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Os 10 shows internacionais que marcaram o Brasil

Mick Jagger, Freddie Mercury e Beyoncé
Foto: Reprodução/ Youtube – The Rolling Stones / Youtube – VIDEO REMASTER ITA/23.12.2018 – / Youtube – Multishow

Em grandes turnês ou shows exclusivos, o Brasil definitivamente entrou para o mercado de atrações internacionais nas últimas décadasa. O que era exclusividade dos Estados Unidos e da Europa desembarcou na América Latina após o público provar que se garantia como plateia assídua e das mais cativantes do mundo – a mais, de acordo com dezenas de artistas.

Mas, e a avaliação dos brasileiros? Grandes artistas passaram por aqui e fizeram espetáculos que aumentaram a expectativa do público quando o assunto é qualidade técnica. O Rock in Rio definitivamente é um dos responsáveis por apurar o gosto refinado e exigente em terras Tupiniquins. Se antes a simples presença dos artistas cativava, hoje o que se pede mesmo é a mega estrutura dos grandes espetáculos apresentados lá fora.

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Nessa lista, OFuxico lembra alguns dos maiores espetáculos que já passaram por aqui. Antes, é preciso reforçar que nós também já provamos que nossos músicos também são capazes de responder com a mesma qualidade técnica, artística e criativa. Esse texto, no entanto, vai exaltar a turma que vem de fora. Até porque, 2022 fez com que turnês engavetadas durante toda a pandemia enchessem o país de celebridades internacionais. Vamos lá!

1. Michael Jackson (1993)

O cantor se apresentou no estádio do Morumbi em 1993. Ele chegou por aqui com 400 toneladas de equipamentos de som e imagem divididos em dois aviões cargueiros. O show foi tema de toda a imprensa, que acompanhou detalhes da segurança, da montagem do palco e de cada detalhe da turnê. Cantando para 75 mil pessoas, o Rei do Pop fez sua estreia no Brasil em grande estilo.

Foto: Reprodução/ Globo

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2. Queen (1985)

O Queen foi a grande atração da primeira edição do Rock in Rio, em 1985. A apresentação em coro da plateia de “Love of my life” é um dos vídeos mais importantes do festival e da própria banda. O show se garantiu com a voz de Freddie Mercury e a plateia do evento lotada e com a setlist na ponta da língua.

Queen se apresentou na primeira edição do Rock in Rio
Youtube – VIDEO REMASTER ITA/23.12.2018

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3. Madonna (1993)

Há quase 30 anos, Madonna provava o porquê é a Rainha do Pop em São Paulo pela primeira vez. A Girlie Tour garantiu a maior plateia da história da cantora até aquele momento. O estádio do Morumbi virou o “super cabaré” ou o “desfile de moda” da artista, como o Jornal Nacional definiu à época.

A irreverência de Madonna já mostrava que ela estava a frente de seu tempo. Sem papas na língua, ela falou palavrões, uma das poucas palavras que disse em português, e foi criticada por isso, claro. Décadas depois, essa já era uma das marcas registradas da intérprete de “Vogue”. No show, “Garota de Ipanema” ganhou uma versão em inglês e, claro, muitos fãs desmaiando de emoção (ou calor, vai saber).

Foto: Reprodução/ Globo

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4. Rolling Stones (2006)

A banda se apresentou na Praia de Copacabana para 1,5 milhão de pessoas. Sob os vocais e rebolados estilosos de Mick Jagger, o show definitivamente marcou a história das apresentações no país. Além das pessoas na orla, outras dezenas de barcos atracados na praia assistiam à apresentação, definitivamente a maior do grupo de rock.

Mas, não parou por aí. Além do palco, uma ponte entre o Copacabana Palace e o palco foi construída para os artistas. Realmente, algo grandioso.

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5. U2 (2011)

Por falar em algo grandioso, o U2 também garantiu estrutura e inovação para o público brasileiro em 2011. A banda irlandesa desembarcou por aqui com a 360º Tour. Em um palco circular, montado no estádio do Morumbi, os músicos liderados por Bono Vox entregaram repertório, qualidade técnica e um show, no mínimo, inovador.

O palco circular garantiu um novo ponto de vista da plateia, que lotou as arquibancadas e parte do campo do estádio. Inovador, criativo e, com certeza, algo que fez as produções por aqui pensarem em novos formatos para além do tradicional.

