Morte às 15:13

Natuza Nery, da Globonews, lamenta a morte de Jô Soares: ‘Era o maior em tudo’

Natuza Nery e Jô Soares
Reprodução/Globonews

Natuza Nery, comentarista política da Globonews e que também trabalhou com Jô Soares no quadro ‘Meninas do Jô’, foi uma das pessoas que lamentaram a morte do apresentador e humorista. A jornalista iniciou falando sobre a generosidade do apresentador.

“Ele era generoso publicamente, tanto que pessoas que foram entrevistadas por ele, falam dessa generosidade, mas talvez ele fosse mais generoso ainda fora das câmeras, fora da vida pública. Ele tem uma história de ajudar muita gente, filhos de outras pessoas que ele custeou e bancou a educação. Ele não deixou um amigo desamparado”, disse.

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Natuza ainda lembrou que a última troca de mensagens com Jô Soares foi em um momento difícil da vida, pois foi quando o pai dela faleceu, no último dia 27 de julho.

“A última vez que trocamos mensagem foi no dia 27 de julho por ocasião da morte do meu pai, eu não tinha visto e só respondi dois dias depois, no dia 29. A gente tinha se falado no dia 20 de julho, onde eu falava que estava sentindo a falta dele e eu falei: ‘Quero muito te ver’. E ele falava que estava com um pouco de falta de fôlego e pediu para esperar ele melhorar”, comentou.

A jornalista ainda revelou que a relação com Jô Soares era bem próxima e relembrou alguns momentos marcantes da relação deles longe das câmeras.

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“Vira e mexe eu ia na casa dele, porque a gente morava bem próximo e a Marluce, que trabalha com ele, sempre fazia bolo de fubá para mim e ficava horas a fio conversando sobre a vida, mas principalmente sobre política. Ele também assistia muito o noticiário e me ligava entre um comentário e outro, ficava questionando sobre os assuntos e aquilo servia de matéria-prima para ele escrever as ‘cartas ao presidente’, que ele escreveu na Folha de São Paulo. Ele era muito cuidadoso com todo mundo, voltei em uma mensagem de 2016, que eu tinha ido jantar na casa dele e ele mandou uma mensagem: ‘Quando chegar em casa, me ligue para me tranquilizar’, aí eu avisei e ele falou: ‘Desculpe se parecer excesso de zelo, mas prefiro assim, inclusive para poder ver meu seriado com paz de espírito’”, recordou.

A jornalista ainda revelou que Jô Soares, que estava bem discreto desde a saída da TV Globo, preparava um livro, que ela não sabe se foi finalizado.

“No ano passado, ele me contou sobre a ideia de um livro que ele estava desenvolvendo e era tão genial que eu fiquei cobrando o Jô para terminar esse livro. Eu não pensava isso, mas eu tinha receio que ele partisse sem concluir o livro e não sei se ele terminou”.

Amiga pessoal do apresentador, Natuza Nery rasgou elogios a Jô Soares, dizendo que ele era o “maior nome do entretenimento” e que vai fazer muita falta.

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“Ele era o maior em tudo, o entrevistador de todos, não há paralelo de entrevistador, mas não há paralelo também para o entretenimento. Ele foi o maior personagem do entretenimento brasileiro. Ninguém atingiu o que o Jô Soares atingiu. Alguns dos bordões do Jô, eu lembrava até hoje e minha relação com ele foi de incredulidade por eu fazer parte da vida de uma lenda. Eu só sei que, pra mim, ele vai fazer muita falta, talvez porque eu perdi meu pai há pouco tempo. E tem uma coisa engraçada que meu pai era obcecado pelo Jô e ele falava que quem tinha que ser o presidente do Brasil era o Jô Soares e, na última conversa com o Jô, onde ele presta condolências pela morte do meu pai, eu falei para ele que meu pai achava que ele tinha que ser presidente da República. Eu não sei se ele ouviu esse áudio, porque logo em seguida ele seria internado no hospital. Então, é isso, o cuidado dele vai fazer uma falta enorme”, finalizou.

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