Televisão às 09:00

Audiência do Jornal da Globo explode, Bocardi é ignorado e climão movimenta web

rodrigo-lombardi-jornal-da-globo

Reprodução/Instagram

As Olimpíadas estão trazendo um bom resultado para o Jornal da Globo. Graças ao interesse do público pelos Jogos Olímpicos, o telejornal, que vai ao ar todos os dias às 23:30, conquistou a melhor audiência numa segunda-feira em 19 semanas. 

Veja+: Reveja a vitória do Brasil sobre o México nas Olimpíadas

Impulsionado por transmissões das competições e atualmente comandado por Rodrigo Bocardi, que está cobrindo o recesso de Renata Lo Prete, o programa jornalístico marcou 10,0 pontos e teve 26,2% de share na madrugada de segunda (2) para terça (3), na Grande São Paulo.

Exibida antes do jornal, a faixa noturna da cobertura dos Jogos Olímpicos de Tóquio registrou 17,9 pontos de média, entre 21h42 e 23h59. Na noite de segunda, a Globo transmitiu as modalidades de canoagem masculina e o de vôlei de praia feminino (Brasil x Suíça).

Veja+: Confira as fotos da vitória de Martine Grael e Kahena Kunze, campeãs olímpicas de vela

O telejornal, no entanto, foi mais curto do que de costume e entregou a programação para transmissões de disputas aguardadas no atletismo, na vela e no vôlei de quadra masculino. Apesar de estar animado para o seu retorno ao Jornal da Globo, o âncora foi surpreendido ao ser cortado repentinamente. Bocardi ficou apenas 15 minutos no ar com o programa e ainda não teve tempo de se despedir.

O apresentador chamou o jornalista Alex Escobar, direto do estúdio Olímpico da Globo, para atualizar as últimas notícias sobre o evento de Tóquio. Mas, assim que recebeu a palavra, Escobar convocou o narrador Luís Roberto com a transmissão da final dos 100 metros com barreiras, sem que as câmeras retornassem para o estúdio do JG. Depois da prova, a Globo seguiu exibindo outras modalidades, ignorando o jornalista.

O fim abrupto logo repercutiu entre os usuários do Twitter: “Nossa, cortaram o Bocardi e nem deixaram se despedir“, apontou um. “Imagino o Bocardi esperando as câmeras voltarem pra ele até às 2h da manhã”, brincou outro.

Veja+: Saiba tudo sobre Tom Daley, o xodózinho das Olimpíadas

O resultado da audiência do Jornal da Globo pós-Olimpíadas é o melhor para uma segunda-feira desde 22 de março deste ano, quando bateu 10,1 pontos. 

MUDANÇAS NOS JORNAIS

Recentemente, os telejornais do grupo Globo sofreram algumas alterações pela emissora nas apresentações. O diretor-geral de jornalismo, Ali Kamel, emitiu um comunicado sobre a “dança das cadeiras” interna na emissora.

Heraldo Pereira, que há quase quatro anos apresenta o Jornal das Dez, na GloboNews, passou a ancorar o noticiário de política do Bom Dia Brasil, da Globo, direto de Brasília.

Veja+: Veja a trajetória de Rebeca até a medalha de ouro

Giuliana Morrone troca o Bom dia Brasil, onde está há oito anos, pelo Jornal da Globo. De Brasília, ela também passou a fazer parte do Jornal das Dez, da GloboNews, que agora é apresentado por Aline Midlej.

O Edição das 10 mudou de nome e foi intitulado como Conexão Globonews, e é apresentado por Leilane Neubarth, José Roberto Burnier e Camila Bonfim.

Já no Em Ponto, Julia Dualibi foi efetivada como âncora. Com ela continua, nos comentários, o parceiro já de muito tempo, Octavio Guedes.

Confira a nota na íntegra das mudanças no jornalismo da Globo

“O sucesso do jornalismo da Globo está baseado em alguns pilares comuns a tudo que fazemos. O principal é a credibilidade que construímos diariamente quando honramos nosso compromisso de noticiar com isenção os fatos, suas repercussões e desdobramentos. O público percebe e volta sempre, o que nos confere a liderança em todas as plataformas em que atuamos. Telejornais na TV aberta, GloboNews e G1, todos líderes de audiência.

Além da credibilidade, outro valor que não abandonamos é a capacidade de estar em constante transformação, muitas vezes em decorrência de nossos próprios profissionais, inquietos. E é neste espírito que anuncio algumas mudanças a entrar em vigor nas próximas semanas.

