Show às 23:10

Anitta denuncia propostas de shows com dinheiro público

Anitta denuncia propostas de shows com dinheiro público
Anitta e sua estátua de cera em Nova York. Foto: Reprodução/TV Globo

Anitta causou um verdadeiro reboliço na indústria de shows pelo Brasil. E sem sequer abrir a boca. Recentemente, Zé Neto criticou a cantora por ter feito uma ‘tatuagem no toba’ e também disse que não precisava da Lei Rouanet para fazer shows.

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Como fez isso durante um show pago com dinheiro público, um caos se formou em torno da crítica do sertanejo. Afinal, como funciona a indústria dos shows pagos por prefeituras? E por que não há qualquer regulação? É ético uma cidade pagar o equivalente a 40% de seu orçamento em saúde durante o ano para uma única apresentação? Em entrevista ao “Fantástico”, Globo, Anitta explicou qual a sua postura com relação a esse tipo de proposta.

A gente que é da música sempre soube que isso existia. Eu já recebi propostas (eu e o meu irmão), ‘ah, você tanto, eu vou e pego um pedaço’. Eu sempre falei não. ‘Ah, mas ele te dá mais um tanto se você declarar que recebeu não sei quanto’. Eu: ‘Querido, meu cachê é esse! Quer assim? bem'”

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De acordo com Anitta, o fato de ter criado a própria empresa ‘do nada’, faz com que ela e sua família tenham medo de cometer fraudes por falta de informações. Empresas de auditoria a auxiliam a verificar que, de fato, não há qualquer equívoco nas contratações de seus shows.

“Como a gente começou a nossa empresa do nada, a gente está sempre contratando auditoria, porque a gente está sempre com medo de fazer algo por falta de conhecimento”, explicou a cantora.

Neste domingo, 5 de junho, o Superior Tribunal de Justiça cancelou um show de Gusttavo Lima na Festa da Banana, em Teolândia, no interior da Bahia. A reportagem do “Fantástico”, Globo, exibiu a decisão do juiz e o pedido do Ministério Público, que destacou como o show custaria à cidade recursos equivalentes a meses de serviços público essenciais.

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CHOROU

Gusttavo Lima falou sobre as polêmicas recentes envolvendo seu nome. Crítico das leis de incentivo cultural, o cantor é um dos artistas que vende shows para prefeituras e recebe dinheiro público em turnês por todo o país. Uma polêmica se formou nos últimos dias por causa disso.

No centro de um furacão que ele não criou, o “Embaixador” lembrou que é uma prática comum artistas venderem seus produtos culturais para prefeituras e outras organizações durante eventos. Ele destacou que esse tipo de prática é comum entre cantores, algo que passava despercebido quando criticava a Lei Rouanet.

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“Todos os artistas fazem show de prefeitura. É sobre valorizar a nossa arte, é a nossa única coisa que temos para vender. Ganhamos dinheiro e pagamos nossas contas com isso. São mais de 500 funcionários que dependem de nós”

Em seguida, o músico falou do ‘valor de seu trabalho’. Ele destacou ainda que não iria cobrar menos por um show apenas por ser para o poder público.

“Não é por ser uma prefeitura que eu vou deixar de cobrar o meu valor. Eu também tenho minhas contas para pagar. Não é por fazermos música que precisamos receber menos”

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O músico finalizou o vídeo com um comentário falando a respeito do julgamento virtual que enfrenta nos últimos dias. Ele disse se sentir tratado ‘como um criminoso’. “É triste ser tratado como um criminoso, um bandido”, finalizou, em lágrimas.

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