Política às 16:00

Bolsonaro critica Miriam Leitão: “Age partidariamente”

Bolsonaro e Miriam Leitão

Fotos: Carolina Antunes/Presidência e Reprodução/TV Globo

Na segunda feira, dia 10 de janeiro, Bolsonaro conversou por 1 hora com os integrantes do programa ‘Os Pingos nos Is’, da rádio Jovem Pan. No programa, o Presidente criticou Miriam Leitão e se defendeu das acusações de que propaga fake news.

No último dia 6, a jornalista escreveu um artigo em ‘O Globo’ dizendo que Bolsonaro deveria ser banido de “Facebook, Twitter e todas as outras redes”. Miriam ainda lembrou do que aconteceu com Donald Trump, que teve suas contas removidas de algumas plataformas. Repercutindo o artigo, o Presidente do Brasil rebateu a jornalista.

“Me banir das redes sociais é jogar fora das quatro linhas. O jogo tem que ser realizado dentro das quatro linhas. A gente não pode admitir jogo baixo dessa natureza. Aí não é uma disputa eleitoral dentro do critério democrático. É uma imposição. A gente não pode admitir isso aí”, disse Bolsonaro.

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“A Miriam acha que tem algum apoio para me banir das redes sociais ou me fazer refém da grande mídia. Se eu dependesse apenas da Globo, eu estaria morto politicamente hoje em dia”, continuou.

“Qual é a acusação contra mim? Que fake news tenho praticado? Quando acontece um equívoco, já aconteceu, a gente se retrata no dia seguinte, coisa que não acontece na Globo, com essa comentarista econômica, Miriam Leitão.” afirmou o Presidente.

Bolsonaro aproveitou para alfinetar a jornalista, e afirmar que se ela fosse realmente boa em sua profissão, teria sido lembrada para algum cargo. “Se ela fosse tão boa assim, já teria sido lembrada por alguém para ocupar o Ministério da Economia, uma secretaria de Economia de algum lugar. Mas nunca foi lembrada para isso”, ironizou.

O Presidente falou também que apesar de frequentemente criticar a imprensa, ele nunca tentou regular a mídia como Lula. “Eu nunca tentei fazer nada contra a mídia. O Lula fala constantemente que vai regular a mídia, vai regular as redes sociais, e ela (Miriam Leitão) não tem qualquer crítica ao Lula.”

“Paciência, Miriam Leitão! Você perdeu essa daí. Trabalhe melhor, comece a mostrar a verdade que você tem credibilidade e pode me derrotar no futuro, já que você age partidariamente na sua televisão”, finalizou.

JORNAL NACIONAL DETONA BOLSONARO

William Bonner leu um editorial da Globo na noite de 6 de janeiro. O apresentador criticou o presidente Jair Bolsonaro, não só em nome da empresa, mas também numa crítica pessoal. O texto citou exatamente a fala do chefe do executivo sobre a vacinação de crianças. O novo filiado do PL minimizou a morte de crianças por Covid-19.

Primeiro, o jornalista contextualizou a fala do presidente sobre a vacinação pediátrica, que já é aplicada em pelo menos trinta países do mundo. “O Presidente Jair Bolsonaro voltou a atacar hoje a vacinação contra Covid. Ele chegou a minimizar o número de mortes nessa faixa-etária e disse que não conhece nenhum caso. É uma desinformação, porque o próprio Ministério da Saúde do governo dele contabiliza 308 mortes de criança de 5 a 11 anos desde o começo da pandemia. Bolsonaro também duvidou da honestidade da ANVISA por ter aprovado a vacinação infantil contra Covid. E chamou quem defende a imunização de ‘tarados por vacina’. As cenas foram publicadas nas redes sociais do Presidente”, descreveu o âncora.

Em seguida, falou do luto dos brasileiros que precisaram lidar com a morte de crianças em consequência da Covid-19, além de reiterar as funções da ANVISA no processo de liberação do imunizante e devido processo de regulamentação do que será entregue nos Postos de Saúde.

“As declarações do presidente Jair Bolsonaro a respeito das vacinas de crianças contra a Covid-19 afrontam a verdade e desrespeitam o luto de milhares de brasileiros, parentes e amigos das mais de 300 vítimas de cinco a onze anos. O Presidente também desrespeita todos os técnicos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, ao questionar qual seria o interesse da ANVISA com a autorização da vacinação de crianças. O interesse da vacina está expresso na Lei que a criou: coordenar a vigilância sanitária em defesa da população. O quarto artigo da lei determina que a agência atue como uma entidade administrativa independente e que as prerrogativas necessárias ao exercício adequado de suas funções sejam asseguradas. Não é isso que o Presidente tem feito ao ameaçar divulgar nomes dos agentes da ANVISA que aprovaram a vacinação infantil. E agora, ao questionar a lisura do órgão.

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Renata Vasconcellos continuou o editorial da Globo e lembrou quanto Bolsonaro tentou impedir a liberação da vacinação infantil. “Por fim, as declarações do Presidente Bolsonaro contrastam com aquilo que prevê o artigo 196 da Constituição que ele jurou respeitar: ‘A saúde é direito de todos os cidadãos e dever do Estado’. O governo Bolsonaro retardou a decisão sobre a vacina de crianças desde o dia 16 de dezembro até ontem, data limite imposta pelo Supremo [Tribunal Federal]. Convocou uma audiência pública estapafúrdia, porque remédios não podem ser submetidos ao público leigo, mas por cientistas. Em razão dessa demora, as famílias brasileiras tem ainda que aguardar ao menos mais sete dias para receber as primeiras doses periódicas”, continuou Renata.

Bonner deu a fala final, dizendo esperar que Bolsonaro responda às consequências do que fala e faz, sendo Presidente da República do país. “O Presidente Jair Bolsonaro é responsável pelo que diz, pelo que faz. Espera-se que venha também ser responsável pelas consequências daquilo que faz e diz”, finalizou.

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