Heraldo Pereira, que há quase quatro anos apresenta, com brilhantismo, o Jornal das Dez, na GloboNews, passará a ancorar o noticiário de política do Bom Dia Brasil direto de Brasília. Antes de assumir o J10, Heraldo passou pelo Jornal Nacional, tanto na reportagem quanto na apresentação aos sábados, cobriu a Copa do Mundo da África do Sul e foi comentarista no Jornal da Globo, onde se destacou por trazer no fim da noite sempre um aspecto novo da principal notícia do dia. Como repórter, ao longo de quase quarenta anos de profissão, cobriu em Brasília todos os eventos que marcaram a nossa História recente. Agora leva essa bagagem para o Bom dia Brasil.

Giuliana Morrone troca o Bom dia Brasil, onde está há oito anos, pelo Jornal da Globo. De Brasília, ela também fará participações no Jornal das Dez, da GloboNews, dando furos e reportando os bastidores do dia. Com sua experiência, que soma mais de quatro anos como correspondente em Nova York, com coberturas marcantes como a eleição de Barak Obama, a morte de Michael Jackson, a destruição provocada pelo Furacão Sandy, Giuliana vai acompanhar os fatos políticos mais marcantes do dia reforçando a equipe do JG em Brasília.

O Jornal das Dez passa a ser apresentado, do Rio, por Aline Midlej. Aline chegou à Globonews há cinco anos para ancorar o Edição das 10 da manhã e nesse período consolidou a liderança de audiência do canal no horário. Trouxe na bagagem um Prêmio Vladimir Herzog na categoria reportagem de TV. E por aqui mostrou grande versatilidade à frente de um jornal sempre quente, exibido enquanto os fatos ainda estão se desenrolando, mostrando incrível agilidade para transitar por uma larga gama de assuntos.

Também teremos novidades no início dos dias na GloboNews: o Edição das 10h mantém o tempo de produção (das 9h às 13h), mas ganha nome novo (“Conexão GloboNews”) e um elenco de muita experiência: juntos, no novo jornal, estarão na apresentação Leilane Neubarth (Rio de Janeiro) e José Roberto Burnier (São Paulo) – os dois voltando de home office, depois de se vacinarem – e Camila Bonfim (Brasília). Leilane tem uma história rica na Globo, seja em campo, como no rali Granada-Dakar ou na Faixa de Gaza, onde entrevistou um dos líderes do Hammas, seja nas bancadas do BDBR, JG ou Edição das 18h. Burnier, apresentador do Em Ponto desde a criação, é um repórter acostumado às grandes histórias. Para ficar em um exemplo, mesmo saindo de São Paulo, foi o primeiro repórter a entrar na boate Kiss, em Santa Maria, horas após a tragédia que fez 242 vítimas em 2013. Camila Bomfim está na Globo desde 2006, sempre em Brasília, e tem uma coleção de furos como poucos repórteres da capital. São, enfim, três craques do jornalismo brasileiro, que vão juntos agitar as manhãs – com muita informação ao vivo, notícia exclusiva, entrevistas inéditas, entrosamento e simpatia.

Difícil mencionar um assunto que não tenha sido coberto por Cesar Tralli. Repórter investigativo, correspondente internacional, âncora. Partindo de Londres, cobriu o assassinato de Yitzhak Rabin, o acidente que matou a princesa Diana, os dez anos da tragédia de Chernobyl. Como repórter investigativo, destacou-se na cobertura do assassinato de Celso Daniel, na prisão do juiz Nicolau dos Santos Neto e no desvendamento de uma fraude gigante de adulteração de combustíveis, objeto de uma série de reportagens especiais no JN. É um companheiro do almoço dos paulistanos desde 2011, quando assumiu a apresentação do SP1. E vem há pouco mais de um ano ancorando também o Edição das 18h, da Globonews. Tralli agora será efetivado no Edição das 18h, mas sem deixar a enorme audiência do SP1. 

No Em Ponto, será efetivada Julia Dualibi como âncora. Com ela continua, nos comentários, o parceiro já de muito tempo, Octavio Guedes. É uma escolha natural. Julia está conosco desde 2018, depois de passagens por Band, Folha de São Paulo, Veja, Estadão e Piauí. Com essa bagagem, adaptou-se e aprimorou o jornalismo das manhãs da GloboNews. Assistir a Julia no Em Ponto é hoje a melhor forma de começar o dia bem informado. Não há nada de relevante para acontecer no país que esteja fora do radar dela, sempre unindo análise e informação”.