Política às 15:19

Fernanda Montenegro defende a necessidade de pessoas negras na ABL

Fernanda Montenegro em entrevista para Sônia Bridi no 'Fantástico'

Reprodução/TV Globo

No último domingo, 7 de novembro, Fernanda Montenegro conversou com Sônia Bridi para o “Fantástico” sobre a sua entrada para a “Academia Brasileira de Letras”, a ABL. Ela foi nomeada e imortalizada na organização, ocupando a cadeira de número 17.

A eleição aconteceu na tarde de quinta-feira, 4 de novembro. A atriz recebeu a maioria absoluta dos votos, 32 de 34 totais, sendo que dois foram brancos. Por norma da ABL, ela não pode participar da cerimônia.

Ao falar do assunto, depois de ser questionada sobre o que fará dentro da instituição, a dama do teatro foi sincera e serena: “Primeiro, espero ser empossada. Depois quero saber o que eles querem de mim, porquê me aceitaram.”

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Em seguida, Fernanda citou a falta de diversidade de gênero e, principalmente, étnica na ABL.

Na área médica, na área de direito, na área de sociologia… Se têm representantes nessas áreas, homens, por quê não há mulheres? E, também, de qualquer raça. Há a necessidade de mais presença de personalidades negras lá dentro.

Continuando, a atriz afirmou que sua vontade é atuar regularmente, ter uma função. Ficar com o título e sem tarefas não é uma opção. “E eu quero ter uma produtividade. Eu não quero ter um título e ficar ‘tchau’. Quero ter uma atividade lá dentro.”

POLÍTICA

Depois de analisar o cenário político brasileiro para a Folha de S. Paulo, Fernanda também deu o seu parecer para o Sônia Bridi. Ainda crítica, ela analisou a gestão do Presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e deu a sua visão sobre as eleições do ano que vem.

Questionada a respeito de um paralelo com a Ditadura Militar no País (1964 – 1985), ela disse: “É pior [atualmente] porque [o Presidente] veio pelo voto, então há uma organização política por trás, tradicional, que opta por essa calamidade e por essa tragédia. Em todo governo de força, a primeira coisa é estrangular a cultura das artes, porque é onde o país existe com a assinatura e com a opção de um futuro.”

O Brasil comprovou que não é possível ter reeleição, foi comprovado que a reeleição exige compra, venda e aluguel do poder político. Esse homem não está no poder da noite para o dia… A contestação está igual, a visão trágica do momento que a gente vive está igual, mas não é que eu esteja calma. Às vezes eu tenho a impressão que temos um país em Brasília que coloniza o Brasil aqui, mas a gente deve cantar”.

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