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Polêmica no skate? Letícia Bufoni lamenta críticas após climão com Kelvin Hoefler

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Reprodução/Instagram

O skate nos Jogos Olímpicos de Tóquio está dando o que falar aqui no Brasil. Já são duas medalhas de prata na categoria Skate Street, conquistadas por Kelvin Hoefler e Rayssa Leal, brasileira mais jovem a disputar uma Olimpíada pelo país. Porém, além das vitórias, outro assunto também tem movimentado bastante as redes sociais e deixado os brasileiros curiosos: a polêmica entre Kelvin e Letícia Bufoni, que também representou o Brasil nas Olimpíadas, mas não conseguiu se classificar para a final.

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Na madrugada desta segunda-feira (26), após a eliminação precoce no skate, Letícia falou do suposto desentendimento com Kelvin, depois da frieza na comemoração da medalha do brasileiro, e lamentou as críticas que vem recebendo desde que falou do assunto pela primeira vez nas redes sociais.

“As pessoas sempre distorcem as coisas, acabam inventando mais, mas não tem essa de briga. A gente apenas não é amigo próximo. A gente ficou no sol, torcendo por ele. Estou tranquila, tenho minha consciência tranquila e ele também”, disse Letícia, em entrevista ao Globo Esporte.

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Apesar de admitir o afastamento entre eles, a skatista elogiou bastante o compatriota, que conquistou a primeira medalha do Brasil na Olimpíada: “O Kelvin andou muito, o menino foi incrível, mereceu muito essa medalha e ficará marcado na história do skate do Brasil. A gente só não é muito próximo. Admiro ele muito, conheço ele desde os meus 10 anos. A gente passava férias no Guarujá juntos e a única coisa é que a gente não tem proximidade hoje”, finalizou.

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Kelvin também comentou brevemente a situação com Letícia e deixou claro que não existe briga entre os dois: “Cresci junto com a Letícia. A tia dela morava na minha rua. A gente era muito próximo, mas ela foi antes para os Estados Unidos e a gente perdeu um pouco do contato. Mas é a mesma família”, disse o skatista. “Só nós afastamos, mas não tem nada demais”, afirmou.

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Por causa do princípio de confusão entre os dois, muita gente nas redes sociais levantou a possibilidade de Letícia ser favorecida dentro da Confederação Brasileira de Skate em relação aos outros atletas. Segundo ela, isso é mentira: “A galera fala o que não sabe. Quem está dentro da Confederação sabe que não tem essa. O tratamento é igual e não tem essa de favoritismo”, encerrou.

ENTENDA O CASO

Letícia Bufoni foi criticada por não postar nada nas redes sociais e nem parabenizar Kelvin pela medalha na madrugada do último domingo (25) e, ao explicar o motivo, revelou que não é tão próxima do skatista, além de entregar um possível climão entre o atleta e a Confederação Brasileira de Skate. As falas da jovem foram criticadas por alguns internautas, que acharam desnecessária a exposição logo após a vitória do brasileiro.

“Estão me perguntando por que não posto o Kelvin nos meus stories. O Kelvin, pelo que vocês perceberam, ele nunca está com a gente nos “rolês”, ele nunca faz parte das nossas atividades por uma opção dele. Ninguém tem nada contra ele, pelo contrário, está todo mundo aqui comemorando que o Brasil ganhou uma medalha. Respeito muito a história dele, mas, infelizmente, ele não gosta de estar com a gente. Um exemplo grande é que a CBSK, que é a confederação de skate não pode nem marcar ele, porque ele bloqueou a CBSK”, disse Bufoni na rede social.

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Segundo a reportagem do UOL, Kelvin sente um incômodo com a gestão da CBSK, que foi a gota d’água depois que ele e Pâmela Rosa, que já estavam concentrados com a seleção, pediram autorização para participar dos X-Games, na Califórnia. De acordo com o portal, a confederação afirmou que os skatistas teriam que viajar todos juntos para o Japão, como time, e por isso os dois não teriam conseguiram competir nos Estados Unidos.

No entanto, quando os X-Games começaram, os brasileiros ficaram sabendo que Letícia Bufoni estava lá, sem ter Pâmela ou Rayssa Leal, a outra integrante do time brasileiro de street, como adversárias. Letícia ganhou a competição e um expressivo prêmio em dinheiro.

O pai de Kelvin deixou um comentário no Instagram da confederação depois da medalha que também levantou hipósteses sobre um possível climão com a CBSK: “Será que agora vocês vão respeitar meu filho ou vão continuar a menosprezar ele [sic]? É nítido o que vocês estão fazendo. Essa medalha de prata representa todo esforço e dedicação dele. Vocês deveriam ser mais imparciais. É uma vergonha o que fazem com meu filho”, escreveu Enéas Hoefler.

