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Biógrafo de Bob Dylan assegura que abuso de menor nunca ocorreu

Bob Dylan em foto em preto e branco de 1989

Reprodução/Instagram

O escritor Clinton Heylin, biógrafo de Bob Dylan, que escreveu nove livros sobre o cantor, garante que as acusações de abuso sexual de uma menor há décadas atrás, são falsas. O homem alega que o paradeiro de Dylan foi muito bem documentado por ele em 1965, ano quando o abuso teria acontecido contra uma menina de 12 anos, fazendo com que o incidente fosse ‘impossível de acontecer’.

Heylin disse que Dylan dividia seu tempo entre a Inglaterra e Los Angeles na maior parte do tempo citado pela acusadora, agora com 68 anos, identificada apenas como J.C. no processo.

A mulher afirma que Bob Dylan se aproximou dela em abril de 1965 e abusou sexualmente dela por seis semanas em seu apartamento no Hotel Chelsea de Nova York.

O novo livro de Heylin sobre o lendário músico, ‘The Double Life of Bob Dylan: A Restless, Hungry Feeling (1941-1966)’, fala sobre o período do suposto abuso, e o escritor insiste que o artista não se mudou para o hotel até o outono de 1965.

Em uma entrevista ao jornal The Huffington Post, o autor afirma que a história da mulher simplesmente não bate com os movimentos de Dylan, porque na época uma equipe de filmagens estava atrás dele, porque estavam preparando o documentário do falecido cineasta D.A. Pennebaker, de 1967 sobre a estrela, Don’t Look Back.

Apesar de Dylan ter passado um tempo em Nova York, não foi por mais de um ou dois dias, e a maior parte do tempo ele esteve em Woodstock, e não em Nova York, de acordo com Heylin.

“E se ele esteve em Nova York, ficou no apartamento de seu agente em Gramercy, não em Chelsea”, acrescentou.

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Bob Dylan foi acusado de plágio em 2017

AS ACUSAÇÕES

Segundo o site Page Six, Bob Dylan, famoso cantor norte-americano, está sendo acusado aos 81 anos de abuso sexual contra uma mulher, hoje com 65 anos, que alega ter sido abusada pelo cantor em 1965, quando tinha apenas 12 anos de idade. Segundo ela, o crime ocorreu quando a vítima teria sido dopada com entorpecentes e bebidas alcóolicas, após Dylan ter se aproximado da criança usando sua fama e status da época. Ele então a teria levado a um quarto do Chelsea Hotel.

Identificada como J.C, a vítima alega que foi abusada mais de uma vez durante 1965, entre abril e maio do ano, chegando a ser ameaçada com violência física. J.C vive em Greenwich, no estado de Connecticut. A mulher pede uma indenização pelo crime de “agressão, cárcere privado e imposição de sofrimento emocional”.

“Bob Dylan, durante um período de seis semanas entre abril e maio de 1965, tornou-se amigo e estabeleceu uma conexão emocional com a querelante”, diz um trecho do processo. “Isso foi feito para diminuir as inibições de JC com o objetivo de abusar sexualmente dela, o que ele fez, juntamente com o fornecimento de drogas, álcool e ameaças de violência física, deixando-a emocionalmente marcada e psicologicamente ferida até hoje.”, alega outro fragmento da acusação.

A publicação do Page Six diz ter tido acesso ao processo, que foi aberto na Suprema Corte de Manhattan na última sexta-feira, dia 13 de agosto, véspera de fechamento de uma cláusula aberta pela Lei das Vítimas Crianças de Nova York, que deu a chance para vítimas de abuso infantil cujo prazo de prescrição já havia passado, de abrirem novos processos contra seus agressores.

Nos documentos do processo, entregues à Suprema Corte de Manhatan, JC. diz que Dylan tinha um plano de molestá-la sexualmente e abusar dela, e que devido aos meses de abuso físico e sexual, precisou tratamento médico para lidar com depressão e ansiedade.

“As repercussões são de natureza permanente e duradoura e incapacitaram a demandante de participar de suas atividades regulares”, delega a ação.

Em pronunciamento ao site TMZ, os representantes de Bob Dylan negaram todas as acusações: “A reclamação de 56 anos é falsa e será vigorosamente defendida”, disseram.

Em contrapartida, o advogado da vítima, Daniel Isaacs, reiterou as acusações. “A queixa fala por si”, afirmou ele.