabe como é”, disse ele ao O Globo.

E sobre a possibilidade de as investigações levarem até mesmo para um pedido de prisão, o cantor disse não ter medo.

“Eu não tenho medo de ser preso. Não sou frouxo. Não sou mulher. Cadeia é para homem. Eu não saí daqui de casa. Estou aqui em casa quietinho. Se a federal vier me buscar, eu vou. Não matei ninguém. Não prejudiquei ninguém. Nunca falei mal de nenhum ministro. Agora, se os caminhoneiros querem ir lá, eles me ouvem muito e me perguntam: ‘Sérgio, a gente quer fazer’. Aí eu falo: ‘A vida é de vocês. Se querem fazer, façam’.

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AMIGOS, AMIGOS…

Renato Teixeira é um grande parceiro na música de Sergio Reis, se manifestou nas redes sociais, mesmo sem citar o artista.

“A democracia é um bem conquistado a duras penas. A música é uma arte democrática. Portanto, jamais usarei o meu prestígio para tentar usurpar o nosso sistema democrático”, escreveu o compositor.

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Tal declaração fez com que ele ganhasse elogios de vários outros artistas, como Lucio Mauro Filho, Letícia Sabatella, Priscila Sol, o apresentador Zé Luiz, entre outros.

LÁGRIMAS DURANTE LIVE POLÊMICA

Sérgio Reis, 81 anos, foi às lágrimas ao falar da repercussão de um áudio que tomou as redes sociais, nos últimos dias, com críticas ao Supremo Tribunal Federal

Durante uma live na web, o artista afirmou que sua intenção era que os pedidos de afastamento de ministros do STF fossem apenas estudados pelo senado.

“Não pedi para que acabasse com nada. Eu pedi que fizessem… que esses impeachments fossem estudados. Vamos fazer. Se o povo não for para as ruas no dia 7 de Setembro, Brasília não vai fechar. Então não vai adiantar nada. O Exército não pode fazer nada, o presidente não pode fazer nada e nós não podemos fazer nada. Estamos fazendo a nossa parte”, disse.

Sérgio ainda contou que sua esposa também tem ficado abalada e que tem “chorado bastante” com o mal-entendido.

No áudio, que se espalhou pelas redes sociais, o artista afirma que, além dele, caminhoneiros e produtores de soja fariam um ato em Brasília. O objetivo seria a aprovação do voto impresso,  além do afastamento de ministros do STF.

Recentemente, em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan, Sérgio negou que esteja organizando a paralisação dos caminhoneiros marcada para Dia da Independência do Brasil.

“Eu sou uma pessoa que tem conhecimento profundo sobre o que acontece no país referente aos caminhoneiros, como eles são muito ligados e todos eles ouvem os meus programas, me falaram: ‘Sergio, dá uma força’. E eu falei: ‘Tudo bem, vamos lá’. Não sou eu o líder”, afirmou o artista.

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