Premiações às 12:50

Elaine Thompson conquista ouro, bate recorde olímpico e emociona

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Reprodução/Twitter

Campeã e recordista! Elaine Thompson-Herah emocionou o público durante a final dos 100 metros rasos femininos nas Olimpíadas de Tóquio. A jamaicana conquistou a medalha de ouro, superou os seus limites e ainda quebrou o recorde olímpico com tempo de 10s61, se tornando, mais uma vez, a mulher mais rápida do mundo. 

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A vitória, no entanto, não foi fácil. A prova foi muito disputada com Shelly-Ann Fraser, bicampeã olímpica, que liderou o início da competição. Thompson, porém, não largou a toalha. Ultrapassou a também jamaicana e conseguiu uma vitória espetacular. 

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No fim, a Jamaica liderou a final da competição. A medalha de prata ficou com Shelly-Ann, e o bronze, com Shericka Jackson, pódio inteiro do país de Usain Bolt. O recorde olímpico era de 10s62, conquistado pela americana Florence Griffith-Joyner, em 1988, nas Olimpíadas da Coreia do Sul.

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“Meu peito dói de tanto que gritei. Estou muito feliz, passei por muita coisa. Estou sem palavras. Sou grata por conseguir me preparar bem e vir aqui defender meu título. Sabia que poderia bater esse recorde. Passei por altos e baixos por causa das lesões, mas Deus me ajudou. Mantive a fé todo esse tempo”, comemorou Thompson-Herah.

Nas Olimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro, Elaine derrotou Shelly-Ann — que ficou com o ouro em Pequim-2008 e Londres-2012 — com o tempo de 10s71. Cinco anos depois, Thompson-Herah faz a segunda melhor marca da história. A primeira também é de Flo-Jo: 10s49, considerado inalcançável por muitos.

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Shelly-Ann Fraser, que conquistou a medalha de prata, também fez história. Além das vitórias em Pequim e Londres, a jamaicana foi bronze em 2016, no Rio de Janeiro e agora conquistou sua quarta medalha olímpica na prova mais rápida do atletismo, um recorde.

MARTA QUASE BATEU RECORDE

Marta Silva, jogadora da seleção brasileira feminina de futebol, segue acumulando recordes e títulos em sua carreira. Jogando nas Olimpíadas de Tóquio 2020, a atleta estava prestes a alcançar uma nova conquista e se tornar a maior artilheira do Brasil durante jogos olímpicos. Porém, na disputa entre Brasil e Canadá, o time brasileiro não fez o seu melhor jogo e perdeu a partida.

Até então, o título pertence a Cristiane, que já marcou 14 gols nos jogos e, mesmo assim, não foi convocada para Tóquio 2020. Agora, faltam apenas dois pontos para que Marta assuma o posto: ela já possui 13 gols feitos em olimpíadas, sendo três já em Tóquio, em disputas contra a China e a Holanda.

Ao comentar sobre o novo recorde prestes a ser alcançado, a jogadora se mostrou humilde e ressaltou que o que realmente importa para si, mais do que é conquistas individuais, são os resultados coletivos alcançados ao lado de todo o time.

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Cristiane também é atualmente a maior artilheira das Olimpíadas diante de todos os países e seleções femininas, o que deixa Marta, da mesma forma, próxima do posto mundial. A canadense Christiane Sinclair também já acumula quase o mesmo saldo de gols de Marta.

OUTROS RECORDES E TÍTULOS DE MARTA

Marta já participou das Olimpíadas em Atenas 2004, Pequim 2008, Londres 2012 e Rio 2016. Em todas as edições, marcou gols em sua atuação na seleção feminina de futebol do Brasil. Em 2019, a atleta também se tornou a jogadora que mais fez gols, dentre homens e mulheres durante as competições da Copa do Mundo, tendo um saldo de 17 gols em 19 partidas.

Além disso, é claro, a famosa já ganhou o prêmio de melhor jogadora de futebol do mundo seis vezes: em 2006, 2007, 2008, 2009, 2010 e 2018. Atualmente, Marta joga no time norte-americano Orlando Prime, em que foi contratada desde 2017.

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DIFICULDADES PARA SEGUIR NA CARREIRA E REPRESENTATIVIDADE

Marta representa não só êxito profissional no esporte, mas também uma voz potente que sempre discute pautas relacionadas a desigualdade de gênero existente no mundo futebol e dos esportes em geral. Independente de resultados, times masculinos são a atração principal em quase todas as categorias esportivas. A atleta também carrega consigo uma história de superação.

Com 35 anos e nascida em Alagoas, Marta enfrentou desde cedo o preconceito por ser mulher e gostar de jogar de futebol, tendo também de conciliar dificuldades financeiras para avançar com seu sonho.

“Tudo o que você sabe é crescer e jogar com os meninos da sua cidade. Mas, somente quando eles deixam isso acontecer. Porque eles sempre tinham aquele plano estúpido. Você pode jogar, eles diziam, mas só com o time formado por jogadores do bairro que não eram tão bons. E isso não importava. Porque mesmo quando você jogava com os meninos que não tinham habilidade com a bola nos pés, o seu time ainda vencia. Você dribla rápido, você joga num curto espaço de tempo e pensa rápido. Você mostra para eles: você é uma garota, e você pode jogar futebol. Mas os comentários, os julgamentos, as piadas – tudo aquilo não vai parar. Mesmo quando você estiver no time local da cidade.”, escreveu Marta em seu famoso relato publicado pelo Players’ Tribune, em que a famosa discorre sobre sua trajetória, história e, é claro, seu amor pelo futebol.

Mesmo assim, ainda há muito para ser conquistado. Ainda com todo o reconhecimento mundial da jogadora, Marta sempre levanta a questão de como não possui patrocínio oficial de grandes marcas esportivas, o que nunca é o caso de jogadores, homens, até menos reconhecidos do que ela. Em questão ao salário, as coisas também são bem diferentes: rankings mostram que os salários de algumas das jogadoras mais bem pagas do mundo, como Marta, equivalem em um ano a alguns dias de pagamento para famosos jogadores do futebol masculino. Porém, a CBF anunciou em 2020 que tornaria iguais os pagamentos as seleções masculina e feminina.