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6. Madonna (2012)

Sim, Madonna merece dois lugares nessa lista. Essencialmente, porque quase 20 anos depois de sua primeira apresentação, a Rainha do Pop provou que não renunciou seu cabaré, os desfiles de moda e, muito menos os palavrões no palco.

A MDNA Tour chegou ao Brasil exatamente como nos outros shows ao redor do mundo. O palco triangular com elevadores, telões que traziam muito mais do que a simples transmissão para as arquibancadas e, mais uma vez, a reafirmação de sua posição no mundo da música.

Naqueles anos, a intérprete de “Like a Prayer” enfrentava diversas comparações a Lady Gaga. De acordo com parte da imprensa, a dona de “Bad Romance” chegara para ocupar o posto da estrela. Em vez de responder à polêmica com mais picuinhas, a artista subiu no palco em um Medley de “Born This Way” e “She’s not me”, vestida de líder de torcida e com uma banda tradicional das escolas nos Estados Unidos. Calou a boca de quem precisava.

Madonna apresenta a MDNA Tour no Brasil
Foto: Francisco Cepeda/AgNews

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7. Beyoncé (2013)

A “Mrs. Carter World Tour” foi um fenômeno por si só. Mas, bateu recordes por aqui. Foi a maior venda de ingressos para uma turnê em 2013. Numa época em que o país já enfrentava instabilidade financeira e alta no preço do mercado de shows, Beyoncé vendeu 230 mil entradas para cinco apresentações no país.

Ela foi uma das atrações do Palco Mundo no Rock in Rio daquele ano. Também passou por Fortaleza, Brasília, Belo Horizonte e São Paulo. No festival carioca, vestiu camiseta com as cores do Brasil e dançou o “Passinho do Volante”, hit em todo o país naquele ano.

8. Alicia Keys (2017)

De cara limpa, feminista, ambientalista e muito, muito engajada. Os mais críticos poderiam dizer que a apresentação de Alicia Keys com a turnê “Here” no Rock in Rio foi cercada de ‘mimimi’, mas estariam completamente equivocados. O show, que nem era o principal da noite, marcou o festival.

Sem grandes efeitos (nem maquiagem Alicia usou), a cantora segurou a apresentação com sua voz e interação constante com o público. Foi o único show no Brasil, mas ela trouxe todo o país para o palco – falou dos povos indígenas e do desmatamento na Amazônia, do poder das mulheres para o desenvolvimento do país e da necessidade de criarmos uma sociedade mais justa.

Alicia só não foi perfeita, porque fez apenas uma apresentação por aqui. Deixou saudades e um gostinho de quero mais nos fãs que não puderam ir ao festival.

9. Justin Timberlake (2017)

Logo após o show de Alicia, o Rock in Rio recebeu Justin Timberlake. O príncipe do pop foi o headliner da noite, mas não ganhou a crítica tanto quanto imaginava. Sem lançar álbuns desde 2013 (ano de sua última passagem por aqui), ele chegou à Cidade Maravilhosa sem grandes novidades. Ainda assim, provou o porquê mereceu voltar.

O intérprete de “Can’t Stop the Feeling” entregou coreografias, repertório e uma plateia engajada. O espetáculo, contudo, ficou mesmo sob responsabilidade dos técnicos de luz e som. JT entrou no palco e cantou a primeira música sob as sombras de uma iluminação síncrona e com perfeição.

O resto foi história: danças e batidas seguidas de flashes e muita interação com os músicos. Esses, aliás, também mostraram a que vieram: a banda completa extrapolou o comum, inclusive com instrumentos de sopro e backvocals que serviram demais – e até ajudaram a estrela da noite. Justin não foi o grande astro no palco, mas guiou muito bem toda a estrutura que levou ao Rock in Rio.

10. Coldplay (2017)

Em outubro desse ano, o Coldplay faz cinco apresentações só em São Paulo, além de outras duas no Rio de Janeiro. O número de shows é resultado de uma sequência de ingressos esgotados em minutos para todas as apresentações. E ainda teve gente que não conseguiu comprar suas entradas.

Todo esse sucesso tem motivo. Em 2017 a banda guiada por Chris Martin marcou a ainda breve história do Allianz Parque, em São Paulo. O show, gravado pela produção, começou atrasado por questões técnicas e tinha tudo para ser ‘apenas mais um’. Contudo, o vocalista entrou no palco com toda a energia e não deitou para o atraso de quase duas horas. Muita luz, muitos fogos e muitos, muitos hits. “Magic!” ganhou versão acústica e “Yellow” fez a plateia chorar logo no começo do show.

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