RAYSSA CONQUISTA PRATA E CORAÇÃO DOS BRASILEIROS

A referência de skate feminino no Brasil, agora, é ela! Foi dançando, sorrindo e arrasando na pista que a maranhense Rayssa Leal, de 13 anos conquistou a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Tóquio. Atleta mais jovem a disputar uma Olímpiada pelo Brasil, a Fadinha conquistou a medalha e o coração dosbrasileiros, na madrugada desta segunda-feira, 26 de julho, totalizando a nota de 14.64.

A atleta bateu de longe o recorde de Rosângela Santos, bronze em Pequim 2008 com 17 anos no 4x100m do atletismo. Fadinha é, também, a mais jovem brasileira a participar dos Jogos. A marca anterior era de Talita Rodrigues, nadadora que foi finalista no 4x100m livre em 1948, nos Jogos de Londres. Na ocasião, tinha 13 anos e 11 meses. Rayssa tem 4 meses a menos.

A menina que despontou na web após sua mãe, Lílian, postar um vídeo no qual, vestida de fada, ela arrasava nas manobras após sair de uma festa na escola, além de conquistar a medalha prata, garantiu a segunda medalha para o skate street nas Olimpíadas de Tóquio, repetindo o feito de Kelvin Hoefler no domingo, 25 de julho.

 “Eu estou muito feliz, porque pude representar todas as meninas, a Pamela e a Leticia, que não se classificaram, todas as meninas do skate e do Brasil”, disse a medalhista olímpica.

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“Poder realizar meu sonho de estar aqui e ganhar uma medalha é muito gratificante. Meu sonho e sonho dos meus pais”, disse a jovem skatista.

O ouro ficou com a japonesa Momiji Nishiya, também de 13 anos, cinco meses mais velha que Rayssa. A skatista somou 15,26 na final, à frente dos 14,64 da brasileira. A também japonesa Funa Nakayama completou a dobradinha da casa no pódio, com 14,49.

“Eu ainda não estou acreditando, não. Parece que foi grande o negócio”, disse.

DESCONTRAÇÃO E MUTA SIMPATIA

A tensão era grande no Complexo Ariake, onde a disputa do skate street foi realizada. Mas para Rayssa Leal e a filipina Margielyn Didal, parecia ser como o recreio da escola. As duas, na maior animação, faziam caras e bocas, sorriam para as câmeras e dançavam, parecendo não se importar com o que acontecia à volta mesmo antes da manobra poderia definir o resultado final. Assim, a história se desenhou.

Com seus 35 quilos, ao mesmo tempo em que era paz e amor nos intervalos, Rayssa parecia ‘virar uma chavinha’ ao entrar na pista. Focada, concentrada, sabia o que estava fazendo e fez bonito.

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“Eu tento ao máximo me divertir, porque tenho certeza que se divertir faz as coisas fluírem. Estar dançando ali (com a filipina) é muito engraçada, ontem a gente fez um TikTok se divertindo. Tento ficar mais leve e não pegar toda essa pressão”, disse ela na coletiva de imprensa, após a linda conquista.

À vontade na sala de imprensa, a Fadinha parecia uma única a não estar intimidada. Respondeu com desenvoltura às perguntas feitas em português, inglês e japonês (estas com tradução simultânea) e encerrou com um “arigato” (obrigado, na tradução do japonês).

APOIO DA ‘TIA JULIETTE’

Caçulinha do Brasil nos Jogos Olímpicos de Tokyo, a skatista Rayssa Leal criou uma conta no Twitter para mostrar tudo sobre sua maior experiência na ainda curta carreira. Na segunda-feira, dia 19 de julho, a menina de 13 anos chegou ao Japão e contou que fará um  fazer uma espécie de boletim de bordo, contando o dia-a-dia no país.

“Cheguei! No Japão e no Twitter. Vou contar aqui algumas coisas sobre minha experiência como atleta olímpica em Tokyo 2020. Vem comigo!”, escreveu a garota de Imperatriz, no Maranhão.

Logo depois de criar sua conta, a brasileira mandou uma mensagem para a “tia” Juliette, que é de João Pessoa.

“Alô Juliette, tem Nordeste em Tokyo! Ps: me ensina a usar o Twitter que te ensino a manobrar?! Nunca te pedi nada “Tia”‘, escreveu.

A campeã do “Big Brother Brasil 21” logo respondeu à Fadinha do Skate, apelido que Rayssa tem desde os sete anos de idade, quando viralizou na web um vídeo em que ela arrasa nas manobras vestida de fada, após sair de uma festa da escola.

Eu não sei usar isso aqui também não, mas eu vou na onda desse povo. Se prepare que eles são tudo gaiato e cheios de manias. Bem-vinda e boa sorte. Representa nosso Nordeste e nosso Brasil, você é braba”, respondeu e incentivou Juliette.

Rayssa Leal, claro, ficou felicíssima com a resposta da maquiadora e advogada emendou.

“Vou surfar essa onda então. Braba é tu! Obrigada pela atenção e carinho”.

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